O antigo primeiro-ministro, Carlos Veiga, diz que a falta de consenso entre os partidos com assento parlamentar revela “pouca maturidade” dos políticos e acrescenta que, quando se está na política, é para servir o País.
Eu não tive dificuldades em fazer consenso durante o tempo em que fui primeiro-ministro. Também não tive dificuldades em fazer consenso quando estava na oposição”, vincou Veiga, citando o caso da revisão da Constituição em 2010.
“Há coisas que são necessárias para o país e que nós, como políticos, temos de contribuir para que isso aconteça”, pontuou o antigo chefe do Governo, para quem não é possível o país continuar nesse sistema, “porque senão nós vamos ter muitos problemas”.
Segundo ele, já houve legislação importante que não passou no parlamento porque exige dois terços.
Carlos Veiga fez estas considerações em entrevista exclusiva à Inforpress, no quadro dos 50 anos de Cabo Verde como país independente.
Lembrou que há órgãos extra-Assembleia que já ultrapassaram os seus prazos de validade há muito tempo.
A culpa, nesse caso, sublinhou, pertence efectivamente aos partidos políticos que estão com representação no Parlamento.
“A situação não é boa. É uma má imagem que se dá dos partidos políticos”, apontou Veiga, lembrando que em 2010 se conseguiu uma revisão constitucional que, no seu dizer, “é o máximo dos máximos”.
Na sua perspectiva, a actual Constituição cabo-verdiana foi feita com a intenção de haver entendimento entre as forças políticas.
“Nós achávamos que era necessário e possível haver consenso”, rematou Carlos Veiga, o rosto da democracia cabo-verdiana, que diz não estar reformado da política, que se preocupa com o País, dando as suas opiniões, mas não pensa exercer “nenhum papel activo e efectivo em qualquer coisa política”.
Defende que todos aqueles que puderem influenciar, devem fazê-lo para que haja consenso nas questões essenciais, “que não é difícil”.
“Eu não tive dificuldades em fazer consenso durante o tempo em que fui primeiro-ministro. Também não tive dificuldades em fazer consenso quando estava na oposição”, vincou Veiga, citando o caso da revisão da Constituição em 2010.
Na altura, prossegue, “o Dr. José Maria Neves presidia o PAICV, eu estava a presidir o MpD e nós nos sentamos, conversámos e encontramos uma base para fazermos a revisão constitucional”.
“Quando se bloqueou o processo de eleição dos membros do Tribunal Constitucional, eu fui ter com o Dr. Aristides Lima, ele já não estava a dirigir o PAICV naquela altura, perguntei-lhe se ele estaria disposto a ir para o Tribunal Constitucional e disse-me: ‘Estou disposto, eu gosto, tu sabes, mas tu não vais conseguir convencer o teu grupo parlamentar’. Eu disse-lhe só, mas se eu conseguir, tu vais? E ele disse-me que sim”.
“E eu consegui. E ainda hoje ele [Aristides Lima] está no Tribunal Constitucional a fazer um excelente papel. Eu não tenho dúvida, o Tribunal Constitucional é o melhor tribunal que nós temos neste momento”, afiançou Carlos Veiga, lamentando a falta de consenso entre os dois maiores partidos do País, ou seja, o Movimento para a Democracia (MpD-poder) e o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição).
Instado se estaria disponível a intermediar um consenso entre os partidos políticos com assento no Parlamento, Carlos Veiga respondeu que sim, desde que todos os sujeitos parlamentares manifestassem interesse para este efeito, porque Cabo Verde não pode continuar neste impasse, “porque, senão, vamos ter muitos problemas”.
A Semana com Inforpress
Democracia
Agora e so e temos ke enfrentar o sr foi colpado tb roupa sujo tem ki ser lavado dentro da casa mais sim democracia e dereito são dois deferentes? Hahaha engana que eu kero? Onde esta bens do estado e recursos ???Terms & Conditions
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