domingo, 04 outubro 2026

Portugueses escolhidos para comissão eleitoral do líder do Governo de Macau

Os membros da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo (CECE) de Macau foram escolhidos, no domingo, por 576 pessoas coletivas (associações e organizações) eleitoras, ou seja, mais de 6.200 eleitores num território com 687 mil habitantes.

No primeiro setor da comissão, definido como industrial, comercial e financeiro, foram escolhidos no domingo o urbanista Manuel Iok Pui Ferreira e os empresários Jorge Manuel Neto Valente e Carlos Rodrigues.

Nos subsetores cultural e educacional foram nomeados o ator e cantor José Chan Rodrigues, o antigo presidente da televisão pública TDM-Teledifusão de Macau Manuel Pires e o presidente da Confraria da Gastronomia Macaense, Carlos Anok Cabral.

Os macaenses são uma comunidade euro-asiática, composta sobretudo por lusodescendentes, com raízes no território.

No subsetor profissional foram selecionados os advogados Leonel Alves, Paulino Comandante e António Dias Azedo, os arquitetos Carlos Marreiros e André Ritchie, o secretário-geral adjunto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Casimiro de Jesus Pinto, e a tradutora e intérprete Manuela Aguiar.

No subsetor do desporto foram escolhidos o piloto de carros de corrida Eurico de Jesus e João Manuel Paes D'Assumpção, filho do primeiro presidente da Assembleia Legislativa de Macau.

No setor do trabalho, serviços sociais e religião foram escolhidos Daniela Fão, dirigente da Direção dos Serviços de Turismo, o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macau, António José de Freitas, e Duarte da Silva Rosário, dirigente do Instituto para os Assuntos Municipais.

A escolha da CECE decorreu com 5.521 dos mais de 6.200 eleitores a exercerem o direito de voto, para escolher 344 membros dos 348 admitidos às eleições, de acordo com um comunicado da Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo (CAECE).

A taxa de votação foi de 81,1%, tendo sido apurados 5.347 votos válidos, ou seja, 96,8%, e registados 18 votos em branco e 157 nulos, indicou.

"A taxa geral de votação nestas eleições foi mais elevada do que a registada em 2019 (87,2%)", acrescentou.

O líder do Governo de Macau vai ser escolhido em 13 de outubro para um mandato de cinco anos pela CECE - que integra 400 membros provenientes dos quatro setores da sociedade -, sendo depois nomeado pelo Governo central chinês, de acordo com a Lei Básica, que serve como uma 'mini Constituição' do território, e a lei eleitoral.

A Lei Básica define os três primeiros setores como: industrial, comercial e financeiro; cultural, educacional, profissional e, por fim, do trabalho, serviços sociais e religião.

Entretanto, foi anunciado no Boletim Oficial de Macau que cada candidato a chefe do Executivo poderá gastar até 6,4 milhões de patacas (730 mil euros) na campanha eleitoral - o correspondente a 0,02% das receitas previstas no orçamento da região este ano, tal como previsto na lei.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
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