Mais de 2 mil alunos em Cabo Verde realizaram no final de Maio provas de leitura, matemática e compreensão para uma avaliação global do programa PISA, padrão de aprendizagem dos países da OCDE. Conclusões devem ser conhecidas no final de Junho.
Os resultados dos testes PISA em Cabo Verde devem ser conhecidos entre o final de Junho e o início de Julho. Para o director nacional da Educação de Cabo Verde o diagnóstico que vier destas avaliações não devem nem causar "euforia" se forem bons, nem depressão se forem maus", mas sim contribuir para melhor o percurso escolar do alunos cabo-verdianos.
Até ao final de Maio, cerca de 2200 alunos cabo-verdianos de 44 escolas que frequentam o 9º e o 10º ano de escolaridade foram avaliados nos chamados testes PISA, ou Programma for International Student Assessment, que mede os nivéis de aprendizagens dos alunos nos países da OCDE e que, entretanto, se tornou um padrão internacional de referência. Estes testes servem não para dar notas individuais, mas sim para avaliar as competências em geral num determinado país dos alunos a nível da leitura, matemática e resolução de situações do dia a dia.
Em África, só Marrocos faz estas avaliações e entra nos rankings da OCDE. Em Cabo Verde, após mudanças curriculares e uma preocupação crescente com as aprendizagens feitas alunos desde a entrada na escola primária, o país quer através destes testes identificar os pontos fortes, as fragilidades e áreas prioritárias de melhoria no ensino.
Segundo Adriano Moreno, director nacional da Educação de Cabo Verde, esta avaliação deve servir para continuar a formar os professores, ajudar os alunos e, sobretudo, verificar se há ajustes a fazer nos programas escolares.
"Nós queremos sobretudo melhorar a aprendizagem e o bem estar dos alunos, porque esta avaliação permite comparar o desempenho dos alunos com padrões globais, nomeadamente os países da OCDE. E nós temos estado a fazer uma reforma educativa profunda precisamente visando essa aproximação e realizar a avaliação PISA permite que façamos um diagnóstico do sistema educativo e trabalhar na melhoria contínua do mesmo", explicou Adriano Moreno em entrevista à RFI.
"Nós estamos a trabalhar com professores e a comunidade em geral, e estamos a avisar que não devemos nem ficar eufóricos nem entrar em depressão com os resultados. Nós não temos como finalidade, para já criar rankings de escolas ou entrar em rankings em termos internacional, queremos é fazer o diagnóstico, trabalhar sobre as evidências e ir melhorar continuamente o sistema educativo", concluiu.
A Semana com RFI África







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