quarta-feira, 30 setembro 2026

Arquitectos lusófonos reúnem-se na Praia para debater cidades e desafios climáticos

O VI Seminário da Academia de Escolas de Arquitectura e Urbanismo de Língua Portuguesa - “Arquipélagos em Diálogo”, reúne instituições de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde e Macau e pretende igualmente reforçar redes de cooperação e propor respostas aos desafios contemporâneos das cidades.

O director da AEAULP, Pedro Rodrigues, realçou que a iniciativa reforça o papel da rede como instrumento de divulgação científica e cultural, proporcionando uma leitura comum da cidade através da língua portuguesa.

“É uma rede de escolas da lusofonia, em que a língua portuguesa é o elemento comum. A arquitectura e o urbanismo são partes da cultura e ganham uma dimensão única quando observados a partir desta matriz comum”, disse.

O director sublinhou ainda a importância de envolver municípios e parceiros locais, como a Ordem dos Arquitectos de Cabo Verde, para aproximar a reflexão académica da vida das comunidades. 

O objectivo é reforçar o entendimento sobre “o bem comum que é a cidade” e promover modos de habitar mais justos e sustentáveis.

A escolha de Cabo Verde para sediar o seminário, explicou,  resulta da sua posição geográfica e simbólica no Atlântico, entre Brasil e Portugal, e do desejo de fortalecer a presença da rede no continente africano.

Por sua vez, o vice-presidente da AEAULP, Hugo Farias, reforça que o evento tem um papel decisivo na criação de redes de investigação internacional, aproximando professores, estudantes e instituições.

“O conhecimento hoje é construído em rede. Este encontro enriquece todos, abrindo portas para parcerias, projectos e novas investigações”, apontou.

Farias salientou ainda que a arquitectura assume hoje um “papel essencial” na resposta a problemas globais: sustentabilidade, resiliência climática, inclusão social e desigualdade.

Para Freitas, o seminário permite não só aprender com a experiência de outros países, mas também valorizar e partilhar as práticas locais positivas e negativas que ajudam a enriquecer a disciplina.

O arquitecto cabo-verdiano César Freitas sublinhou a importância do evento para o país, que, segundo ele, é reconhecido internacionalmente como espaço privilegiado de diálogo.

“Cabo Verde oferece condições ideais para uma reflexão transcontinental. Precisamos estudar, mas também aplicar o conhecimento para responder às mudanças climáticas e aos desafios actuais”, afirmou.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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