quarta-feira, 10 junho 2026

Cabo Verde e mais quem? Conheça as seleções que se estreiam no Mundial

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Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão são os quatro estreantes da edição de 2026 do Campeonato do Mundo de futebol, que vai ser disputada por um recorde de 48 seleções, entre 11 de junho e 19 de julho.

Numa prova alargada em 16 formações, as quatro novidades são o maior número desde que, há 20 anos, seis seleções cumpriram a primeira presença, nomeadamente Angola, Costa do Marfim, Gana, Togo, Trindade e Tobago e Ucrânia.

Mais estreias, só nas duas primeiras edições, com 13 debutantes em 1930 e 10 em 1934.

Cabo Verde, segunda seleção dos PALOP a conseguir o apuramento, depois de Angola, logrou a qualificação ao vencer o Grupo D africano, com 23 pontos, superiorizando-se a Camarões (19), Líbia, Angola, Maurícia e Essuatíni.

Por seu lado, Curaçau venceu o Grupo C da segunda fase de apuramento da CONCACAF, à frente de Haiti, Santa Lúcia, Aruba e Barbados, e, depois, ganhou o Grupo B da terceira fase, perante Jamaica, Trindade e Tobago e Bermuda.

Na qualificação asiática, o Uzbequistão foi segundo no Grupo E, atrás do Irão e à frente de Turquemenistão e Hong Kong, e a Jordânia primeira do Grupo G, batendo Arábia Saudita, Tajiquistão e Paquistão, conseguindo ambas o apuramento.

Depois, na terceira fase, os uzbeques foram segundos do Grupo A, logrando o apuramento direto, juntamente com o Irão, primeiro, e os jordanos também foram segundos, no Grupo B, seguindo para a fase final com a Coreia do Sul, vencedora da 'poule'.

O Mundial de 2026 terá, assim, quatro estreantes e mais 18 seleções que não tinham estado na edição de 2022, entre as quais o Haiti e a República Democrática do Congo, que só tinham marcado presença em 1974 -- os africanos como Zaire.

Por seu lado, o Iraque repete a presença única de 1986, enquanto três seleções europeias regressam 28 anos depois, nomeadamente a Áustria, a Escócia e a Noruega, que desta vez exibe uma das grandes 'estrelas' da atualidade, o avançado Erling Haaland.

Em 1998, os austríacos tinham selado a sétima presença, os escoceses a oitava e os noruegueses a terceira.

Pela primeira vez desde 2002, estará a Turquia, que não tinha conseguido o apuramento depois de ter sido terceira classificada no primeiro Mundial em dois países, há 24 anos, na segunda participação na prova, depois da estreia em 1954.

A República Checa fará, por seu lado, a primeira aparição desde 2006, ano em que disputou o primeiro Mundial desde o fim da Checoslováquia, que, como tal, somou mais nove, num trajeto em que se destacam dois segundos lugares (1934 e 1962).

Após ausências em 2014, 2018 e 2022, voltam a África do Sul, que tinha sido a anfitriã em 2010, cumprindo então a terceira presença, o Paraguai, de regresso para a nona participação, e a Nova Zelândia, para disputar a terceira.

Quanto às africanas Argélia (somará a quinta presença) e Costa do Marfim (quarta) e à europeia Bósnia-Herzegovina, serão vistas pela primeira vez desde 2014.

Oito anos volvidos, com o falhanço em 2022 pelo meio, reaparecem a europeia Suécia (13.ª presença), a sul-americana Colômbia (sétima), o africano Egito (quarta) e o Panamá (segunda), da CONCACAF.

Junto a quatro estreantes e a 18 regressos, estão 26 seleções que repetem 2022, entre as quais o Brasil, que conseguiu manter o estatuto único de totalista -- vai para a 23.ª presença.

A tetracampeã Alemanha (21.ª participação) é 'omnipresente' desde 1954, a detentora do centro e tricampeã Argentina (19.ª) desde 1974, a Espanha (17.ª) desde 1978 e a Coreia do Sul (12.ª) desde 1986, ostentando todas mais de 10 participações seguidas.

Desde 1994, esteve sempre o México (18.ª presença) e, a partir de 1998, nunca falharam França (17.ª), Inglaterra (17.ª) e Japão (oitava), enquanto Portugal (nona), repetente de forma seguida desde 2002, é a outra seleção com o pleno de presenças consecutivas no século XXI.

A Suíça (13.ª fase final) e a Austrália (sétima) não falham desde 2006, o Uruguai (15.ª) desde 2010, a Bélgica (15.ª), a Croácia e o Irão (ambos sétima) desde 2014 e Marrocos, Tunísia e Arábia Saudita (todas sétima) e Senegal (quarta) desde 2018.

Também são repetentes, apenas para a segunda presença consecutiva, após o regresso em 2022, Países Baixos e Estados Unidos (vão cumprir ambas a 12.ª participação) e Canadá, Gana, Equador e Qatar (vão disputar todas a segunda).

Numa prova que foi alargada de 32 para 48 seleções, também é destaque a ausência da Itália, campeã mundial em 1934, 1938, 1982 e 2006, que não comparece ao Mundial pela terceira edição seguida, pois também já tinha primado pela ausência em 2018 e 2022.

A Semana com NM/LUSA

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