sexta-feira, 02 outubro 2026

Acampamento Igreja da Adventista promove cidadania solidariedade e fé na localidade de São Tomé – organização

Ao longo de cinco dias, a localidade transforma-se numa pequena cidade de tendas, cânticos, dinâmicas de grupo e partilha entre gerações, nesta iniciativa promovida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

O acampamento, que regressa depois de oito anos de interregno, integra jovens entre os 10 e os 15 anos, independentemente da sua religião ou condição social.

“O Clube dos Desbravadores não é só para adventistas. Aqui cabe todo jovem que queira fazer parte de algo maior, que queira se afastar dos caminhos da delinquência e descobrir novas possibilidades”, afirmou Elsa Vieira, membro da organização, à Inforpress.

Durante o evento, a programação combina momentos de espiritualidade com actividades práticas, nomeadamente caminhadas, jogos, oficinas de liderança, rodas de conversa e acções sociais voltadas para a comunidade local.

“Uma das iniciativas mais marcantes” desta edição foi a distribuição de cestas básicas e apoio em saúde às famílias da zona, reforçando a ligação entre os participantes e o território onde se inserem.

“Viemos aqui também para deixar uma palavra de força, esperança. O Campori não é uma bolha. É ponte com a comunidade”, reforçou Elsa Viera.

Para o pastor Rafael dos Santos, residente há oito anos em Cabo Verde, o Campori é um espaço de transformação real.

“Temos crianças que chegam aqui com traumas, com histórias difíceis. E aqui, encontram estrutura, acolhimento e fé. A missão do Clube é formar bons cidadãos, física, mental, espiritual e socialmente”, destacou.

Nesta edição de 2025, o evento conta 26 clubes representados e mais de 15 pastores envolvidos, incluindo caravanas internacionais.

Entre os visitantes está o pastor Gilson Fernandes, natural da ilha do Fogo, hoje residente no Brasil, que regressou ao país com um grupo de jovens para viver a experiência.

“Eles saem daqui com decisões que podem durar a vida inteira. E o mais bonito é que tudo acontece num ambiente de amizade, natureza e espiritualidade. Cabo Verde tem um povo acolhedor, e essa energia sente-se em cada ilha”, partilhou.

Também para Alessandro dos Anjos, desbravador veterano que participou na segunda edição do evento, o Campori representa “uma mudança”.

“Cada acampamento muda algo em nós. Aqui, a gente não só se aproxima de Deus, mas se prepara para ser líder na igreja e na sociedade”, disse, pouco antes de regressar ao grupo para mais uma dinâmica.

O encerramento, previsto para domingo, 10, será marcado por uma celebração final, o que, para muitos, será o fim de uma etapa e, para outros, o início de “um novo ciclo de compromissos, amizades e propósito”.

Através desta iniciativa, a Igreja Adventista do Sétimo Dia “reafirma o seu papel enquanto promotora de inclusão social e educação informal” em Cabo Verde, numa abordagem alinhada com os valores defendidos na valorização da juventude e promoção da coesão social.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

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