A Organização de Corridas de Cavalo do Fogo reuniu-se com o vereador do Desporto da Câmara Municipal de São Filipe, João José Canuto, para apresentar as preocupações dos proprietários e preparar a próxima corrida de cavalos.
Durante o encontro de trabalho, foram discutidos vários aspectos relacionados com a organização da próxima competição, com destaque para a necessidade de reparação e manutenção da pista do hipódromo de São Filipe e da caixa de partida, visando melhorar as condições de segurança para os cavalos, jockeys e demais intervenientes.
A manutenção da pista foi apontada como uma necessidade urgente, tendo em conta que os representantes da ilha do Fogo deverão participar, em Novembro, numa competição na cidade da Praia, pelo que necessitam de condições adequadas para a preparação e treino dos animais.
O encontro abordou igualmente, de acordo com a Inforpress, a definição da data da próxima corrida, a organização da recepção da Ordem dos Veterinários e a procura de soluções junto da empresa transportadora para facilitar a deslocação dos cavalos e reduzir os constrangimentos enfrentados pelos proprietários.
De acordo com a Organização de Corridas de Cavalo do Fogo, citada pela fonte deste jornal digital, o diálogo com a autarquia constitui uma oportunidade para encontrar soluções concretas para os desafios que afetam o desenvolvimento do hipismo na ilha.
A organização defende que a melhoria das infraestruturas, a garantia do bem-estar dos animais e a criação de melhores condições para os proprietários e agentes ligados à modalidade são fundamentais para valorizar o hipismo e reforçar a representação da ilha do Fogo nas competições nacionais.
O Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) assumiu-se esta sexta-feira como a única infra-estrutura de saúde em Cabo Verde a disponibilizar um serviço de oncologia vocacionado para o diagnóstico e tratamento quimioterápico.
A afirmação é da directora clínica do HUAN, Valéria Semedo, proferida durante um fórum sob o lema “Celebrar a Vida em Família”, integrado nas actividades do "Outubro Rosa", dedicado à prevenção do cancro da mama.
“O avanço na oferta de cuidados locais permitiu reduzir drasticamente a necessidade de evacuações médicas para Portugal”, destacou a responsável, sublinhando que a consolidação de um acompanhamento multidisciplinar aos doentes com cancro da mama tem sido determinante na melhoria do prognóstico e da qualidade de vida dos pacientes.
De acordo com Valéria Semedo, o HUAN garante actualmente a quase totalidade da linha de cuidados aos doentes oncológicos em conformidade com as directrizes nacionais, assegurando integralmente os ciclos de quimioterapia em solo cabo-verdiano, incluindo o acesso a terapêuticas inovadoras, dirigidas e específicas, anteriormente inacessíveis no país.
Ainda segundo a directora clínica, a abordagem integrada ao paciente no hospital combina o tratamento quimioterápico avançado com seguimento psicológico especializado, acompanhamento clínico multidisciplinar contínuo e cuidados paliativos.
“O cancro é hoje encarado como um importante problema de saúde pública que desafia a sustentabilidade do sistema sanitário e impacta fortemente a vida das pessoas, exigindo uma reorganização constante da resposta hospitalar”, salientou a médica, assinalando que a radioterapia é a única valência ainda indisponível no arquipélago e que continua a motivar a junta médica internacional.
Contudo, a responsável adiantou que o processo para suprir esta lacuna já foi iniciado em articulação com o Programa de Prevenção e Controlo de Doenças Oncológicas da Direcção Nacional da Saúde.
Trata-se de uma empreitada complexa e de elevada exigência técnica que requer tempo de maturação, mas cujos trabalhos preparatórios decorrem para dotar o país de auto-suficiência num futuro próximo.
Face a ausência de um programa nacional de rastreio populacional estruturado por mamografia, a estratégia das autoridades de saúde centra-se na detecção precoce como a ferramenta mais eficaz para aumentar as taxas de cura da doença.
Neste âmbito, através da rede de cuidados de saúde primários, a unidade hospitalar e os parceiros do sector têm promovido acções formativas e de sensibilização ao longo de todo o ano, com foco no ensino do auto-exame da mama e na realização de exames por palpação clínica nas comunidades.
Esta abordagem pedagógica e de proximidade tem permitido diagnosticar casos em fases iniciais, contribuindo para salvar vidas.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) apresenta esta sexta-feira, 30, na cidade da Praia, o atelier de apresentação do programa «Formalize a Sua Empresa» (FSE), onde será partilhado os resultados da implementação do referido programa.
De acordo com a nota remetida ao Asemanaonline, o econtro permitirá igualmente apresentar o Programa e a Plataforma de Informação e Formação sobre a Formalização de Empresas em Cabo Verde, partilhar resultados e experiências da implementação e reconhecer os formadores que concluíram o percurso de certificação.
Constituirá também, segundo a mesma fonte, um espaço de diálogo entre instituições públicas, organizações de empregadores e de trabalhadores, associações, formadores e empreendedores sobre a continuidade dos serviços de apoio à formalização e a promoção do trabalho digno.
Desenvolvido pela OIT e adaptado ao contexto cabo-verdiano, o FSE disponibiliza informação e ferramentas práticas para sensibilizar os micro e pequenos empreendedores sobre os benefícios da formalização e orientá-los nos procedimentos aplicáveis e no cumprimento das obrigações associadas.
Conforme explicou a fonte deste jornal digital, a adaptação contou com o contributo de instituições nacionais para adequar os materiais pedagógicos aos procedimentos de registo, contabilidade, fiscalidade, segurança social, legislação laboral e licenciamento.
A abertura do atelier será presidida pelo Ministro da Economia, Comércio, Indústria e Transição Digital, António José Medina dos Santos Baptista, e contará com a participação da Encarregada de Negócios da Embaixada do Grão-Ducado do Luxemburgo em Cabo Verde, e de Alberto Francisco, Oficial Sénior de Programas, em representação do Diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho em Luanda.
A jurista Lígia Fonseca alertou esta quinta-feira que uma democracia que não preserva a memória institucional corre o risco de tratar cada mudança política como se o país tivesse começado de novo, defendendo respeito pelos direitos dos cidadãos.
“Falar de direitos humanos não é apenas falar das grandes convenções internacionais, das guerras, das prisões, da inteligência artificial, da proteção dos trabalhadores ou da liberdade de expressão no mundo digital. Tudo isso é fundamental, mas os direitos humanos começam muito mais perto de nós, começam na forma como uma sociedade trata quem pensa de maneira diferente”, sustentou.
A declaração foi feita na sessão de abertura do ciclo de conferências comemorativo dos 20 anos do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS), na cidade da Praia, subordinado ao tema “Direitos Humanos nos Tempos Atuais”, na cidade da Praia.
Segundo Inforpress,em representação dos fundadores, Lígia Fonseca recordou a criação do ISCJS e destacou o seu contributo na formação de profissionais e a mobilidade social, num momento de contestação à suspensão da cedência de um imóvel do Estado à instituição.
“Quando começámos a pensar na criação do Instituto, não pretendíamos simplesmente acrescentar mais uma instituição ao sistema de ensino superior cabo-verdiano. Queríamos abrir uma porta”, afirmou, sublinhando o objetivo de alargar o acesso à formação superior nas áreas do Direito, Serviço Social e Ciências Jurídicas e Sociais.
A também antiga primeira-dama lembrou que o Estado havia reconhecido, num diploma oficial, a consolidação da instituição como referência no ensino superior e a formação de cerca de mil graduados.
“Uma democracia que não conserva a memória institucional corre o risco de tratar cada mudança política como se o país tivesse começado naquele dia”, declarou, frisando que os governos passam, mas o Estado, as instituições e os direitos dos cidadãos permanecem.
Lígia Fonseca evocou ainda a Constituição de 1992 para defender os princípios da democracia pluralista, do Estado de direito e da liberdade de aprender, educar e ensinar, sublinhando que a protecção dos direitos humanos também se manifesta no respeito pelas diferenças e pela autonomia das instituições.
“Falar de direitos humanos não é apenas falar das grandes convenções internacionais, das guerras, das prisões, da inteligência artificial, da proteção dos trabalhadores ou da liberdade de expressão no mundo digital. Tudo isso é fundamental, mas os direitos humanos começam muito mais perto de nós, começam na forma como uma sociedade trata quem pensa de maneira diferente”, sustentou.
A representante dos fundadores apelou à preservação da liberdade, do pluralismo e dos direitos fundamentais, defendendo que os actos administrativos não apagam duas décadas de conhecimento e formação promovidas pelo ISCJS.
Lamentou igualmente a reduzida presença de instituições públicas, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento na cerimónia, considerando que a solidariedade institucional é importante para afirmar os valores da educação, do pluralismo e da liberdade académica.
A intervenção ocorre na sequência da suspensão da cedência definitiva do imóvel estatal, em Achada de Santo António, autorizada em Fevereiro e suspensa em Outubro deste ano pelo Governo, através das portarias n.º 10/2026 e n.º 56/2026, respetivamente.
Em reação à decisão, a presidente do ISCJS, Yara Miranda, questionou os critérios utilizados pelo Governo, apontando diferenças de tratamento em relação a outras instituições beneficiárias de património público.
Por seu lado, o Governo garantira que não pretende prejudicar o Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS), justificando a suspensão da cedência definitiva do imóvel com a necessidade de rever as prioridades e reduzir os encargos do Estado.
O Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) gasta cerca de dez mil contos anuais na reparação e manutenção da sua frota, que conta actualmente com 14 viaturas, das quais cinco inoperacionais, revelou hoje o presidente do conselho de administração (PCA).
“Fizemos uma avaliação e verificámos que durante um ano as despesas que temos neste momento na reparação e manutenção das viaturas do HUAN rondam os dez mil contos”, afirmou, acrescentando que algumas viaturas serão enviadas para abate.
Odair Carvalho, que falava à imprensa na cidade da Praia à margem da entrega de um autocarro doado pela empresa Tuacar e da apresentação de duas novas viaturas adquiridas pelo hospital, explicou que a instituição necessita de renovar a frota, tendo em conta a antiguidade dos veículos e os custos associados à sua manutenção.
“Fizemos uma avaliação e verificámos que durante um ano as despesas que temos neste momento na reparação e manutenção das viaturas do HUAN rondam os dez mil contos”, afirmou, acrescentando que algumas viaturas serão enviadas para abate.
Segundo aquele responsável, o hospital vai receber, além das duas viaturas adquiridas, um autocarro e uma Hiace oferecidos por duas empresas, brevemente, mas ainda serão necessárias mais três viaturas para responder às necessidades da instituição.
O presidente do conselho de administração explicou que, desde que tomou posse, a 18 de Setembro, uma das prioridades identificadas foi a renovação da frota, uma vez que os veículos existentes têm entre 20 e 30 anos.
“A oferta e a aquisição dessas viaturas é um ganho para o hospital, para os utentes e para a população em geral”, considerou, sublinhando que a instituição recorre frequentemente ao aluguer de viaturas para assegurar serviços de internamento, compras e outras necessidades, o que representa despesas adicionais.
A doação do autocarro e a aquisição de um veículo comercial e de um camião visam reforçar a capacidade logística do HUAN, melhorar o transporte de cargas e facilitar a mobilidade das equipas técnicas e administrativas.
Por sua vez, o sócio-gerente da Tuacar, Jorge Fernandes, afirmou que a empresa tem colaborado, há vários anos, com o Ministério da Saúde, nomeadamente com o HUAN e o Hospital Dr. Baptista de Sousa, em São Vicente.
A viatura doada é um autocarro de 17 lugares, solicitado para apoiar o serviço de hemodiálise do HUAN e proporcionar maior conforto aos utentes durante o transporte.
“Basicamente, todos os anos fazemos este tipo de acção para os hospitais”, explicou Jorge Fernandes, enquadrando a iniciativa no âmbito da responsabilidade social da empresa.
Presentes no evento, estiverem representantes do Ministério da Saúde, membros do conselho da administração do HUAN, colaboradores da empresa que fez a doação, entre outros convidados.
A exposição solidária de velas “Luz que Acolhe” arranca sexta-feira, 30 de Outubro, nos Paços do Concelho da Praia, para sensibilizar a população para o cancro e transmitir esperança às pessoas que enfrentam a doença.
A iniciativa, que decorre até 03 de Novembro, resulta de uma parceria entre Vera Silva, conhecida como Badia Guerreira e sobrevivente do cancro da mama, e a Belana Beauty Candles, no âmbito das campanhas Outubro Rosa e Novembro Azul.
Em entrevista à Inforpress, Vera Silva explicou que a ideia surgiu durante uma conversa com a sua parceira, a propósito de flores, tendo ambas encontrado nas velas uma forma de transmitir esperança às pessoas que enfrentam o cancro.
“A vela é luz no meio da escuridão na oncologia”, afirmou, referindo-se ao simbolismo escolhido para a iniciativa.
A entrevistada adiantou que a intenção passa também por destinar uma parte das receitas da venda das velas a pessoas que necessitam de realizar exames médicos.
A organização pretende ainda oferecer velas a doentes oncológicos, uma possibilidade que depende da autorização hospitalar.
A sua experiência com o cancro da mama levou-a a chamar a atenção para o impacto emocional da doença e para a importância de os doentes confiarem nos profissionais de saúde e procurarem acompanhamento psicológico durante o tratamento.
“Não somos vítimas de nada”, vincou Vera Silva, defendendo uma mudança na forma como a sociedade encara o cancro, frequentemente associado ao medo e à ideia de uma sentença de morte.
Para a entrevistada, a sensibilização deve decorrer durante todo o ano, através de uma comunicação acessível, capaz de ajudar as pessoas a compreender melhor a doença e a importância do diagnóstico precoce.
“A linguagem e a comunicação são fundamentais”, sublinhou, defendendo também uma maior sensibilização dos homens para a procura de cuidados de saúde, sobretudo em relação ao cancro da próstata.
Segundo Vera Silva, o medo, a resistência em procurar os médicos e o receio de perder a “potência sexual” são alguns dos factores que dificultam a realização de exames e a procura de acompanhamento médico por parte dos homens.
Entre os projectos futuros, Vera Silva pretende levar a Cabo Verde uma iniciativa educativa com bonecas que representam mulheres que perderam uma mama devido ao cancro, com o objectivo de sensibilizar as crianças, desde cedo, para as consequências da doença.
A entrevistada manifestou, por fim, satisfação com a realização da exposição e agradeceu à Belana Beauty Candles pelo incentivo à concretização da ideia, bem como à Câmara Municipal da Praia por acolher a iniciativa.
Centrais sindicais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) estão reunidos na Praia, para debaterem sobre os impactos que as transições climáticas, económicas, ambientais, demográficas e tecnológicas, tem tido no emprego e nas condições de trabalho.
Em declarações à imprensa, a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde - Central Sindical, (UNTC-CS), Joaquina Almeida, trata-se de um encontro oportuno sendo que o mundo enfrenta profundos desafios com impactos negativos no emprego e nas condições laborais.
Segundo afirmou, África é o continente mais jovem do mundo, sendo que mais de 60 por cento (%) da sua população tem menos de 25 anos e em 2050, um em cada três jovens no mundo será africano.
Perante esse potencial, Joaquina Almeida defendeu que é necessário respostas concretas, criação de empregos dignos, protecção social e oportunidades reais para as novas gerações.
Apontou que as alterações climáticas agravam a precariedade, provocam perdas de rendimentos e ameaçam os meios de subsistência, sobretudo nas comunidades rurais onde as mulheres são particularmente as mais afectadas, enfrentando maior carga de trabalho e menor oportunidades de acesso à terra, ao crédito, à tecnologia e à formação.
Neste sentido, a secretária-geral da UNTC-CS considerou que a transição deve ser justa acima de tudo, social e inclusiva, colocando as pessoas no centro das decisões e garantindo que ninguém fique para trás.
“Neste processo, os sindicatos têm um papel fundamental, sendo que somos a voz dos trabalhadores e devemos ser reconhecidos como parceiros efectivos na definição e implementação das políticas públicas que afectam o mundo do trabalho”, apontou.
Joaquina Almeida disse ainda esperar que o encontro de três dias, constitui um momento de partilhar experiências entre os PALOP, fortalecer aliança e construir respostas comuns aos desafios da informalidade, da transição digital e das alterações climáticas.
Por seu turno, a ministra da Família, Inclusão, Desenvolvimento Social e Trabalho, Adélsia Almeida, reconheceu que a crescente digitalização da economia, a expansão das plataformas digitais, os impactos das alterações climáticas e nas novas formas de organização do trabalho colocam desafios significativos aos trabalhadores, aos empregadores e às próprias organizações sindicais.
Neste sentido, considerou ser essencial reforçar a capacidade de intervenção das organizações sindicais e aprofundar os mecanismos de cooperação que permitam responder de forma eficaz às exigências num contexto de constante transformação.
Apontou que a economia informal cabo-verdiana é composta sobretudo por mulheres e chefes de família e a principal estratégia do Governo é combater a pobreza, a promoção do emprego, digno e bem remunerado.
O encontro contou também com a presença da directora-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT-ACTRAV), Claire Ruppert, e do secretário geral da Organização da Unidade Sindical Africana (OUSA).
João de Pina, pai do pugilista David Pina, denunciou esta quarta-feira o roubo de mais de 20 medalhas e nove taças conquistadas pelo filho, na residência arrendada onde vive, em Santa Cruz, enquanto a casa própria encontra-se em obras.
O pai do atleta contou que, ao chegar à residência, encontrou a casa revirada e deu conta do desaparecimento das medalhas e taças, todas as medalhas de bronze, além de outros objetos, nomeadamente perfumes, roupas e cortinas.
Segundo João de Pina, o roubo ocorreu na sexta-feira, 23, tendo os autores entrado na residência pela porta da varanda, que dá acesso ao interior da casa.
O pai do atleta contou que, ao chegar à residência, encontrou a casa revirada e deu conta do desaparecimento das medalhas e taças, todas as medalhas de bronze, além de outros objetos, nomeadamente perfumes, roupas e cortinas.
João de Pina afirmou que apresentou queixa à Polícia Nacional no próprio dia do roubo e que os agentes se deslocaram à residência, mas, até ao momento, não houve desenvolvimentos de que tenha conhecimento.
O pai do pugilista disse ainda que não é a primeira vez que é vítima de roubo, manifestando preocupação com a situação.
Entre os objetos desaparecidos não se encontra a medalha de bronze conquistada por David Pina nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, uma vez que a distinção não estava na residência no momento do roubo.
O VIII Encontro Internacional da RIDLA reforça a cooperação académica e promove a reflexão sobre o papel do desporto, lazer e música no bem-estar social, sobretudo entre os jovens, declarou esta quarta-feira o pró-reitor da Uni-CV Adilson Semedo.
O responsável pelas pastas da Investigação, Inovação e Extensão da Universidade de Cabo Verde destacou na sua intervenção a internacionalização da investigação científica e a promoção de práticas saudáveis através do desporto, do lazer e da música, a propósito da realização do VIII Encontro Internacional da Rede Internacional Desporto e Lazer em África (RIDLA), em Cabo Verde.
O encontro, com o tema “Sonoridades, performances e dinâmicas de poder”, representa, segundo Adilson Semedo, o reconhecimento da capacidade do país para acolher iniciativas de reflexão científica e fortalecer a sua participação em redes internacionais de investigação.
O responsável salientou que a escolha de Cabo Verde para acolher a oitava edição do evento se enquadra na política de internacionalização da Uni-CV, orientada para o reforço da cooperação académica e da presença da universidade em espaços internacionais de produção e partilha de conhecimento.
“O primeiro impacto é a visibilidade que traz ao nosso país e à nossa realidade académica”, afirmou.
Adilson Semedo destacou também a importância do encontro para o desenvolvimento do desporto no país, tendo em conta o papel desta área na atividade da Uni-CV, nomeadamente através da Faculdade de Educação e Desporto, e as suas implicações sociais.
“É uma das áreas basilares da Uni-CV, que é a promoção do ensino, a promoção da investigação, mas também a promoção do desenvolvimento do desporto na nossa sociedade, com todas as valências sociais que isso acarreta”, disse.
O pró-reitor considerou ainda que a atenção despertada pelo desempenho da seleção nacional de futebol contribui para colocar o desporto cabo-verdiano no centro do debate público, tornando mais pertinente a realização de encontros científicos que analisem os desafios e as perspectivas do setor.
A relação entre desporto, lazer e música constitui outra dimensão central da reflexão defendida por Adilson Semedo, que associa estas práticas às formas de expressão cultural, participação social e melhoria da qualidade de vida.
Adilson Semedo defendeu o incentivo à prática desportiva e ao lazer saudável entre os jovens, destacando a importância de associar estas atividades à arte e à música.
Para Adilson Semedo, o desporto e a cultura são fundamentais para promover a inclusão social, a participação cidadã e a qualidade de vida, contribuindo para uma sociedade mais justa e desenvolvida.
O Governo anunciou hoje o reforço da comparticipação no preço do gás butano e a atribuição de um subsídio mensal de 10 mil escudos por embarcação de pesca artesanal, para reduzir os custos dos combustíveis e proteger as famílias.
As medidas foram aprovadas em Conselho de Ministros, realizado esta terça-feira, 27, e incluem a comparticipação integral da diferença entre o preço do gás butano calculado segundo o regime ordinário e o preço máximo fixado para o consumidor, sempre que o primeiro ultrapasse esse limite.
Em Novembro, os preços de venda do gás butano não poderão, assim, ultrapassar os valores máximos em vigor em Outubro. Caso o cálculo mensal determine preços inferiores, a redução poderá refletir-se no valor pago pelos consumidores.
Segundo o Governo citado pela inforpress, a medida visa evitar que a subida estimada de 38,8% para Novembro, face aos preços atualmente praticados, seja repercutida nas famílias.
“A garrafa de 12,5 quilogramas terá como tecto o preço de Outubro, de 1.868 escudos, e não o valor que ultrapasse os 2.100 escudos”, refere o comunicado governamental, acrescentando que a mesma regra se aplica às restantes embalagens e à venda a granel, beneficiando também as empresas, sobretudo do sector da restauração.
O executivo prevê manter este regime, a título provisório, até Dezembro de 2026.
No sector da pesca artesanal, o Conselho de Ministros aprovou um apoio mensal de 10 mil escudos por embarcação, disponibilizado através de dez senhas de combustível, no valor de mil escudos cada.
Podem beneficiar da medida as embarcações activas, devidamente registadas e com licença de pesca válida. O apoio abrange a gasolina e o gasóleo e será financiado pelo Fundo Autónomo das Pescas, até ao limite global de 21.472.714 escudos.
Conforme a mesma fonte, a compensação será paga directamente aos operadores de comercialização de combustíveis, após a validação dos fornecimentos efectuados às embarcações abrangidas.
De acordo com o Governo, a medida pretende reduzir os custos operacionais da pesca, apoiar a continuidade da actividade e contribuir para o abastecimento de pescado e a segurança alimentar.
Relativamente à gasolina e ao gasóleo destinados aos restantes consumidores, os cenários elaborados com base nos dados disponíveis até 26 de Outubro apontam para ligeiras descidas dos preços em Novembro, face ao mês anterior.
Por essa razão, o executivo considera que, neste momento, as projecções não indicam aumentos destes combustíveis.
O Governo prevê ainda canalizar a receita fiscal adicional arrecadada nos meses de Julho, Agosto e Setembro, bem como outras taxas já identificadas, para um mecanismo de protecção que poderá ser accionado caso a tendência dos preços se inverta e se perspectivem novos aumentos.
Estas medidas juntam-se ao apoio à tarifa de electricidade, prolongado até 31 de Dezembro de 2026, para os consumidores da EDEC e da Águas e Energia da Boa Vista.
Para os beneficiários da tarifa social, o Governo assegura o pagamento integral das diferenças resultantes dos aumentos registados desde Agosto. Para os restantes consumidores, o executivo suporta 70% desses aumentos, cabendo aos clientes os restantes 30%.
O apoio à electricidade é aplicado directamente na facturação, sendo as concessionárias compensadas pelo Governo, com acompanhamento e verificação dos montantes pela Agência Reguladora Multissectorial da Economia (ARME), refere a fonte deste jornal.
Cabo Verde vai participar na 3.ª Cimeira Rússia-África e está aberto a um novo programa de cooperação, anunciou o Governo, após o arquipélago ter estado ausente em 2023 por condenar a invasão da Ucrânia.
Cabo Verde participa na cimeira com o representante permanente junto da União Africana (UA), o embaixador Domingos Mascarenhas.
"Cabo Verde está aberto a encontrar a melhor via para a implementação de um novo programa de cooperação com a Federação Russa", lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, divulgado na terça-feira, 27, acerca da cimeira agendada para hoje (28) e quinta-feira (29), em Moscovo.
O país é governado desde junho pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que venceu as eleições de maio, após 10 anos de governação do Movimento para a Democracia (MpD).
Sem fazer referência à Ucrânia, no comunicado indica-se que Cabo Verde apoia "a resolução dos conflitos por via do diálogo e pela defesa da integridade territorial dos Estados".
Ao mesmo tempo, a política externa assenta "no pragmatismo e na neutralidade ativa" e encara a cimeira como "espaço estratégico para o reforço do diálogo multilateral e a concertação".
A cooperação com a Rússia "foi iniciada com o apoio prestado pela antiga União Soviética ao processo de independência nacional, bem como no consolidado domínio da formação de recursos humanos".
Cabo Verde participa na cimeira com o representante permanente junto da União Africana (UA), o embaixador Domingos Mascarenhas.
No comunicado indica-se que a presença cabo-verdiana "insere-se na natural dinâmica comunitária e regional" e "em coerência com os pilares tradicionais da política externa do país: a defesa intransigente da Carta das Nações Unidas, o respeito absoluto pela integridade territorial dos Estados soberanos e a salvaguarda primordial dos interesses nacionais".
Em julho de 2023, o primeiro-ministro cabo-verdiano Ulisses Correia e Silva justificou a ausência do país da cimeira Rússia/África para não haver nenhuma ação que possa ser interpretada como apoio a invasão da Ucrânia.
"Nós somos e fomos coerentes desde o primeiro momento, nós condenamos a invasão da Rússia à Ucrânia e continuamos com a mesma opção de até esta guerra terminar não termos nenhuma ação que possa ser interpretada como apoio a esta invasão", explicou.
O Presidente da República, José Maria Neves, disse também que o arquipélago não participou "em sinal de protesto por esta situação difícil por que passa a humanidade, sobretudo por causa desta guerra na Ucrânia".
A posição foi assumida noutras ocasiões.
Em fevereiro de 2025, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, Cabo Verde foi um dos 93 países que votaram a favor de uma resolução a exigir o fim das hostilidades na Ucrânia e reafirmando a soberania, independência, unidade e integridade territorial do país.
No ano anterior, o primeiro-ministro participou na Conferência para a Paz na Ucrânia, realizada na Suíça, para procurar "propostas de paz que respeitem a Carta das Nações Unidas e os princípios da lei internacional".
A ordem dos médicos veterinários de Cabo Verde (OMVCV) vai promover, entre os dias 30 e 31 de outubro de 2026, na cidade de São Filipe, na ilha do fogo, a conferência nacional “Desafios da Regulação do Bem-Estar Animal em Cabo Verde o evento terá como estudo de caso a criação e utilização desportiva de equinos, procurando reunir autoridades públicas profissionais, criadores e associações para traçar as linhas orientadoras de uma futura estratégia nacional de regulação e proteção animal.
Conforme a nota remetida Ao Asemanaonline,a escolha da temática foca-se na forte relevância social, cultural e económica das atividades na ilha do Fogo. Perante o registo de casos de doenças, lesões e mortalidade em competições, a OMVCV assume a urgência de reforçar as boas práticas de alimentação, assistência medico -veterinária, transporte e fiscalização, colmatando as atuais lacunas legislativas no país.
O programa arranca logo no dia 29 de outubro com visitas técnicas a criadores locais e reuniões com autoridades institucionais da agricultura e pecuária. No dia 30, a conferência técnica abordara temas cruciais como o controlo antidoping, a prevenção de lesões e a responsabilidade dos profissionais veterinários. O encontro encerra a 31 de outubro com um workshop participativo desenhado para estruturar a estratégia Nacional para a regulação da criação e utilização de equinos, onde serão definidos os requisitos mínimos de alojamento, os sistemas de identificação animal e os mecanismos de denúncia de maus-tratos.
O Ministro da Coordenação de Projetos Especiais e Acesso a Fundos (MCPEAF), José Carlos Moniz Varela, deslocou-se à ilha do Sal neste domingo, 25, para acompanhar obras no âmbito do Projeto Turismo Resiliente e Desenvolvimento da Economia Azul.
Na quarta-feira, 28, o programa contempla visitas à obra de reabilitação da estrada Espargos–Santa Maria e à obra de reabilitação do Pontão de Santa Maria, com o propósito de acompanhar a execução dos trabalhos.
Carlos Moniz Varela ficará até o dia 28, quarta-feira, na ilha, onde participará no Fórum de Investimento da África Lusófona 2026 e realizará visitas técnicas a obras de infraestruturas.
De acordo com o comunicado remetido ao Asemanaonline, no âmbito do Fórum, o Ministro intervirá na terça-feira, 27, das 12h15 às 13h15, no painel «De Projetos Estruturantes à Última Milha: Financiamento da Produção de Energia e do Acesso à Eletricidade na África Lusófona», onde abordará o tema «Energias para o Futuro», com enfoque nos modelos de financiamento para o desenvolvimento de infraestruturas energéticas, a expansão das energias renováveis e o alargamento do acesso à eletricidade às populações ainda sem acesso a este serviço.
Na quarta-feira, 28, o programa contempla visitas à obra de reabilitação da estrada Espargos–Santa Maria e à obra de reabilitação do Pontão de Santa Maria, com o propósito de acompanhar a execução dos trabalhos.
Conforme avançou a fonte deste jornal digital, a visita à estrada Espargos–Santa Maria inclui uma reunião com representantes da Estradas de Cabo Verde (ECV), do empreiteiro e da fiscalização, seguida de uma passagem pelos principais pontos da obra.
O programa, segundo a mesma fonte, prossegue em Santa Maria, com uma reunião com o empreiteiro e a fiscalização da obra de reabilitação do Pontão, seguida de uma visita ao local.
O Ministro estará acompanhado pelo Coordenador Adjunto do Centro de Coordenação Integrada de Projetos (CCIP), bem como pelo Gestor do Projeto Turismo Resiliente e Desenvolvimento da Economia Azul.
As visitas às obras contarão igualmente com a participação do Secretário de Estado do Turismo, José Manuel Pimenta Lima.
A Associação Bons Amigos criou um programa de sensibilização para combater o abandono e promover a adopção responsável, a ser implementada nas escolas, liceus e universidades, anunciou esta segunda-feira o presidente Madueno Cardoso.
Segundo Modueno Cardoso o programa de sensibilização e consciencialização traduz-se numa acção moderna com o objectivo de chegar mais às pessoas nas comunidades, escolas, jardins, liceus e universidades para levarem o bem-estar animal.
Conforme explicou, não basta adoptar o animal, é preciso ter a consciência e responsabilidade dos cuidados que o mesmo exige para evitar o abandono.
“Esse programa vai ser implementado brevemente, estamos na fase final de assinatura de protocolos com as escolas”, disse este responsável, ao reforçar que o foco é sensibilizar a comunidade educativa e criar um distintivo “escolas amigos dos animais”.
Na ocasião, Cardoso congratulou-se com o interesse contínuo das pessoas em adoptar os animais, principalmente gatos, avançando que a lista de espera continua a aumentar.
Esta é uma situação que, a seu ver, se deve às campanhas de controle de natalidade de cães e gatos na cidade da Praia, em que cerca de 80 por cento (%) dos animais foram castrados.
“Antes deparávamos com mais animais nas ruas, a reprodução era enorme, hoje vê-se uma diminuição principalmente de cães nos bairros de Achada Santo António e Tira Chapéu”, completou.
Nesse sentido, ressaltou a importância de ter um sistema de Registo de Identificação, com recurso a “microship” que confirma estes dados e ser possível trabalhar outros ângulos de actuação.
Segundo Madueno Cardoso, a Associação Bons Amigos mantém conversações com a Câmara Municipal da Praia para avançar com esta iniciativa, com a perspectiva de implementação no início do próximo ano.
A filha do recém-falecido geólogo Alberto Mota Gomes, Ana Mota Gomes, disse esta segunda-feira, na Praia, que assumir a liderança da fundação criada pelo pai representa tanto uma missão familiar como um compromisso com a sociedade cabo-verdiana.
Em entrevista à Inforpress, a partir de Coimbra (Portugal), onde reside actualmente, Ana Mota Gomes afirmou que a sua decisão é cumprir a promessa de dar continuidade à instituição, respondendo assim a um pedido que o pai lhe fizera em vida, em 2017, por ocasião da celebração dos seus 40 anos.
Conforme indicou, assume a presidência da Fundação Mota Gomes com o objectivo de alargar as áreas de intervenção da instituição e reforçar o seu contributo para o desenvolvimento da sociedade cabo-verdiana.
“Honrar o enorme legado de Mota Gomes” constitui, segundo a presidente da Fundação, uma das suas principais responsabilidades, tendo como propósito preservar a visão do pai de cuidar da comunidade, marcar a diferença na vida das pessoas e contribuir para o desenvolvimento das ilhas.
Para garantir a continuidade dos ideais, valores e objectivos que estiveram na origem da fundação, Ana Mota Gomes pretende agregar cidadãos com espírito altruísta e vontade de contribuir para o desenvolvimento comunitário.
Ana Mota Gomes considerou que os ensinamentos do pai, particularmente a ética, a resiliência perante os desafios e a capacidade de produzir impacto social real, deverão orientar a sua actuação à frente da instituição.
Relativamente à situação actual da Fundação, explicou que a instituição desenvolveu, durante pelo menos oito anos, trabalhos científicos e relatórios técnicos na área das Geociências, que constituiu o seu principal domínio de actuação.
Reconheceu que a instituição já dispõe de alguns recursos financeiros, humanos e materiais, mas considerou necessário reforçar as condições para assegurar a sustentabilidade financeira e a capacidade operacional da Fundação.
Entre as medidas previstas, apontou a prestação de serviços, a formalização de parcerias com o sector privado e a candidatura a fundos públicos ou a apoios institucionais.
A nova estratégia deverá também incluir mecanismos de governação e fiscalização, nomeadamente, a revisão dos estatutos e a criação de um conselho fiscal, responsável por acompanhar auditorias financeiras e de gestão.
Quanto ao papel que pretende atribuir à Fundação na promoção do desenvolvimento social, cultural e humano de Cabo Verde, Ana Mota Gomes defendeu que as novas áreas de intervenção poderão assumir uma função catalisadora, complementando as iniciativas dos sectores público e privado.
A intenção, sublinhou, é contribuir para uma melhor resposta aos problemas da comunidade, mantendo vivo o legado de Mota Gomes e adaptando a instituição aos desafios actuais e às necessidades de desenvolvimento do país.
Ana Mota Gomes é médica especialista em Medicina do Trabalho no Hospital Universitário de Coimbra.
Cabo Verde defendeu hoje o reforço da cooperação regional e da interoperabilidade entre as forças de segurança marítima como instrumentos essenciais para enfrentar ameaças transnacionais, no âmbito do exercício internacional Grand African Nemo (GANo) 2026.
Em declarações à imprensa no arranque do exercício, o director nacional da Defesa, José Tavares, afirmou que a localização geoestratégica de Cabo Verde confere ao país “um papel relevante” nas iniciativas regionais e internacionais de segurança marítima.
Segundo a mesma fonte, o GANo 2026, uma iniciativa da França, visa capacitar os países do Golfo da Guiné, incluindo operadores militares e outras agências envolvidas na segurança marítima, através do treino conjunto, da coordenação operacional e do reforço da capacidade de resposta a ameaças comuns.
O director vincou que a pesca ilegal, o narcotráfico e a pirataria constituem algumas das ameaças que afectam a região, com consequências que ultrapassam as fronteiras dos países directamente atingidos.
Por sua vez, o capitão de navio Seydina Mbengue, director do Centro Multinacional de Coordenação da Zona G (MMCC Zona G), explicou que o Grand African Nemo é um exercício multinacional anual que abrange o Golfo da Guiné, de Angola a Cabo Verde, passando pelo Senegal.
Organizado em colaboração com estruturas regionais de coordenação da segurança marítima e com o apoio da Marinha Francesa, o exercício permite às marinhas e guardas costeiras testar procedimentos, avaliar capacidades operacionais e melhorar a coordenação perante situações de actividades ilícitas no espaço marítimo.
Segundo Seydina Mbengue, os cenários operacionais procuram reproduzir situações realistas, de modo a preparar os participantes para responder “de forma articulada a diferentes ameaças", entre as quais citou a pesca ilegal, o tráfico de estupefacientes, o tráfico de armas e o tráfico de migrantes.
O responsável considerou que o reforço da cooperação contribui para tornar os espaços marítimos mais seguros e proteger as actividades económicas e os recursos de que dependem as populações da região.
O Grand African Nemo 2026 decorre de hoje a 06 de Novembro no quadro da Arquitectura de Yaoundé, com o apoio da Marinha Francesa e a participação de países da região, marinhas e guardas costeiras parceiras e organizações especializadas em segurança marítima.
Na Zona G, a fase operacional no mar (LIVEX) prevê o treino e teste de procedimentos de resposta à pirataria, à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, à imigração irregular, ao tráfico ilícito e ao narcotráfico, bem como a situações de busca e salvamento, poluição marinha, incidentes médicos a bordo e evacuação médica.
Representantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) reúnem-se hoje e terça-feira, 27, em Cabo Verde, para discutir investimento privado em corredores logísticos, agronegócio e turismo sustentável.
O programa inclui sessões específicas sobre corredores logísticos e conectividade, cadeias de fornecimento agrícola, financiamento, energia e turismo com intervenção dos diferentes países em busca de estabelecer contacto com investidores.
Seguno a Lusa citada pela Inforpress, o Fórum de Investimento da África Lusófona pretende “aproximar oportunidades de investimento e capital, promover novas parcerias empresariais e reforçar as ligações económicas” entre os PALOP e investidores internacionais, segundo a organização.
A segunda edição do encontro, promovido pela Corporação Financeira Internacional (IFC, sigla em inglês), membro do grupo Banco Mundial dedicado ao setor privado, vai decorrer, tal como em 2025, na ilha do Sal.
Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe são países com presença confirmada, além de investidores, empresas, instituições financeiras e decisores públicos de outros mercados.
O fórum decorre sob o tema “Investir na África Lusófona: Potenciar corredores, desenvolver o agronegócio e impulsionar um turismo sustentável”.
Entre os participantes anunciados pela organização estão representantes de empresas e grupos como Vinci Concessions, Lobito Atlantic Railway, Grupo Coris, Grupo Carrinho, Inalca, HBD Príncipe e RIU Hotels & Resorts.
O programa inclui sessões específicas sobre corredores logísticos e conectividade, cadeias de fornecimento agrícola, financiamento, energia e turismo com intervenção dos diferentes países em busca de estabelecer contacto com investidores.
Na energia, será apresentado o Pacto Nacional para a Energia de Cabo Verde, no âmbito da Missão 300, iniciativa do grupo Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) que pretende garantir acesso à eletricidade a 300 milhões de africanos até 2030.
Conforme a mesma fonte, a sessão deverá abordar a expansão do acesso à energia, as renováveis e a modernização das infraestruturas, incluindo possibilidades de participação do setor privado.
“Acolher pela segunda vez o Fórum de Investimento da África Lusófona confirma Cabo Verde como ponto de encontro entre mercados, investidores e oportunidades”, afirmou, citada no comunicado, a representante residente do Grupo Banco Mundial em Cabo Verde, Indira Campos.
“Queremos que este encontro se traduza em investimento concreto”, acrescentou.
Segundo números atualizados da IFC, nos últimos cinco anos a instituição mobilizou cerca de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de mil milhões de euros) em 10 projetos nos países africanos de língua portuguesa.
O ano agrícola no município do Porto Novo, na ilha de Santo Antão, está a ser muito condicionado pela falta de trabalhadores, conforme reconheceram este domingo os camponeses de diferentes localidades citados pela Inforpress.
“Choveu muito este ano, chão continua muito molhado, mas infelizmente não há trabalhadores para a faina agrícola”, explicou o agricultor Adilson Silva, no Planalto Leste, adiantando que a falta de mão de obra está a comprometer a agricultura de sequeiro em toda a ilha de Santo Antão.
Para os agricultores, a escassez de mão de obra está a comprometer o futuro da agricultura no município do Porto Novo, alertando para a saída cada vez mais frequente dos jovens para outras ilhas e para o estrangeiro.
Na Ribeira dos Bodes, o porta-voz dos agricultores, Henrique da Luz, disse que a falta de trabalhadores para a agricultura está a deixar a classe preocupada, admitindo que o êxodo dos jovens pode comprometer a agricultura, neste vale.
“Não temos trabalhadores para a agricultura, o que nos deixa muito preocupados em relação ao futuro da agricultura na Ribeira dos Bodes”, disse Henrique da Luz.
A saída dos jovens para outras ilhas e para a emigração está a afectar também a agricultura na Ribeira das Patas, o maior vale agrícola do Porto Novo, explicou o líder dos agricultores, Arlindo Delgado.
Arlindo Delgado, que preside à Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas, tem vindo a alertar para o êxodo dos jovens, o que põe em causa, a seu ver, o próprio desenvolvimento desta localidade.
“Caso os jovens continuem a sair, daqui a pouco tempo será difícil encontrar trabalhadores para a faina agrícola em Alto Mira”, avisou o agricultor Ederlino Fortes, para quem “a falta de mão de obra é o principal desafio” para a agricultura neste vale.
Na Ribeira da Cruz, de acordo com a associação dos agricultores, além da emigração dos jovens, o serviço militar obrigatório tem contribuído também para deixar esta zona sem força de trabalho.
Vanderley Rocha, líder desta associação, tem estado a alertar para a escassez de trabalhadores para a agricultura, facto que pode pôr em risco esta actividade nos diferentes vales agrícolas.