As 30 famílias que praticam a agricultura urbana no perímetro da Ribeira Corujinha, na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, enfrentam há 11 meses a penúria de água para rega, informou esta segunda-feira a associação local.
O presidente da Associação dos Moradores e Amigos da Ribeira Corujinha, João Reis, confirmou que há 11 meses que os agricultores estão inactivos devido à crise de água para rega provocada por uma avaria numa das estações de bombagem do furo local.
O responsável disse que essa situação tem criado sérias dificuldades às famílias que não conseguem produzir devido à falta de água, assegurando que a associação tem tentado resolver o problema do equipamento, mas sem sucesso.
O perímetro Agrícola, numa extensão de quatro hectares, envolve directamente 30 agricultores que chegaram a ter boa produção enquanto tinham acesso a água, avançou a mesma fonte.
A Associação dos Moradores e Amigos da Ribeira Corujinha tem-se destacado na promoção da agricultura urbana no Porto Novo, sendo considerada pioneira neste tipo de actividade, explicou João Reis.
Além da Ribeira Corujinha, a cidade do Porto Novo dispõe também de um outro perímetro agrícola situado na Ribeirinha de Antónia de Barros, envolvendo várias famílias que têm estado a produzir para o mercado.
A ligação às comunidades rurais no município do Porto Novo, em Santo Antão, cujos acessos tinham sido cortados pelas recentes chuvas foi já restabelecida, informaram hoje os representantes locais.
O representante da comunidade da Ribeira Fria, Adilson Gomes citado pela Inforpress, confirmou que o acesso a essa zona foi restabelecido, o mesmo na Ribeira dos Bodes, outra zona cujo acesso foi cortado na sequência das precipitações, onde ligação foi restaurada, confirmou o representante da comunidade, Henrique da Luz.
Segundo a mesma fonte, a partir da segunda-feira, 19, as viaturas já vão poder circular sem quais dificuldades na estrada que liga Ribeira dos Bodes a outras comunidades.
Em relação à Chã de Norte, os moradores confirmaram que a ligação foi igualmente retomada, depois de alguns dias de isolamento devido a danos na estrada de acesso.
A actividade agrícola de regadio na Ribeira das Patas, a maior bacia hidrográfica do município do Porto Novo, pode ganhar nos próximos dias um novo alento com o reforço do caudal das nascentes pelas recentes chuvas.
A previsão é da Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP), segundo avançou a Inforpress, que acredita que, pela grande quantidade de chuvas registada nesta semana neste vale agrícola, a agricultura de regadio deve ganhar novo fôlego com o aumento da disponibilidade de água disponibilizada a partir das nascentes.
O líder da ADIRP, Arlindo Delgado, reconheceu que as chuvas ocorreram numa altura em que "o desânimo estava a tomar conta dos agricultores" devido à redução drástica do caudal das nascentes, numa localidade muito atingida pelos efeitos das alterações climáticas.
Este responsável confirmou que os agricultores estão muito animados com a queda de muita chuva na Ribeira das Patas, perspectivando um novo alento à actividade agrícola nessa bacia, muito afectada pela seca nos últimos anos, com impacto negativo na produção da água.
A ADIRP tem estado a defender a necessidade de avançar com o projecto de ordenamento da bacia hidrográfica da Ribeira Das Patas, na forja desde 2018, por priorizar a mobilização de água e correcção torrencial.
As associações de agricultores do Porto Novo têm, igualmente, manifestado o desejo de o Governo colocar na agenda o ordenamento das bacias hidrográficas neste concelho, defendendo que o futuro da agricultura neste município passa pelo ordenamento dos vales agrícolas.
Além da Ribeira das Patas, conforme disse a fonte deste jornal digital, tem-se falado também na possibilidade do ordenamento da bacia hidrográfica de Jorge Luís/Ribeira da Cruz, onde a escassez de água tem sido também uma preocupação.
A Associação dos Agricultores de Jorge Luís informou que a classe aguarda com “grande expectativa” o ordenamento desta bacia, propondo que seja priorizada a mobilização de água.
Em relação à Ribeira das Patas, a Inforpress soube que existe a possibilidade de as acções consideradas prioritárias serem financiadas no quadro de um pacote a cargo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), co-financiado pelo Programa das Pequenas Subvenções do Fundo Mundial para o Ambiente (GEF-SGP).
Um El Niño de grande intensidade, com início previsto este ano e a prolongar-se aos primeiros meses de 2027, deverá agravar a insegurança alimentar e outras necessidades humanitárias na África Austral, alertaram as Nações Unidas.
"Os surtos de doenças continuaram a pressionar sistemas de saúde já frágeis", sublinha o documento, que contabiliza ainda mais de 4,1 mil casos de mpox entre janeiro e agosto, a maioria dos quais em Madagáscar, com 3,5 mil.
Na origem está um El Niño "muito forte", com início no final de 2026 e que deverá prolongar-se até ao início de 2027, trazendo chuvas abaixo do normal e temperaturas acima da média em toda a região, bem como uma atividade ciclónica abaixo do normal.
Segundo NM que cita Lusa, no mais recente panorama sobre as necessidades humanitárias na região, divulgado esta semana, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) revela dados sobre surtos de doenças, insegurança alimentar e malnutrição, deslocados e outras condições nessa região de África, que inclui Angola e Moçambique, advertindo que a situação deverá agravar-se durante a época das chuvas, entre outubro de 2026 e março de 2027.
A OCHA revela que Angola concentra mais de metade dos casos de sarampo e Moçambique lidera os casos de cólera na África Austral.
Angola registou 7,4 mil casos de sarampo entre janeiro e agosto, num total regional de 13,8 mil, à frente da África do Sul, com 6,5 mil.
Seguem-se Madagáscar, com 5,7 mil casos, e Moçambique, com 1,6 mil.
Conforme a mesma fonte, Moçambique, com 8,2 mil casos, tem o valor mais elevado de cólera na região da África Austral, onde o total é de mais de 19 mil casos desde o início do ano.
Angola enfrenta também um surto ativo de cólera, com 6,1 mil casos entre janeiro e setembro, e o OCHA indica que a transmissão se manteve ativa em vários países, incluindo os dois lusófonos.
O Malaui contabilizou 3,2 mil casos, a Zâmbia, 1,2 mil casos, a Namíbia 213, a Tanzânia 113, o Zimbabué 36 e a África do Sul dois.
"Os surtos de doenças continuaram a pressionar sistemas de saúde já frágeis", sublinha o documento, que contabiliza ainda mais de 4,1 mil casos de mpox entre janeiro e agosto, a maioria dos quais em Madagáscar, com 3,5 mil.
Angola e Moçambique estão também entre os países com crianças em situação de desnutrição aguda, a par de Madagáscar, numa região onde mais de 680 mil crianças entre os 6 e os 59 meses sofrem deste problema, segundo as estimativas do relatório.
Moçambique soma a estes problemas a crise de deslocados, com 662 mil deslocados internos, sobretudo no norte do país, num total de 843 mil pessoas deslocadas dentro dos próprios países na África Austral.
Na região, o conflito continuou a ser um dos principais motores das deslocações, bem como os choques climáticos recorrentes, incluindo secas, cheias e ciclones, segundo o OCHA.
Moçambique está também entre os três países, a par de Madagáscar e do Malaui, onde a insegurança alimentar persistiu, devido a "choques climáticos recorrentes ou insegurança localizada", que "continuaram a destruir os meios de subsistência e a resiliência".
Escreve a Inforpress que Madagáscar tem o maior número de pessoas em insegurança alimentar grave, com 2,1 milhões, seguido do Malaui, com 1,9 milhões, de Moçambique, com 1,2 milhões, da Zâmbia, com 697 mil, da Tanzânia, com 507 mil, da Namíbia, com 408 mil, do Lesoto, com 234 mil, e de Essuatíni, com 222 mil.
Em toda a região, o número de pessoas em insegurança alimentar grave caiu para mais de 6,1 milhões, face a 13,3 milhões em julho, graças às colheitas sazonais e à melhoria das chuvas.
No entanto, as Nações Unidas advertem que a situação deverá agravar-se durante a época das chuvas, entre outubro de 2026 e março de 2027, com a previsão de "chuvas abaixo da média e calor extremo" a poder afetar a produção agrícola.
Na origem está um El Niño "muito forte", com início no final de 2026 e que deverá prolongar-se até ao início de 2027, trazendo chuvas abaixo do normal e temperaturas acima da média em toda a região, bem como uma atividade ciclónica abaixo do normal.
O El Niño é um fenómeno climático associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico central e oriental, que altera os padrões de chuva e de temperatura em várias regiões do mundo.
Estas condições "podem provocar deslocações, reduzir a produção agrícola e aumentar o risco de surtos de doenças", alerta o OCHA.
Quatro países da África Austral têm já ações de antecipação ativadas para enfrentar os impactos do fenómeno e outros três estão prontos para as ativar.
Madagáscar, o Malaui e a Tanzânia estão entre os países com planos de preparação para o El Niño, mas "lacunas significativas de financiamento ameaçam a sua aplicação atempada", refere a OCHA citada pela fonte deste jornal.
A obra da dessalinizadora de água do mar para a agricultura, em Pedro Vaz, na ilha do Maio, continua por concluir, dois anos após o lançamento, o que leva os agricultores a pedirem celeridade na execução do projecto.
A falta de água tem condicionado a actividade agrícola no Maio e contribuído para que alguns produtores abandonem o campo e procurem oportunidades de trabalho fora da ilha.
Lançada em Setembro de 2024 pelo anterior Governo e executada pela empresa Água de Rega, a obra tinha um prazo previsto de oito meses.
Contudo, volvidos cerca de dois anos desde o seu lançamento, a infraestrutura ainda não está concluída, enquanto os agricultores continuam a enfrentar dificuldades no acesso à água para rega.
A conclusão do projecto é aguardada pelos produtores como uma das soluções para minimizar a escassez de água, que afecta as diferentes localidades da ilha, e reduzir a dependência das chuvas, sobretudo nas culturas de regadio.
Em declarações à Inforpress, o agricultor Ineuss Ribeiro, da localidade de Figueira, considerou que a prática da agricultura tem estado comprometida na ilha devido à falta de água disponível para assegurar a rega regular.
“É urgente concluir o projecto de dessalinização em Pedro Vaz, para que os agricultores tenham água para rega e possam continuar a trabalhar no campo. O atraso desta obra preocupa-nos, porque continuamos sem água suficiente para a agricultura e dependentes das chuvas para produzir,” salientou.
O agricultor Carlos Ribeiro, que trabalha nas localidades de Pilão Cão e Alcatraz, afirmou que as últimas chuvas trouxeram alguma esperança, mas não garantem, por si só, uma boa campanha agrícola.
“O furo de água que utilizamos continua com pouca água porque a chuva tardou a chegar e ainda não temos garantia de nada em relação ao ano agrícola”, concretizou.
A falta de água tem condicionado a actividade agrícola no Maio e contribuído para que alguns produtores abandonem o campo e procurem oportunidades de trabalho fora da ilha.
Os agricultores pedem, por isso, maior celeridade na conclusão da unidade de dessalinização de Pedro Vaz, na expectativa de que a infraestrutura permita aumentar a disponibilidade de água para rega, melhorar as condições de produção e reduzir os constrangimentos que afectam o sector agrícola.
A Empresa de Distribuição de Electricidade (EDEC) garantiu esta quinta-feira que foi resolvida com sucesso o problema técnico no gerador da central de produção de São Antão, pelo que “não foi necessário proceder a cortes pontuais” inicialmente previstos.
“Com satisfação, informamos que a ocorrência técnica no gerador da central de produção de Santo Antão foi resolvida com sucesso, pelo que não foi necessário proceder a cortes pontuais e programados de eletricidade, conforme tínhamos anunciado”, informou a EDEC, em comunicado.
Segundo a Inforpress, a empresa informou que as fortes chuvas registadas em Santo Antão afectaram um dos geradores essenciais na produção de energia eléctrica na central única da ilha, situação que poderia levar a cortes pontuais e programados entre os dias 14 e 15 de Outubro.
A mesma fonte tranquilizou os utentes, informando que o problema foi resolvido com sucesso, reafirmando o seu “compromisso com a continuidade, a segurança e a qualidade do fornecimento de energia elétrica” em Santo Antão.
A Associação Lantuna realizou esta quarta-feira, 14, a exumação de um ninho de tartaruga-verde na praia de Ribeira da Prata, no Tarrafal, onde foram identificados 123 ovos, dos quais nasceram 73 crias, no primeiro registo da espécie pela associação.
Em declarações à Inforpress, a coordenadora do Programa de Conservação das Tartarugas Marinhas da Lantuna no município, Mediana dos Reis, explicou que a exumação permite avaliar o sucesso de eclosão, identificar os ovos que não deram origem a crias e recolher dados importantes para futuros estudos sobre a espécie.
Dos 123 ovos identificados no ninho, 73 deram origem a tartaruguinhas, correspondendo a uma taxa de eclosão de aproximadamente 60%.
Segundo a responsável, a análise permite igualmente verificar o desenvolvimento embrionário e determinar se os ovos foram fecundados, contribuindo para aprofundar o conhecimento sobre a reprodução da tartaruga-verde na região.
Mediana dos Reis avançou que a época de desova das tartarugas marinhas decorre habitualmente durante vários meses, devendo terminar por volta de meados de Novembro.
A responsável indicou que, na atual temporada de reprodução, foram registados cerca de 72 ninhos, considerando positivos os resultados alcançados até ao momento, apesar de a época ainda não ter terminado. A taxa global de eclosão da temporada foi estimada em cerca de 70%.
A coordenadora destacou ainda, prossegue a mesma fonte, as ações de sensibilização ambiental desenvolvidas na comunidade de Ribeira da Prata e nas localidades vizinhas, incluindo atividades educativas com crianças e visitas de estudantes ao viveiro, onde aprendem sobre a conservação das tartarugas marinhas.
A associação tem promovido igualmente a libertação de crias na praia e atividades de educação ambiental, procurando reforçar o envolvimento da população na proteção das espécies e dos seus habitats.
De acordo com Mediana dos Reis, a comunidade tem demonstrado maior sensibilização para a conservação das tartarugas, embora seja necessário continuar a trabalhar para reduzir as práticas prejudiciais à espécie.
A responsável indicou que, durante a temporada, a Lantuna contou com a colaboração de estudantes da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), voluntários estrangeiros e jovens da comunidade, que participaram nas atividades de patrulhamento e conservação.
Apesar dos resultados alcançados, a associação continua a enfrentar ameaças, nomeadamente a poluição e a iluminação artificial nas zonas de reprodução, fatores que podem comprometer a nidificação e o sucesso reprodutivo das tartarugas marinhas.
Mediana dos Reis agradeceu à comunidade, aos parceiros, patrocinadores e voluntários pelo apoio prestado durante a campanha de conservação, destacando o contributo conjunto para os resultados alcançados nesta temporada, refere a fonte deste jornal.
Quatro barragens de Santiago Norte transbordaram este ano, enquanto Figueira Gorda se encontra no limite e Saquinho continua a acumular água, sem estar cheia nem ter transbordado, após as chuvas recentes.
Em 2025, as barragens de Principal, Flamengos e Figueira Gorda tinham transbordado, enquanto Faveta apresentava uma boa quantidade de água armazenada e Poilão se encontrava a cerca de dois metros do limite.
Este ano, segundo avançou a Inforpress, Poilão, no município de São Lourenço dos Órgãos, transbordou depois de cerca de dez anos sem registar esse fenómeno.
No município de São Miguel, as barragens de Principal e Flamengos voltaram a transbordar, à semelhança do ano passado, e a barragem de Faveta, em São Salvador do Mundo, também transbordou este ano.
Em Santa Cruz, a barragem de Figueira Gorda ainda não transbordou, mas encontra-se no limite e poderá atingir esse nível caso continue a receber água.
Já em Santa Catarina, a barragem de Saquinho recebeu água com as chuvas recentes, mas continua sem estar cheia e sem transbordar.
O agricultor da zona, Arlindo Cabral, estima que a água esteja entre 17 e 18 metros de altura e considera que mais um ou dois dias de chuva com intensidade semelhante à dos últimos dias poderão elevar o nível da água e provocar o transbordamento.
Segundo o mesmo agricultor que, esteve à conversa com a Inforpress, Saquinho já tinha alguma quantidade de água armazenada antes das chuvas recentes, mas essa água não foi utilizada pelos agricultores, que não sentiram necessidade de recorrer à rega.
O interlocutor observou ainda que, nos últimos tempos, poucas pessoas se dedicam à agricultura na zona, o que, na sua perspectiva, contribui para a reduzida utilização da água armazenada.
O agricultor indicou que a última vez que a barragem de Saquinho transbordou foi em 2016.
O delegado do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas no Porto Novo informou que as precipitações registadas ao longo do fim de semana no município renovam as esperanças das famílias nas diferentes localidades.
Os serviços que dirige, como revelou à Inforpress, em articulação com a câmara municipal, através das delegações municipais, procederam já à distribuição de sementes para cerca de 120 famílias.
Nuno Delgado disse à Inforpress, na segunda-feira, que Porto Novo foi já “bafejado por muita chuva”, que “renova as esperanças e dão ânimo” aos criadores de gado e aos agricultores, designadamente do Planalto Norte, onde as famílias dependem da agricultura de sequeiro.
“Só agora choveu melhor no Planalto Norte e noutros pontos do concelho. É o renovar da esperança e mais ânimo para as famílias que dependem da agricultura de sequeiro e da pecuária, mas ainda esperamos por mais chuvas”, notou este responsável.
O delegado informou que Porto Novo já recebeu sementes fornecidas pelo Ministério da Agricultura para serem distribuídas de forma gratuita aos camponeses.
Os serviços que dirige, como revelou à Inforpress, em articulação com a câmara municipal, através das delegações municipais, procederam já à distribuição de sementes para cerca de 120 famílias.
Outras 200 famílias de outras localidades do concelho, que constam do cadastro social, vão ser também apoiados com sementes para a faina agrícola, que começa agora com a queda de chuvas praticamente em todo o concelho.
“Agora é acompanhar a evolução agrícola a nível do concelho e esperar que consigamos garantir pasto para o gado ruminante e recarga dos lençóis freáticos. Mas, para isto acontecer, é preciso que venham mais chuvas nos próximos dias”, avançou Nuno Delgado, de acordo com a fonte deste jornal digital.
Disse também esperar que não haja mau tempo ou ataque de pragas e doenças.
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