A Escola Secundaria Fulgêncio Tavares e a ADAD assinalam, neste dia 3 de novembro, o contrato de financiamento do projeto Agricultura e Segurança Alimentar, apoiado pela Embaixada do Japão através do programa de Assistência a projetos Locais (APL). O evento decorre no liceu Fulgêncio Tavares, no concelho de São Domingos, ilha de Santiago.
De acordo com a nota remetida ao ASemanaonline, o objetivo principal é combater a carência alimentar e impulsionar o desenvolvimento socioeconómico em são Domingos.
Um dos grande destaque do projeto é a aposta na Transição energética com a instalação de painéis solares nas escolas de Baía, Fulgêncio Tavares, Cutelo Branco e São Francisco, reforçando o compromisso com a introdução de energias renováveis no ambiente escolar.
O projeto enquadra-se no programa do governo de Cabo Verde 2026/2031 e na Agenda 20/30 focado na melhoria da qualidade de vida das pessoas.
Aproveitando o evento, será também dada a continuidade ao Programa Jovens Embaixadores do Ambiente, com temas centrados na Educação Ambiental, no Clima, no Lixo Marinho e na Segurança Alimento.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural assinou na segunda-feira, 26, um protocolo com uma empresa de produção de ração no Porto Novo para a disponibilização de ração animal no âmbito do plano de salvamento do gado.
O plano, que prevê a subvenção aos criadores na aquisição de ração animal em 50 por cento (%), vai contemplar todo o efectivo pecuário no município do Porto Novo, estimado em 17 mil cabeças de gado.
A ministra da Agricultura e Desenvolvimento Rural explicou que, com o protocolo, estão criadas as condições para a operacionalização do plano de salvamento do gado, adoptado pelo Governo, tendo em conta a demora na queda das chuvas no país.
Eveline Ramos disse acreditar que com as recentes chuvas até Dezembro haverá pasto para o gado em todo o país.
A Associação dos Criadores de Gado do Porto Novo regozijou-se com o plano de salvamento do gado, que acontece numa altura em que a classe estava a deparar-se com dificuldades na compra de ração.
A organização prevê nos próximos tempos o ressurgimento de muito pasto na sequência das recentes chuvas ocorridas no concelho.
A construção de currais, criação do campo de forragem e sistemas de captação da água das chuvas são as actividades que decorrem no parque natural de Topo de Coroa, no município do Porto Novo, em Santo Antão.
Estas actividades se inserem no âmbito do projecto sobre conservação da flora endémica, através do pastoreio sustentável na área protegida, que está a ser implementado pela Associação Ambiental TerriMar.
Esta associação informou que vão ser construídos três currais em Bolona, Chã de Feijoal e em Chã de Cruz para o confinamento do gado.
O projecto prevê a criação de um campo de forragem, cuja produção será utilizada na alimentação dos caprinos a confinar nos currais, explicou esta organização não-governamental.
Foram já instalados dois sistemas de captação de água da chuva, que apresentam uma boa quantidade de água armazenada, também para servir a actividade pecuária no Planalto Norte, de acordo com a mesma fonte.
A TerriMar explicou que estas intervenções fazem parte de uma abordagem que procura conciliar a actividade pecuária com a conservação da flora endémica do parque natural Topo de Coroa, promovendo práticas de pastoreio mais sustentáveis e contribuindo para a proteção dos ecossistemas.
Este projecto é financiado no âmbito do programa GEF SGP Cabo Verde, em parceria com a câmara do Porto Novo, Governo, Franklinia Foundation e com a associação Topo de Coroa.
Os criadores do Planalto Norte têm estado a pedir o apoio do Ministério da Agricultura na construção de currais para o confinamento das oito mil cabeças de gado nesse planalto.
Durante a implementação do projecto, a TerriMar apoiará ainda os criadores no fornecimento de água e no apoio técnico, além de formação em pastoreio confinado.
A Fundação Maio Biodiversidade (FMB) realiza este sábado, 31, o segundo Triatlo “Maio Reserva da Biosfera”, uma iniciativa que associa o desporto à conservação ambiental, no âmbito das comemorações do Dia Mundial das Reservas da Biosfera.
Segundo a organização, a iniciativa tem como objectivos promover a prática desportiva, a saúde e a consciência ambiental, destacando a ilha como um território de natureza, sustentabilidade e actividade física.
O evento com início previsto para as 07:30, terá como ponto de concentração a frente da Câmara Municipal do Maio e é promovido em parceria com a autarquia, a Associação de Natação do Maio, a Associação Regional de Ciclismo do Maio, a Escola de Iniciação ao Ciclismo CiCliprof 2024 e a Associação Regional de Atletismo do Maio.
Segundo a organização, a iniciativa tem como objectivos promover a prática desportiva, a saúde e a consciência ambiental, destacando a ilha como um território de natureza, sustentabilidade e actividade física.
A FMB convida a população a assistir e apoiar a iniciativa, que pretende igualmente reforçar o envolvimento comunitário e valorizar a Reserva da Biosfera do Maio.
A ilha foi classificada como Reserva Mundial da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Outubro de 2020, reconhecimento que destaca a importância do seu património natural e da relação entre a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
O parque natural de Topo de Coroa, no município do Porto Novo, foi alvo nos últimos dias de uma campanha de reflorestação da Associação para a Defesa do Património de Mértola (Portugal), enquadrada no Projecto EcoRaízes.
Conforme a associação portuguesa, através da florestação será possível aumentar a diversidade de espécies, melhorar o ensombramento e promover a criação de pastagens, contribuindo para a restauração dos ecossistemas naturais, a proteção da biodiversidade e para um futuro mais resiliente para os parques naturais.
Esta associação portuguesa informou, segundo a Inforpress que a campanha, que abrangeu as localidades de Chã de Feijoal e Chã de Manuelinho, consistiu na plantação de 800 mudas de árvores de diferentes espécies e com diferentes funções.
Foram também construídas valas de plantação para facilitar as acções de florestação.
Trata-se do segundo ano consecutivo em que se realiza a campanha de plantação de árvores no parque natural de Topo de Coroa, situado no Planalto Norte, no âmbito do projecto EcoRaízes, promovido pela Associação para a Defesa do Património de Mértola.
De acordo com a mesma fonte, a iniciativa teve a parceria das associações Luz Verde do Norte e Topo de Coroa, ambas do Planalto Norte.
Conforme a associação portuguesa, através da florestação será possível aumentar a diversidade de espécies, melhorar o ensombramento e promover a criação de pastagens, contribuindo para a restauração dos ecossistemas naturais, a proteção da biodiversidade e para um futuro mais resiliente para os parques naturais.
Em 2025, o parque natural de Topo de Coroa recebeu uma campanha de reflorestação, que abarcou a fixação de 1.000 mudas de árvores de diferentes espécies e funções florestais, forrageiras e endémicas.
A Ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas afirmou esta quinta-feira que a unidade dessalinizadora em São Domingos tem capacidade de abastecer todo o perímetro agrícola, uma infra-estrutura a ser concluída em Novembro.
Eveline Ramos falava à Inforpress, no âmbito de uma visita efectuada ao município de São Domingos, por forma a acompanhar o funcionamento das infra-estruturas para o reforço da disponibilidade de água para a agricultura.
Segundo a ministra da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, trata-se de uma componente hidroagrícola, (reservatórios e a dessalinizadora), com capacidade de abastecer todas as parcelas agrícolas em diferentes localidades.
A mesma fonte avançou que a unidade dessalinizadora situada na localidade de Praia Baixo, tem uma capacidade de produção de água diária de 2.400 metros cúbicos.
“Neste momento está-se na fase de alguns ajustes que têm de ser feitos para que, em Novembro, tenhamos a cerimónia de entrega desse projecto à Empresa Água de Rega”, sublinhou.
A visita da ministra fez-se acompanhar do presidente da Câmara Municipal de São Domingos, Isaías Varela, tendo o mesmo, congratulado com o andamento do projecto e com a importância do mesmo para os agricultores das várias localidades.
“Um investimento significativo, que vai revolucionar o sector agrícola no município, contribuindo para o aumento da produção agrícola”, concluiu.
A visita da governante contempla também o município de Santa Cruz, nas localidades de Monte Negro, Achada Ponta e Achada Laje, com o mesmo propósito, visitar a unidade dessalinizadora e os reservatórios de água.
Seis anos após o reconhecimento pela Unesco, a ilha do Maio procura transformar o estatuto de Reserva Mundial da Biosfera em benefícios concretos para a população, num processo que exige melhor gestão e maior envolvimento comunitário na conservação ambiental.
“Estamos a completar seis anos de classificação dessa reserva e precisamos, neste momento, de identificar acções muito concretas e criar um mecanismo de gestão desta reserva”, afirmou o governante, advertindo para o risco de a ilha perder o reconhecimento caso não sejam asseguradas as condições necessárias à sua manutenção.
Entre praias, dunas, salinas e habitats de tartarugas marinhas e aves, o Maio reúne um património natural que lhe garantiu, em Outubro de 2020, um lugar na Rede Mundial de Reservas da Biosfera. A classificação abrange cerca de 2.780 quilómetros quadrados, incluindo o território terrestre e as áreas marinhas adjacentes.
Volvidos seis anos, a ilha continua a trabalhar na consolidação dos instrumentos de gestão e na criação de condições para conciliar a protecção dos ecossistemas com o desenvolvimento económico e social.
Para o presidente da Câmara Municipal do Maio, Valdino Rely Brito, o estatuto representa uma oportunidade para diversificar a economia e valorizar os recursos locais, desde o turismo ecológico aos produtos tradicionais.
“Podemos ter um turismo totalmente diferente, um turismo sustentável, de alto valor, mas também um turismo amigo do ambiente, um turismo ecológico”, defendeu o autarca, que vê igualmente na classificação uma oportunidade para promover o queijo, o sal e outros produtos que fazem parte da identidade da ilha.
Na perspectiva de Rely Brito, o reconhecimento da Unesco deve acrescentar valor à produção local e abrir novas possibilidades de investigação científica, sem perder de vista a melhoria das condições de vida dos habitantes.
Rely Brito considera que a criação de uma unidade de gestão constitui um passo decisivo para transformar os planos em acções concretas. Embora a Câmara Municipal presida ao Conselho Consultivo local, o autarca reconhece que a autarquia não dispõe de competências para assegurar, sozinha, a execução efectiva das medidas.
A questão também preocupa o Governo. Durante uma mesa-redonda realizada recentemente no Maio, o ministro do Ambiente, Acção Climática e Energia, Carlos Varela, alertou para a necessidade de acelerar a implementação das medidas de gestão.
“Estamos a completar seis anos de classificação dessa reserva e precisamos, neste momento, de identificar acções muito concretas e criar um mecanismo de gestão desta reserva”, afirmou o governante, advertindo para o risco de a ilha perder o reconhecimento caso não sejam asseguradas as condições necessárias à sua manutenção.
O ministro anunciou que a criação da unidade de gestão deverá concretizar-se até Janeiro de 2027, estando em análise o modelo mais adequado, incluindo a possibilidade de estabelecer uma estrutura de base que trabalhe em articulação com as entidades locais.
Enquanto as autoridades trabalham na consolidação do modelo de gestão, as organizações ambientais mantêm actividades de conservação, educação e sensibilização junto da população.
A Fundação Maio Biodiversidade é uma das instituições que intervêm directamente na protecção dos ecossistemas da ilha, através de programas ligados às áreas marinhas, às tartarugas marinhas, à educação ambiental e às áreas protegidas.
A directora da fundação, Janete Agues, considera que estas intervenções contribuem para os objectivos da Reserva da Biosfera, sobretudo ao promover uma maior consciência ambiental entre os habitantes.
“Temos mobilizado as pessoas a assumirem a responsabilidade ambiental e a protegerem o ambiente na ilha”, afirmou.
Para a responsável, o trabalho desenvolvido pela fundação está alinhado com as acções necessárias à consolidação da reserva, num contexto em que a protecção dos recursos naturais depende também do comportamento e da participação das comunidades.
A sensibilização assume particular importância numa ilha onde actividades como a pesca, a agricultura, a produção de sal e o turismo estão directamente ligadas à utilização dos recursos naturais.
Para além da conservação da biodiversidade e da criação de estruturas de gestão, permanece a expectativa de que a classificação produza resultados mais visíveis na economia e na vida das comunidades. Contudo, a concretização destas possibilidades depende da capacidade de transformar o estatuto em medidas efectivas e benefícios para a população.
O presidente da câmara defende que, até 2030, a unidade de gestão deverá estar em funcionamento e a reserva apresentar indicadores que permitam avaliar os resultados alcançados, tanto na conservação ambiental como no desenvolvimento da ilha.
A avaliação prevista para 2030 será determinante para analisar os progressos e preparar a renovação do reconhecimento internacional e garantir que os benefícios da Reserva da Biosfera cheguem às comunidades que convivem diariamente com esse património.
O fornecimento de água na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, está a ser condicionado devido a uma avaria numa das unidades de produção e água dessalinizada da empresa Águas do Porto Novo (APN).
“Esta redução na produção está a condicionar a quantidade de água disponível para distribuição, podendo provocar alterações nos horários habituais de abastecimento, redução do tempo de distribuição e interrupções em algumas zonas”, explicou a empresa.
Em comunicado, a empresa APN informou hoje à população que a capacidade de produção de água encontra-se temporariamente reduzida em cerca de 50 por cento (%) por causa da avaria em uma das máquinas.
“Esta redução na produção está a condicionar a quantidade de água disponível para distribuição, podendo provocar alterações nos horários habituais de abastecimento, redução do tempo de distribuição e interrupções em algumas zonas”, explicou a empresa.
A APN exorta as pessoas que façam o uso racional e responsável da água disponível, priorizando as necessidades essenciais e evitando desperdícios.
A temporada de desova de 2026 registou, provisoriamente, 11.293 ninhos de tartaruga-cabeçuda nas praias do Maio, durante o período Junho/Outubro, de acordo com dados preliminares do Programa de Conservação das Tartarugas Marinhas em Base Comunitária.
De acordo com a Fundação Maio Biodiversidade (FMB), já foram monitorizadas 4.808 tartarugas marinhas, resgatadas 55 e colocados 110 ninhos em viveiros, no âmbito das acções de protecção e conservação da espécie.
Segundo a Inforpress, os dados preliminares apontam ainda para a captura de 79 tartarugas marinhas e de dois ninhos durante a temporada.
A campanha conta com a participação de vigilantes ambientais, incluindo membros da Federação Europeia de Rangers, grupos comunitários do projecto Zona Mais Amiga do Ambiente, voluntários nacionais e internacionais e habitantes da ilha.
A fundação indicou que os números ainda estão sujeitos a actualização, uma vez que o trabalho de monitorização e contabilização continua em curso.