segunda-feira, 22 junho 2026

A ATUALIDADE

Ilha do Sal: Augusto Veiga anuncia expansão da URDI para Sal e Boa Vista com foco nas indústrias criativas

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O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas anunciou hoje, na abertura da URDI, em Santa Maria, que, a partir de 2027, o Governo pretende realizar três edições anuais do evento, abrangendo as principais ilhas turísticas do país.

Sob o lema “Valorizar o que é nosso”, o certame assinala um novo ciclo na estratégia de descentralização cultural.

Segundo Augusto Veiga, a Feira Nacional de Artesanato e Design (URDI) passará a ter um calendário fixo em três frentes: São Vicente, em Novembro, Sal, em Abril, e Boa Vista, durante o Verão.

“A URDI nasce hoje no Sal, mas nasce com uma ambição nacional. Queremos um sector forte, estruturado e reconhecido, capaz de afirmar Cabo Verde como um território de criatividade e autenticidade”, afirmou o governante, destacando a importância de aproximar o artesanato nacional dos milhares de turistas que visitam a ilha.

O ministro sublinhou que os 55 artesãos presentes nesta edição são “guardiões de saberes ancestrais” e que a feira representa um compromisso firme com a valorização da identidade e o reforço da economia das famílias.

Durante a intervenção, Augusto Veiga reafirmou o compromisso do Executivo com o reforço das infra-estruturas culturais na ilha do Sal.

O governante anunciou uma “intervenção profunda” no Centro Cultural de Santa Maria, com vista à sua transformação num espaço multiusos de referência.

Adicionalmente, confirmou que o projecto para o Centro de Arte e Cultura dos Espargos, que irá acolher a Escola de Música Tututa, já está concluído, em parceria com a autarquia local.

O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, reforçou a posição do ministro, defendendo que a cultura deve ser encarada como uma indústria capaz de gerar riqueza.

Segundo o autarca, a ilha do Sal oferece o cenário ideal para que o talento dos artesãos se traduza em rendimento directo, através do contacto com o sector hoteleiro e os visitantes.

“O artista tem de ganhar dinheiro. O turista tem um orçamento à parte para ‘souvenirs’ e temos de aumentar essa percentagem”, defendeu Júlio Lopes, apelando à qualificação contínua do produto artesanal cabo-verdiano, de forma a valorizar o seu posicionamento no mercado.

A primeira edição da URDI no Sal é uma iniciativa do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), em parceria com a Câmara Municipal do Sal e diversos parceiros institucionais.

 

A Semana com Inforpress

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