sábado, 03 outubro 2026

Governo acciona Inspecção Geral das Finanças sobre denúncias de ilegalidades na ACD e Cenorf

O ministro da Família, Inclusão e Desenvolvimento Social, Fernando Elísio Freire, fez esta revelação à imprensa à margem da conferência internacional "Reabilitação: Uma Questão de Justiça Social", enquadrado no programa comemorativo do 20º aniversário do Cenorf.

Segundo o governante, como entidade que recebe financiamento do Estado e que se encontra neste momento sob suspeita de membros da direcção, cabe ao Governo autuar à Inspecção-Geral das Finanças para uma auditoria interna.

“Não julgando ninguém, colocando todos os pormenores em cima da mesa, só a inspecção é que nos vai dizer quem tem razão ou não em vez deste bate-boca público que não é nada agradável nem para a instituição nem para a própria organização”, pontuou, não descartando a hipótese de encaminhar o processo ao Tribunal de Contas.

O ministro pediu serenidade e para deixar que a instituição continue as actividades, realçando que a auditoria prevê a clarificação necessária dos factos e de todos os envolvidos.

Os membros da Associação Cabo-verdiana das Pessoas com Deficiência (ACD) solicitaram esta quarta-feira, 19, uma auditoria interna e externa a fim de analisar as actividades financeiras e as transacções realizadas para o exterior pelo actual presidente Bernardino Gonçalves.

Numa entrevista concedida à Inforpress, Diamantino Moreno, presidente da mesa da Assembleia-Geral da ACD, avançou que Bernardino Gonçalves não tem cumprido com o estatuto e que apenas obedece às regras quando é do "interesse pessoal" e não da organização que gere de forma "autoritária e desrespeitosa".

De entre as várias ilegalidades indicou uma transferência feita por Bernardino Gonçalves no montante de 2.500 contos para o exterior, ressaltando que tem ocupado o poder de todos os órgãos máximos como a função de presidente da ACD, PCA do Cenorf e director nacional do Cenorf.

Instado a comentar as várias acusações que pairam sobre sua pessoa, Bernardino Gonçalves explicou que a associação conheceu períodos conturbados que culminaram nas eleições realizadas em Abril de 2024 com a nomeação da nova equipa que se encontra, neste momento, numa "fase de transição".

Sobre a assunção dessas e outras atitudes supostamente ilegais, Bernardino Gonçalves respondeu que a imprensa “não é lugar” de expor a situação “familiar” da associação e que os estatutos e as questões têm locais adequados para serem discutidos.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 11 horas atrás

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28 dias atrás 3 horas atrás

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joão do rosário
30 dias atrás 9 horas atrás

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