sexta-feira, 14 junho 2024

A ATUALIDADE

“Cabo Verde não pode continuar a ser uma monocultura do turismo” , diz Olavo Correia

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O ministro das Finanças e da Economia Digital, Olavo Correia, considerou esta segunda-feira, 10, no Mindelo, que Cabo Verde “não pode continuar a ser uma monocultura do turismo”, e que têm de emergir novas áreas de economia.

O também vice-primeiro-ministro da República falava a propósito do lançamento do Relatório Cabo Verde Economic Update'24, documento em que o Banco Mundial analisa o estado actual da economia cabo-verdiana e apresenta opções de políticas para acelerar a consolidação fiscal, reduzir as vulnerabilidades da dívida e impulsionar o crescimento.

Segundo Olavo Correia, uma das áreas que deve emergir é a do Mar, aliás, considerou, Cabo Verde “não pode ser entendido como uma pequena economia terrestre” porque, caso contrário, “será uma pequena economia”.

“Mas se olharmos para uma economia marítima, Cabo Verde é uma grande economia e temos de olhar para o mar numa lógica holística, a quatro níveis, o que é que nós podemos explorar na água, debaixo da água, na zona costeira e o que é que nós podemos fazer também ao nível dos transportes, do transhipment e do bunkering”, exemplificou.

Para o ministro das Finanças, desta forma há condições para fazer do mar um sector “propulsor e acelerador” da dinâmica de crescimento económico em Cabo Verde.

“Não apenas ancorado na pesca semi-industrial, mas também na pesca industrial, olhando para os transportes, para os portos, para toda a área das pescas, da transformação, para a investigação, porque só podemos abordar o tema do mar se investirmos na qualificação dos recursos humanos, não só na área técnica, mas também na área da investigação”, concretizou.

A mesma fonte afirmou que o país tem de ter cientistas e biólogos para poderem dominar o conhecimento e perspectivar aquilo que serão as acções e as tendências em relação ao futuro.

Neste particular, anunciou que Cabo Verde está a trabalhar com a União Europeia no quadro do programa Global Gateway e já têm acordado cerca de 300 milhões de euros para o sector dos portos, mas também da transição energética, que vão ser investidos particularmente na zona norte, nas ilhas de São Vicente e Santo Antão, na área dos portos e das pescas, por forma a criar uma capacidade em infraestruturas e negócio.

Mas, argumentou, para além disso, é fundamental criar um ecossistema de pequenas e maiores empresas para que a cadeia de valor possa ser um elemento fundamental nesta nova estratégia.

“Não vale a pena apenas trazer grandes investimentos e grandes investidores. É fundamental que possa emergir em São Vicente e em Cabo Verde, ao longo desse conceito da Zona Económica Especial Marítima, com o epicentro em São Vicente, uma cadeia de pequenas e maiores empresas, ao longo de toda essa cadeia de valor do mar, para que possamos gerar empregos qualificados e bem remunerados para os nossos jovens”, projectou.

A Semana com Inforpress

 

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Colunistas

Opiniões e Feedback

Antonio
17 days 12 hours

Que grande reflexão do Água Lusa!!! Bem enquadrado. Até os nascidos na era portuguesa não são valorizados.

Daniel Dias
21 days 17 hours

Coitado do Leão Vulcão. Perdeu o emprego.

liketerra
23 days 9 hours

A criminalidade Murdeira já é de muito tempo e inclui os proprios admnistradores condominio que mandam os guardas agridi

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