segunda-feira, 22 junho 2026

A ATUALIDADE

Director do CNAD defende ponto de venda permanente na ilha do Sal para artesãos nacionais

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O director do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) defendeu hoje em Santa Maria, a criação de um equipamento cultural de referência e de um ponto de venda contínuo para potenciar o artesanato genuíno junto dos turistas.

Na abertura da primeira edição da Feira de Artesanato e Design (Urdi) na ilha do Sal, após dez anos de fixação exclusiva em São Vicente, Artur Marçal sublinhou que esta "travessia" para a ilha mais turística do país é estratégica para a internacionalização da marca "Created in Cabo Verde".

"O carácter pontual da feira exige que sejamos assertivos, o que nos leva a pensar na necessidade de termos um ponto de venda local onde os nossos artesãos possam expor e vender os seus produtos de forma contínua e mais consequente", afirmou o director do CNAD.

Artur Marçal lançou o desafio às autoridades presentes para a conversão do actual museu local num equipamento cultural polivalente. A proposta visa dotar Santa Maria de um espaço que congregue museus, sala de espectáculos, galerias de arte, residências artísticas, biblioteca, loja e café.

O objectivo, segundo o responsável, é transformar Santa Maria num "ecossistema de experiências criativas", capaz de diversificar a oferta turística e marcar a diferença perante o turismo de massas através da autenticidade das artes e ofícios nacionais.

A vinda da Urdi para o Sal é vista pelo CNAD como uma oportunidade de posicionamento do artesanato genuíno, aproveitando a dinâmica de gentes de diversas latitudes que passam pela ilha.

"Esta iniciativa reflecte uma estratégia de descentralização cultural e consolidação do artesanato e do design enquanto sector económico viável e culturalmente rico", explicou Artur Marçal, destacando o impacto positivo na economia local e circular.

O director do CNAD finalizou com um agradecimento especial aos artesãos, classificando-os como os detentores de "saberes de toda uma linhagem familiar", e reforçou que a feira, à semelhança do que acontece em São Vicente, deve ser um ponto de encontro entre a população local e os visitantes.

O programa, desenhado pelo CNAD em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, estende-se até ao próximo sábado, 29 de Março, transformando Santa Maria num palco vivo de intercâmbio cultural.

Além dos stands dos 55 artesãos provenientes de várias ilhas, o evento inclui as "grandes conversas", que decorrem num dos hotéis de Santa Maria, onde especialistas, designers e criadores debatem o futuro do artesanato e a sua integração nas indústrias criativas.

 

A Semana com Inforpress

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