A Câmara Municipal de Santa Catarina está a realizar hoje, dia 15 de outubro, desde as 9h00, o fórum «Saúde em Todas as Fases da Vida”, no salão Nobre dos paços do concelho.
A iniciativa enquadra-se nas comemorações do Dia Mundial da saúde Mental, assinalado a 10 de outubro, e integra-se também no programa de atividades que o município dedica, ao longo de todo o mês de outubro, a valorização e ao reconhecimento da pessoa idosa.
Conforme a nota remetida ao ASemanaonline,o principal objetivo do fórum e promover a sensibilização e a reflexão alargada sobre a importância da saúde física e mental, bem como do bem-estar global ao longo de todo o ciclo de vida. Através deste encontro, a autarquia pretende incentivar a partilha de conhecimentos especializados e promover diálogo em torno dos principais desafios de saúde que surgem nas diferentes etapas do crescimento e envelhecimento humano.
O grupo musical Ferro Gaita realiza, neste mês de Outubro, shows solidários nos Estados Unidos da América, cuja receita reverterá a favor das obras de construção da igreja de São Filipe Apóstolo, na cidade da Praia.
“A aproximação a Eduíno permitiu estabelecer uma parceria entre os Ferro Gaita e a paróquia que já proporcionou resultados positivos, através de iniciativas solidárias em Nice, em 2022, e nos Estados Unidos, em 2024”, afirmou o padre Elias Borges.
Segundo o pároco, padre Elias Borges, a iniciativa surgiu há cerca de seis anos, após a sua transferência da Paróquia de Nossa Senhora da Luz, na ilha do Maio, para Achada São Filipe, na Praia, onde conheceu e desenvolveu uma amizade com Eduíno dos Ferro e Gaita, morador dessa localidade.
“A aproximação a Eduíno permitiu estabelecer uma parceria entre os Ferro Gaita e a paróquia que já proporcionou resultados positivos, através de iniciativas solidárias em Nice, em 2022, e nos Estados Unidos, em 2024”, afirmou o padre Elias Borges.
Esta é a terceira edição da iniciativa solidária, cujo propósito é mobilizar apoios financeiros para a construção da igreja, "uma vez que a paróquia não dispõe de financiamento próprio para concluir as obras".
“A conclusão da obra depende de apoios que conseguirmos e temos esperança de terminar o quanto antes, se todos apoiarem esta causa”, declarou, sublinhando que a comunidade depende da generosidade e da partilha para dar continuidade ao projecto.
Por sua vez, Francisco Vieira, membro da organização, acrescentou que a programação começa na sexta-feira, 16, com uma actuação em Brockton, seguindo-se sábado num espectáculo em Pawtucket e, no domingo, em Boston.
O responsável manifestou optimismo quanto à participação do público, indicando que a iniciativa já foi divulgada nas redes sociais da paróquia, do grupo e dos amigos, além de ter sido anunciada aos fiéis.
“O bilhete está a ser vendido a um preço solidário de 30 dólares”, precisou Francisco Vieira, que apelou à participação dos membros da comunidade cabo-verdiana e de todos os que desejam contribuir para a causa.
Segundo explicou, as pessoas que, por diferentes razões, não puderem assistir aos espectáculos também poderão apoiar financeiramente a iniciativa.
O músico Eduíno, dos Ferro Gaita, considerou positiva a expectativa em torno da iniciativa, destacando o envolvimento do grupo não apenas enquanto formação musical, mas também pela ligação à comunidade religiosa.
“É um trabalho diferente que nos envolve não só como músicos, mas também como parte da igreja, uma vez que tenho uma escola de música na igreja”, afirmou, manifestando confiança no alcance dos objectivos definidos.
Conforme sublinhou, a construção da igreja de Achada São Filipe responde à necessidade de dotar a comunidade de um espaço adequado à realização das celebrações religiosas tendo em conta que, explicou, a capela não tinha condições adequadas para realizar certas cerimónias.
A organização apela, por isso, à solidariedade de todos, independentemente de pertencerem à Igreja ou não, defendendo que iniciativas que beneficiam as comunidades devem merecer o apoio de todos.
Uma criança de sete anos morreu esta quarta-feira, 14, na sequência de um atropelamento ocorrido junto à Escola de Miraflores, na cidade da Praia, quando atravessava uma passadeira à saída do estabelecimento de ensino.
Testemunhas relataram que o condutor tentou abandonar o local após o atropelamento, mas acabou por ser interceptado pela Polícia.
Segundo informações avançadas à redacção da Inforpress, a vítima, aluna do terceiro ano de escolaridade, tinha acabado de sair da escola, por volta da hora do almoço, e atravessava a passadeira na companhia da irmã e de colegas, quando foi atingida por uma viatura.
De acordo com a mesma fonte, citada pela Inforpress, o veículo, conhecido popularmente como «Clam», projectou a criança a cerca de dois metros do local do impacto.
Ainda segundo as informações recolhidas, pela fonte deste jornal digital, a menina apresentava sinais vitais fracos enquanto permanecia no chão. Foi socorrida e transportada para receber assistência médica, mas acabou por falecer.
Testemunhas relataram que o condutor tentou abandonar o local após o atropelamento, mas acabou por ser interceptado pela Polícia.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
A Câmara Municipal do Sal, através dos Pelouros do Comércio e Mercados, da Coesão e Inclusão Social e da Cultura, promove esta sexta-feira, 16, das 12h00 às 18h00, no Mercado Municipal de Morro Curral, em Espargos, um conjunto de atividades para assinalar o Dia Mundial da Alimentação, sob o lema “Inovar Hoje para Nutrir Amanhã”.
A iniciativa, conforme explicou a organização em comunicado remetido a este jornal, tem como objetivo sensibilizar a população para a importância de uma alimentação saudável, equilibrada e sustentável, promovendo simultaneamente a saúde e o bem-estar, a valorização dos produtos alimentares locais e o reconhecimento do papel dos produtores e comerciantes no desenvolvimento da economia local.
O programa contempla uma diversidade de atividades, incluindo uma Feira de Saúde e Bem-Estar, com rastreios de glicemia e hipertensão arterial, orientações sobre saúde.
Além de momentos de música ao vivo, um workshop sobre alimentação saudável, dinamizado pela nutricionista Rosa Gomes, e apresentação e degustação de snacks saudáveis, com a participação do chefe O telindo e de crianças do Centro Comunitário da África 70, em parceria com a ALOU.
Conforme ainda o programa da autarquia enviado ao Asemanaonline, a programação inclui ainda uma palestra sobre sanidade animal, orientada pela veterinária Albertina Reis, em parceria com o Ministério da Agricultura e Ambiente, bem como uma conversa sobre o cultivo e a comercialização de produtos alimentares na ilha do Sal e a sua distribuição a nível nacional.
A animação ficará também a cargo do Grupo Morabeza, do grupo Los Manos e da Banda Municipal, que marcará o encerramento da atividade.
Com esta iniciativa, segundo a mesma fonte, a Câmara Municipal do Sal pretende reforçar a consciencialização da comunidade para hábitos alimentares mais saudáveis, incentivar a valorização da produção local e promover o envolvimento da população em torno de práticas que contribuam para uma melhor qualidade de vida.
A Companhia de Seguros de Cabo Verde S.A. – Garantia informou que os danos sofridos por passageiros transportados em excesso de lotação podem estar excluídos da cobertura do seguro, segundo os termos da alínea g) do n.º 1 do artigo 8.º do regime do SORCA (Seguro Obrigatório de Responsabilidade Civil Automóvel).
Este comunicado veio da preocupação da empresa com o aumento de acidentes rodoviários graves envolvendo viaturas de aluguer e transporte de passageiros, frequentemente com excesso de lotação e sem utilização do cinto de segurança.
Trata-se, conforme explicou a Garantia em nota remetida ao Asemanaonline, de uma disposição legal de conhecimento geral, aplicável aos proprietários, condutores e passageiros.
Apesar disso, referiu que, sem que isso represente uma obrigação legal, a seguradora tem procurado, em situações excecionais, prestar apoio e assistência às vítimas de danos corporais, no quadro da sua responsabilidade social e do seu compromisso com a segurança e proteção das pessoas.
E afastou ainda a ideia de que as seguradoras procuram evitar o pagamento de indemnizações.
Este comunicado veio da preocupação da empresa com o aumento de acidentes rodoviários graves envolvendo viaturas de aluguer e transporte de passageiros, frequentemente com excesso de lotação e sem utilização do cinto de segurança. Segundo a mesma, estas situações colocam em risco a vida dos passageiros e constituem uma violação da legislação aplicável ao SORCA e do Código da Estrada.
Sublinhou que, para além da gestão de sinistros, a Garantia tem desenvolvido um trabalho contínuo de sensibilização e prevenção rodoviária, promovendo iniciativas em parceria com Câmaras Municipais, Polícia Nacional, Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários e associações do sector dos transportes.
“A prevenção continua a ser a melhor forma de proteger vidas, reduzir o sofrimento das famílias e minimizar os impactos sociais e económicos da sinistralidade rodoviária em Cabo Verde”, afirmou.
Estas ações, segundo a mesma fonte, incluem campanhas de comunicação, conferências, atividades de educação para o risco e apoio à sinalização rodoviária
“A Companhia reafirma o seu compromisso com a promoção de uma cultura de segurança rodoviária e lembra que a sua atuação enquanto seguradora está sujeita ao cumprimento da lei e das condições contratuais estabelecidas nas apólices de seguro”, frisou.
A empresa salientou ainda que tem um ecossistema robusto que, engloba os os serviços de regulação, a proximidade com a sua rede comercial e os canais digitais, além de uma empresa autónoma para as peritagens (“GEP”) e o Programa “G-Care”, uma Unidade afeta ao Departamento de Danos Corporais, vocacionada para a humanização da sua intervenção, na qual são feitas visitas domiciliárias aos lesados e familiares, acompanhamento dos processos de reabilitação e apoio psicológico nas situações mais críticas.
“Os números demonstram igualmente o esforço da Companhia neste domínio: em 2025, os custos brutos com sinistros ascenderam a cerca de 1,26 mil milhões de escudos, mais 45,6% do que em 2024, sendo mais de metade deste valor referente ao ramo automóvel, abrangendo danos materiais e corporais”, avançou a nossa fonte.
Os preços das hortaliças e dos legumes estão mais elevados desde o final de Setembro no mercado do Platô, na Praia, devido à escassez de vários produtos, uma situação que preocupa vendedeiras, comerciantes e consumidores.
A consumidora Zenaida de Pina explicou que procura adquirir apenas o indispensável para a casa, mantendo, contudo, a esperança de que as chuvas tragam melhores condições para a produção agrícola e permitam uma descida dos preços.
Produtos como tomate, pimentão, pepino, batata-doce, abóbora, cenoura e cebola estão entre os mais caros, segundo as vendedeiras ouvidas esta terça-feira, 13, pela Inforpress, que apontam as chuvas e as cheias recentes como um dos factores que contribuíram para a redução da oferta no mercado.
A vendedeira Miriam Helena, que comercializa produtos agrícolas há vários anos no maior mercado da capital, explicou que as chuvas arrastaram diversas culturas, reduzindo a quantidade de produtos disponíveis para comercialização.
Segundo a mesma fonte, os agricultores estão a vender os produtos que restaram a preços mais elevados, o que acaba por se reflectir no custo para os consumidores.
Miriam Helena apontou o tomate como o produto mais caro, com o quilograma a atingir os 500 escudos, seguindo-se outros produtos hortícolas, como o pimentão, a batata-doce, a abóbora e o pepino.
Segundo a Inforpress, a vendedeira acrescentou ainda, que o abastecimento do mercado tem sido cada vez mais limitado, registando-se escassez de produtos como salsa, batata-doce, cenoura, espinafre e tomate.
“Estamos tristes porque os preços dos produtos estão caríssimos, principalmente do tomate”, lamentou, referindo que muitos clientes acabam por desistir da compra de alguns produtos depois de conhecerem os preços e outros compram em pequena quantidade de acordo com o seu bolso.
Perante esta situação, Miriam Helena defendeu que as autoridades devem apostar em mecanismos de conservação e armazenamento de produtos agrícolas em Cabo Verde, de modo a permitir o aproveitamento da produção nos períodos de maior abundância e a sua disponibilização nas épocas de escassez.
Por sua vez, a vendedeira Cecília Cerqueira também manifestou preocupação com o aumento dos preços e a falta de produtos, salientando que esta é uma situação que se repete todos os anos nesta época.
Segundo a mesma, a banana verde, que anteriormente era vendida a 240 escudos, apresenta agora um preço mais baixo, em comparação com outros produtos disponíveis no mercado.
Apesar das dificuldades, mostrou-se esperançosa com as precipitações registadas, nos últimos dias, considerando que a disponibilidade de água poderá permitir aos agricultores preparar novas culturas e contribuir, futuramente, para a redução dos preços.
Também a dona de casa, Zenaida de Pina, manifestou insatisfação com os preços praticados no mercado, afirmando que muitas famílias não têm condições para comprar todos os produtos de que necessitam.
A consumidora explicou que procura adquirir apenas o indispensável para a casa, mantendo, contudo, a esperança de que as chuvas tragam melhores condições para a produção agrícola e permitam uma descida dos preços.
O Observatório Nacional do Tráfico de Pessoas (ONTP) pretende reforçar a rede de resposta ao tráfico de pessoas em Cabo Verde, promovendo uma intervenção integrada e eficaz, com maior envolvimento dos actores sociais.
Segundo José Luís Vaz, os traficantes aproveitam-se frequentemente das vulnerabilidades económicas e sociais das pessoas, recorrendo a promessas que podem transmitir uma falsa aparência de legitimidade ou de boa intenção.
A garantia foi dada hoje pelo presidente do ONTP, José Luís Vaz, em declarações à imprensa na abertura do encontro de concertação com a sociedade civil e parceiros sociais sobre o Combate ao Tráfico de Pessoas, a sob o lema “Construindo uma resposta integrada para a prevenção do tráfico de pessoas e a protecção das vítimas”.
“Esta iniciativa, em particular, pretende reforçar a rede de resposta e promover uma resposta integrada e cada vez mais eficaz para que todos os actores da sociedade estejam efectivamente preparados para poder visualizar este fenómeno a bem das potenciais vítimas”, explicou.
Aquele responsável alertou que a realidade estatística ainda é marcada pela subnotificação, ressalvando que a ausência de números expressivos não significa que o crime não esteja a acontecer em Cabo Verde.
“Esta subnotificação não significa que este fenómeno não nos deve preocupar ou que então não temos crime de tráfico a acontecer em Cabo Verde”, afirmou, sublinhando que se trata de um crime muitas vezes invisível.
Segundo José Luís Vaz, os traficantes aproveitam-se frequentemente das vulnerabilidades económicas e sociais das pessoas, recorrendo a promessas que podem transmitir uma falsa aparência de legitimidade ou de boa intenção.
Neste sentido, defendeu o reforço da capacidade de identificação e encaminhamento de potenciais vítimas, através de uma resposta articulada entre as instituições públicas, as organizações da sociedade civil e os restantes parceiros.
Para ele, a cooperação constitui um dos princípios fundamentais da estratégia nacional de combate ao tráfico de pessoas, que assenta igualmente na apropriação nacional do processo.
“Este combate não é só do Estado, não é só do Observatório. Todos os actores da sociedade cabo-verdiana têm de assumir este combate também como o seu”, salientou.
José Luís Vaz considerou que tem havido uma melhoria no comprometimento dos diferentes intervenientes, apontando uma maior disponibilidade para participar nas acções de sensibilização e contribuir para o reforço da cooperação.
Sobre os resultados esperados do encontro, explicou que a iniciativa pretende abrir um espaço de diálogo estratégico, com particular atenção à auscultação da sociedade civil e à percepção que os seus representantes têm do fenómeno nas diferentes localidades.
O responsável realçou o papel das associações comunitárias, organizações não-governamentais (ONG) e sindicatos, considerando que, pela proximidade com as comunidades, estes actores estão em melhores condições para identificar vulnerabilidades e reconhecer precocemente situações de risco.
O encontro deverá, assim, permitir fazer um diagnóstico da realidade actual nos bairros e recolher contributos dos participantes para reforçar a resposta nacional ao tráfico de pessoas.
A retirada de Cabo Verde da lista negra dos Estados Unidos sobre tráfico humano é reconhecimento dos progressos, mas aumenta responsabilidade no combate a este crime, considerou hoje o presidente do Observatório Nacional do Tráfico de Pessoas.
Em declarações à imprensa na abertura do encontro de concertação com a sociedade civil e parceiros sociais sobre o combate ao tráfico de pessoas, na cidade da Praia, José Luís Vaz afirmou que a decisão constitui um sinal positivo, mas defendeu a continuidade dos esforços para consolidar os avanços e superar os desafios que persistem nesse combate.
“É o reconhecimento do trabalho que se está a fazer, mas também devemos assumir que esta avaliação nos dá mais responsabilidade”, salientou.
Afirmou que, apesar dos progressos registados, continuam a existir aspectos que exigem maior atenção, nomeadamente no domínio da investigação e da responsabilização criminal dos agentes envolvidos no tráfico de pessoas.
Entre 2015 e 2025, o país registou 19 denúncias de casos suspeitos, mas um caso resultou em condenação com sentença transitada em julgado, porque várias das denúncias não tiveram seguimento por falta de provas para configurar o crime de tráfico de pessoas.
De acordo com o Relatório do Tráfico de Pessoas 2026 dos EUA, Cabo Verde sai da lista de países com tráfico humano “muito significativo”, elevando o país para o nível dois na questão da protecção dessas vítimas.
O presidente do Observatório Nacional do Tráfico de Pessoas (ONTP) chamou igualmente a atenção para a condição de Cabo Verde enquanto país de imigração, defendendo uma atenção particular à protecção das comunidades imigrantes, consideradas um grupo potencialmente vulnerável ao tráfico de pessoas.
De acordo com os dados referidos pelo responsável, a comunidade imigrante representa cerca de 02 por cento (%) da população cabo-verdiana, uma realidade que, na sua perspectiva, reforça a necessidade de desenvolver políticas e ações que promovam uma imigração segura.
“Claro que nós temos essa preocupação, até porque a nível global esta franja, este público, constitui público de risco quando se fala de tráfico de pessoas”, afirmou.
Neste sentido, José Luís Vaz destacou a parceria com a Alta Autoridade para a Imigração e outras entidades, com vista à implementação conjunta de acções de prevenção e promoção da integração dos imigrantes.
José Luís Vaz anunciou ainda que o observatório já assinou um protocolo de colaboração com a Plataforma das ONG de Cabo Verde e que estão a trabalhar no plano de acção, e que brevemente será realizado o Fórum Nacional da Sociedade Civil em Cabo Verde para se discutir essa matéria.
A nova presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Denise Elias Resende, anunciou esta segunda-feira que uma das prioridades da nova gestão passa pela reorganização interna da instituição e a elaboração de um plano estratégico.
A nova presidente enfatizou ainda a necessidade de melhorar a recolha e a organização dos dados sobre as crianças acompanhadas pela instituição, considerando que essa informação é fundamental para planear intervenções adequadas, conhecer o número e o perfil das crianças sinalizadas e acompanhar a sua evolução.
Em entrevista exclusiva à Inforpress, a responsável, que iniciou as funções no primeiro de Outubro, explicou que a instituição se encontra numa fase de diagnóstico institucional, tendo como uma das principais mudanças a introdução de um conselho directivo, estrutura que, segundo disse, passa a permitir uma gestão mais próxima, equilibrada e eficiente das diferentes áreas.
Denise Elias Resende adiantou que uma das necessidades é a criação de um gabinete jurídico e de um gabinete de recursos humanos, tendo em conta a complexidade das questões que o Instituto acompanha e o número de colaboradores que, actualmente, se situa em 186, entretanto insuficiente face à demanda.
A responsável apontou, igualmente, a necessidade de melhorar os indicadores de qualidade dos serviços prestados, nomeadamente, através da definição de rácios entre o número de profissionais e as crianças acolhidas nos centros, situação que, segundo esclareceu, pode contribuir para a permanência prolongada das crianças nas instituições.
Elencou a elaboração de um plano estratégico até 2030 que estabeleça os principais eixos de transformação do ICCA, os objectivos, os indicadores e os prazos concretos, permitindo acompanhar os resultados e introduzir medidas correctivas sempre que necessário.
“Não é apenas gerir situações, mas é garantir que cada intervenção tenha uma perspectiva de solução e produza uma mudança concreta na vida de cada criança que é sinalizada e que chega até nós”, pontuou.
A nova presidente enfatizou ainda, prossegue a mesma fonte, a necessidade de melhorar a recolha e a organização dos dados sobre as crianças acompanhadas pela instituição, considerando que essa informação é fundamental para planear intervenções adequadas, conhecer o número e o perfil das crianças sinalizadas e acompanhar a sua evolução.
Segundo Denise Elias Resende, a expectativa é que esta questão esteja resolvida até ao final do mandato, permitindo uma intervenção mais articulada e sustentada em informação que facilite a monitorização e a avaliação dos resultados.
A responsável defendeu também a efectiva operacionalização dos comités de defesa dos direitos da criança e do adolescente, para que “deixem de existir apenas formalmente” e passem a funcionar na prática.
Questionada sobre a intenção do Governo de retirar o Centro Orlando Pantera do sistema prisional e criar uma nova estrutura socioeducativa para menores, Denise Elias Resende considerou necessário reforçar o trabalho preventivo nas comunidades e junto das famílias, de forma a evitar que as crianças entrem em conflito com a lei.
A responsável explicou que o perfil das crianças e adolescentes que chegam aos centros de emergência infantil tem vindo a apresentar novas características, incluindo situações de rua e consumo de álcool e outras drogas.
Denise Elias Resende encontra-se, neste momento, de visita às estruturas do ICCA em São Vicente, desde esta segunda-feira até quarta-feira, 14, e em Santo Antão entre quinta e sexta-feira.
8 dias atrás
SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...