Amadeu Ramos, operador turístico no interior deste concelho, reconheceu que tem havido ultimamente intervenções dos caminhos vicinais que formam o itinerário dos turistas que chegam a Santo Antão para a prática de trekking (caminhadas), mas entende que “ainda há muito a fazer para que fiquem em melhores condições”.
A própria Unidade de Gestão de Projectos Especiais (UGPE) e a Câmara Municipal do Porto Novo admitiram, recentemente, a necessidade de se avançar “com urgência” com a requalificação do segundo pacote de reabilitação dos caminhos vicinais na ilha de Santo Antão.
Defenderam também a construção de novos miradouros turísticos no município do Porto Novo, onde estão na forja a edificação de, pelo menos, mais três miradouros, sendo dois no Tarrafal de Monte Trigo e o terceiro em Alto Mira.
Porto Novo dispõe de uma rede de quatro miradouros, todos situados nos planaltos Norte e Leste.
A época alta do turismo em Santo Antão arranca em Outubro, prolongando-se por oito meses, período durante o qual a ilha recebe milhares de turistas para efecturem, sobretudo, caminhadas em trilhas.
No quadro do projecto “Turismo Resiliente e Desenvolvimento da Economia Azul”, financiado pelo Banco Mundial, e gerido pela UGPE, vários percursos integrando quatro trilhas turísticas foram reabilitados no primeiro semestre deste ano no concelho do Porto Novo.
Em toda a ilha de Santo Antão, foram reabilitadas, no quadro deste projecto, oito trilhas num investimento de 25 mil contos com o propósito de “impulsionar o turismo da natureza” nesta ilha.
A Semana com Inforpress

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