sexta-feira, 14 junho 2024

A ATUALIDADE

Cerrado ultrapassa a Amazónia e torna-se no bioma mais devastado no Brasil em 2023

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

Mais de metade de toda a área desflorestada no Brasil em 2023 ocorreu no Cerrado, transformando este bioma brasileiro na área com vegetação nativa mais devastada do país, posição antes ocupada pela Amazónia, divulgou hoje o MapBiomas.

A organização afirma, no seu Relatório Anual de Desflorestamento (RAD), que, nos últimos cinco anos, o Brasil perdeu 8.558.237 hectares de vegetação nativa. Porém, dados recolhidos pela mesma organização, indicaram que 2023 representou um ponto de inflexão nesse processo, por ter registado uma queda de 11,6% na área desflorestada.

Ao todo, 1.829.597 hectares de vegetação nativa brasileira foram suprimidos em 2023 face ao total de 2.069.695 hectares destruídos um ano antes. Essa redução deu-se apesar de um aumento de 8,7% no número de alertas comparativamente a 2022.

Em 2023, pela primeira vez, houve o predomínio de desflorestamento em biomas com formações parecidas com a savana (54,8%), seguido de formações florestais (38,5%), que predominaram nos quatro primeiros anos do levantamento feito pela organização.

O Mapbiomas destacou que os dois maiores biomas do Brasil, a Amazónia e o Cerrado (que tem características semelhantes à savana), somam mais de 85% da área total desflorestada no país no ano passado. 

“Em 2023, o Cerrado correspondeu a 61% da área desflorestada em todo o país e a Amazónia 25%. Foram 1.110.326 hectares desflorestados no Cerrado, em 2023, um crescimento de 68% face a 2022. Quase todo o desflorestamento do país (97%) teve a expansão agropecuária como vetor”, frisou a organização num comunicado com os principais dados do relatório. 

"Os dados apontam a primeira queda do desflorestamento no Brasil desde 2019, quando se iniciou a publicação do RAD. Por outro lado, a cara do desflorestamento está mudando no Brasil, se concentrando nos biomas onde predominam formações de savana e campestres e reduzindo nas formações florestais", acrescentou Tasso Azevedo, coordenador do MapBiomas.

No ano passado, a área média de vegetação nativa destruída no país sul-americano por dia foi de 5.013 hectares ou 228 hectares por hora, segundo o MapBiomas. Mais de metade da destruição aconteceu no Cerrado, onde foram perdidos 3.042 hectares de vegetação nativa por dia. Na Amazónia, foram perdidos 1.245 hectares por dia, o que equivale a cerca de 8 árvores por segundo.  

Já na Amazónia, a área desflorestada em 2023 foi de 454,3 mil hectares, dado que indica uma queda de 62,2% face a 2022.  

Dos 559 municípios do bioma Amazónia no território brasileiro, 436 registaram algum tipo de destruição florestal em 2023, ou 78% do total. Em todos os 10 municípios que mais desflorestaram áreas na Amazónia houve queda.

“Houve redução no tamanho médio dos alertas e na área desflorestada na maioria dos estados [da Amazónia] (…) Por outro lado, observa-se um possível deslocamento deste desflorestamento, que está crescendo em outros biomas, particularmente no Cerrado, que apresentou a maior área desmatada no Brasil em 2023”, concluiu Larissa Amorim, do MapBiomas.

A Semana com Lusa

120 Characters left


Colunistas

Opiniões e Feedback

Antonio
17 days 11 hours

Que grande reflexão do Água Lusa!!! Bem enquadrado. Até os nascidos na era portuguesa não são valorizados.

Daniel Dias
21 days 16 hours

Coitado do Leão Vulcão. Perdeu o emprego.

liketerra
23 days 8 hours

A criminalidade Murdeira já é de muito tempo e inclui os proprios admnistradores condominio que mandam os guardas agridi

Pub-reportagem

publireport

Rua Vila do Maio, Palmarejo Praia
Email: asemana.cv@gmail.com
asemanacv.comercial@gmail.com
Telefones: +238 3533944 / 9727634/ 993 28 23
Contacte - nos

Outras Referências