sábado, 03 outubro 2026

Boa Vista: Escola Secundária pretende ter o seu Pod School "no ar" ainda este ano

O coordenador do Gabinete de Orientação Vocacional da Escola Secundária da Boa Vista, Eliseu Almeida, contou à Inforpress que inicialmente não se tratava de um podcast, mas um projecto de Rádio Escola, que entretinha os alunos com som, proporcionando-lhes momentos de dança e outras actividades.

A partir daí, e com o objetivo de acrescentar valor ao projeto da Rádio Escola – atendendo à importância que o audiovisual tem ganhado para a educação – decidiu-se juntar o áudio e o visual e fundir a Rádio Escola no projeto Pod School.

Eliseu Almeida considera que foi um grande desafio, e que o que começou como “fantasia, hoje é uma realidade”.

 A mesma fonte adiantou que neste momento, além de alguns equipamentos como câmara e uma melhor iluminação, faltam recursos humanos e técnicos para puderem começar a produzir conteúdos.

Mas, mesmo assim, indicou que já promoveram algumas acções de formação para alguns alunos e professores na área de produção de conteúdos, abarcando o marketing digital, edição de imagem e áudio.

“Considerando que a educação está um bocadinho flácida, a gente precisa acrescentar valor”, afirmou, sublinhando que foi notório o entusiasmo dos alunos com as formações e o interesse dos mesmos pelo audiovisual.

De acordo com o responsável, serão alunos a partir do 9º ano que vão dar vida ao podcast, contando com a “fiscalização” dos professores.

Segundo o coordenador o orçamento do Pod School, que está incluído no Gabinete de Orientação Vocacional, inicialmente foi de 700 mil escudos, o que suscitou algum espanto na comunidade educativa da Boa Vista, por não estarem acostumados que um grupo disciplinar fosse tão ambicioso.

O professor disse que como a Escola secundária de Boa Vista não dispõe de recursos e sem a comparticipação do Ministério da Educação tiveram que mobilizar parcerias externas para aquisição dos equipamentos do estúdio.

Almeida perspetiva que ainda este ano o projeto Pod School entre no “ar”, porque há muito tempo estão a “vender a ideia aos alunos” e ficou o compromisso marcado.

Para além da comunidade educativa, o mesmo acredita que o projeto vai beneficiar a ilha, a diáspora e todos os que tiverem acesso ao conteúdo na internet.

O coordenador apelou à autarquia da ilha e aos representantes políticos em geral a terem um olhar mais “clinico” para educação, lembrando que o próprio FMI assinalou que se não se investir de forma urgente na qualidade da educação, Cabo Verde vai ter problemas económicos no futuro.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
27 dias atrás 8 horas atrás

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