quarta-feira, 30 setembro 2026

São Vicente: UCID questiona atraso no processo de recenseamento no Estados Unidos da América

João Luís, que falava em conferência de imprensa na sede do partido em São Vicente lembrou que, de acordo com os artigos 78.º e 79.º do Código Eleitoral, o processo eleitoral, incluindo o recenseamento no estrangeiro, deve iniciar-se 240 dias antes da conclusão do mandato dos titulares do órgão, prolongando-se até à publicação dos resultados eleitorais definitivos.

Pelo que, lembrou, o recenseamento no estrangeiro devia ter começado em Setembro de 2025.

“Contudo, já estamos em Dezembro de 2025 e não existe um início formal nem um progresso operacional claro. Perguntamos, então: por que razão existe tanta demora num processo cuja responsabilidade legal é partilhada pelo Governo, pela Direcção Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) e pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Segundo o presidente da UCID, o processo decorre com uma “lentidão injustificável” e no consulado de Quincy “a situação é ainda mais crítica”. O mesmo considerou que estas falhas podem comprometer a credibilidade de todo o ciclo eleitoral de 2026 nos EUA.

”A não disponibilização dos cadernos eleitorais solicitados pela UCID, a inexistência de mecanismos modernos como o recenseamento digital, e a falta de descentralização do recenseamento para outros estados com forte presença cabo-verdiana são exemplos claros de práticas que levantam sérias dúvidas sobre a transparência do processo”, criticou.

Para o presidente da UCID, “é evidente o risco” de “exclusão de milhares de cidadãos” cabo-verdianos do recenseamento eleitoral.  Considerou ainda que a “falta de uniformidade e igualdade” no acesso ao recenseamento “representa um perigo real para a confiança e para a legitimidade do processo eleitoral”.

João Santos Luís insurgiu-se ainda contra a “rejeição categórica e injustificada" de oito pessoas nomeadas   pelo partido para integrar as Comissões de Recenseamento Eleitoral no estrangeiro.

O político explicou que o seu partido apresentou propostas para comissões de recenseamento em oito países na diáspora, mas somente nos Estados Unidos e nos Países Baixos aceitaram representantes, ainda assim apenas como suplentes.

Na sua óptica esse facto poderá levar à impugnação de todas as decisões à volta da constituição das comissões de recenseamentos “em nome da legalidade, da transparência e do compromisso com os princípios democráticos que regem o Estado de direito”.

Reforçou ainda que o artigo 78.º do Código Eleitoral determina que os partidos com expressão parlamentar devem ser ouvidos e que a composição das comissões deve assegurar o pluralismo político.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás 17 horas atrás

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jcf
25 dias atrás 10 horas atrás

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joão do rosário
27 dias atrás 16 horas atrás

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