A Marcha Pelos Direitos das Crianças, inserida no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Criança, celebrado a 1 de junho, decorre esta segunda-feira, sob o Lema: “Criança Não é de Rua – Que a Rua seja Palco para Brincadeiras, nunca o Lar de uma Criança”.
A iniciativa, promovida pelo Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), em parceria com instituições integrantes do sistema de proteção da criança e do adolescente, tem como objetivo sensibilizar a sociedade para a promoção e defesa dos direitos das crianças, reforçando a necessidade de prevenção e combate às situações de vulnerabilidade e permanência de crianças em contexto de rua.
“Apesar dos avanços registados na proteção da infância a nível do país, muitas crianças continuam expostas a situações de vulnerabilidade social, vivendo nas ruas, privadas do acesso à educação, proteção familiar, cuidado, alimentação adequada, saúde, lazer e demais direitos fundamentais consagrados na Convenção sobre os Direitos da Criança e do Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA)”, destacou o ICCA.
De acordo com o programa do evento remetido ao Asemana online, a atividade decorrerá no dia 1 de junho, com concentração às 07h30, no Estádio da Várzea, na cidade da Praia, seguindo em marcha até à Praça Luís de Camões (Café Sofia / Escola Grande), no Plateau.
A programação contempla ainda momentos de animação cultural, atividades recreativas e educativas, bem como a visita à “Aldeia dos Direitos” na Praça Luis de Camões, espaço dedicado à divulgação de serviços, projetos e iniciativas voltadas para a proteção, inclusão, bem-estar e direitos das crianças e adolescentes em geral.
Segundo o ICCA, crianças e adolescentes sem cuidados parentais adequados, ou em risco de os perder, que vivem em contexto de rua encontram-se particularmente expostos a diversas formas de vulnerabilidade. Entre os principais riscos, destacam-se a violência física e psicológica, a exploração laboral e sexual, o consumo de álcool e outras substâncias psicotrópicas, o insucesso e abandono escolar e a consequente exclusão social.
Estas experiências, conforme revelou, comprometem o seu desenvolvimento integral, limitam as suas oportunidades presentes e futuras e contribuem para a perpetuação de ciclos de desigualdade e marginalização.
De acordo com a instituição, com esta ação, o ICCA e os parceiros do sistema de proteção reafirmam o compromisso conjunto na promoção dos direitos da criança, apelando à mobilização de toda a sociedade na construção de um ambiente mais seguro, digno e protetor para todas as crianças







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