domingo, 04 outubro 2026

Praia: "Residência Estudantil Madre Teresa de Calcutá precisa da atenção de todos para melhor cumprimento de sua missão", diz responsável

Arminda Mota que falava em entrevista à Inforpress disse que dirigir uma residência estudantil é semelhante a uma mãe lá em casa com muitos filhos, a preocupar-se com a sua educação e bem-estar.

Com a missão de assegurar o alojamento adequado dos alunos oriundos de famílias com mais dificuldades financeiras e que residem em zonas distantes dos estabelecimentos de ensino ou fora das suas ilhas, a mesma fonte lembrou que o país conta com cinco residências, nomeadamente na Praia, Santa Catarina, São Vicente, Porto Novo e Ribeira Grande.

Sob tutela da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (Ficase) e orientação do Ministério da Educação, a Residência Estudantil Madre Teresa de Calcutá, na cidade da Praia, tem capacidade para acolher 84 alunos, rapazes e raparigas dos 12 a 25 anos, dos diferentes níveis de ensino e da via técnica, tendo ali perto a Escola Técnica Cesaltina Ramos, que facilita a vida aos meninos em termos de mobilidade.

“Alojamos alunos de todas as ilhas. É uma instituição de cariz social, é estatal, funcionamos com uma equipa composta pela direcção, seis monitores professores também destacados que trabalham na monitorização dos internos, mediante regulamento e horário de funcionamento”, informou.

À frente da instituição, desde 2016, explicou que o sino do despertar matinal toca às seis da manhã, enquanto o recolher é o mais tardar até às 22:00.

Neste momento, no período de férias lectivas, a direcção da residência prepara-se para enfrentar um novo ano lectivo, sem ainda calcular o número de internos, embora continuando com as inscrições e renovações.

“Cobramos uma mensalidade de 12 mil escudos, e a maioria são bolseiros da Ficase. No ano passado a residência contava com 42 internos, mas acabamos por terminar o ano lectivo com apenas 30, devido às várias crises, também às dificuldades financeiras dos pais e encarregados de educação”, explicou aquela responsável.

“Vamos arrancar agora em Setembro, mas não sabemos ainda quantos internos vamos ter para esse ano lectivo 2024/2025.

 Acolhemos alunos a partir dos 12 anos, que prosseguindo os estudos universitários, ficam aqui até os 25 anos”, clarificou a responsável para quem o maior desafio prende-se com a questão financeira para sustentabilidade e manutenção da qualidade de prestação de serviço.

Ao trabalhar, por outro lado, com adolescentes e jovens, a mesma fonte disse que há que ter muita paciência para compreender e saber lidar com esta faixa etária.

“É um desafio enorme. Sabemos que os meninos não querem obedecer as regras. Ainda bem que temos um regulamento que nos ajuda a impor ordem e disciplina. É como o funcionamento lá em casa, com os nossos filhos. Por exemplo, não querem levantar a horas, não querem ir para a sala de estudos…Preferem ficar no piso, no dormitório, mas temos estado a saber lidar com isso muito bem”, comentou.

Actualmente a funcionar com 13 colaboradores, entre administrativos, cozinheira, ajudante de cozinha, segurança, secretária e encarregados de limpeza, a Residência Estudantil Madre Teresa de Calcutá tem 28 quartos, 14 para meninas e 14 para rapazes, em pisos separados, com balneários e sanitários.

No final de semana, férias lectivas ou férias de Natal, vão todos para a casa dos pais ou familiares, uma condição/acordo para a admissão e frequência dos alunos naquela residência estudantil.

Arminda Mota finaliza, apelando mais uma vez aos pais e encarregados de educação, à sociedade em geral, a dispensarem um pouco de atenção à residência que precisa do apoio de todos.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
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