O Presidente da República, José Maria Neves enalteceu a decisão governamental de uma investigação independente internacional ao caso de um adolescente que foi submetido a uma cirurgia no Senegal, depois de seguir viagem com o apoio da sociedade civil, em alternativa aos cuidados paliativos indicados pelo Sistema Nacional de Saúde.
Diagnosticado com um tumor agressivo em meados de 2025, Dário Tavares Silva, de 13 anos, foi operado a 30 de Março em Dakar, no Senegal, tendo sido submetido à amputação de um braço. A doença do adolescente despoletou um grande debate nas redes sociais sobre a situação da saúde no país.
Após ter negado falhas no Sistema Nacional de Saúde no caso de Dário Silva, o adolescente que recentemente foi operado a um tumor ósseo no Senegal, e governo ter garantido que todos os procedimentos clínicos foram seguidos, incluindo a articulação com especialistas em Portugal, vem agora o Ministério da Saúde anunciar que vai solicitar uma avaliação médica independente, conduzida por uma equipa internacional.
Esta decisão surge na sequência de informações consideradas imprecisas que têm circulado nas redes sociais sobre a situação.
Ao ser abordado pela imprensa sobre o caso que tem dado muito que falar, o Chefe de Estado, José Maria Neves, enalteceu, segundo a RFI, a decisão do governo.
“Relativamente ao caso Dário, há muitos ruídos designadamente nas redes sociais. O governo tomou a iniciativa de fazer uma avaliação sobre o caso com peritos internacionais para saber efectivamente o que é que aconteceu. Sem desmerecer todo o desempenho do Sistema Nacional de Saúde, é preciso que façamos uma avaliação para termos a verdadeira dimensão do funcionamento global do sistema e introduzir melhorias. O caso Dário vem mostrar-nos a necessidade dessa avaliação e é no bom sentido que o governo toma essa medida para identificar todos os meandros desta situação e introduzir, se for o caso, medidas correctivas”, afirmou.
Diagnosticado com um tumor agressivo em meados de 2025, Dário Tavares Silva, de 13 anos, foi operado a 30 de Março em Dakar, no Senegal, tendo sido submetido à amputação de um braço. A doença do adolescente despoletou um grande debate nas redes sociais sobre a situação da saúde no país.







Hipocrisia institucional na saúde em Cabo Verde
Este discurso do José Maria Neves vem cheio de palavras bonitas, mas não dá para engolir isto sem fazer a pergunta óbvia: onde estava toda esta preocupação quando esteve anos dentro do sistema, com gente claramente incompetente a mandar no sector da saúde?Agora aparece como Presidente a falar de “avaliações”, “melhorias ” e “ruído”? A sério? Então durante esse tempo todo não viu nada? Não ouviu ninguém? Não percebeu como as coisas funcionavam por dentro?
Porque cá fora a realidade sempre foi outra. Eu fui mal tratado no Hospital Baptista de Sousa. Atendimento fraco, decisões questionáveis e, quando tentei reclamar, ninguém quis assinar nada. Ninguém quis assumir. Aquilo funciona como um bloco fechado, tipo gangue mafioso ao estilo de Al Capone ...
E quando decidi sair do país com os meus próprios meios para tratar-me e denunciar o que me fizeram? Mais bloqueios. Mais silêncio. Como se o problema fosse eu querer resolver a minha vida fora, não o sistema ter falhado.
Agora vem-se falar do caso do Dário Tavares Silva como se fosse algo inesperado. Não é. É só mais um exemplo de um padrão antigo que muita gente conhece.
Por isso a pergunta mantém-se: durante anos a ver isto tudo, ninguém disse nada. Agora, de repente, há preocupação? Parece mais gestão de imagem do que vontade real de mudar o que está podre há muito tempo.
E fica a pergunta directa a Zé Maria Neves: durante anos a trabalhar com idiotas à frente do sector da saúde, onde estava essa indignação toda que agora aparece? Não viu, não soube, ou fez de conta? Porque é fácil falar hoje como Presidente — difícil é explicar o silêncio de ontem.
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