domingo, 31 agosto 2025

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ENTREVISTA: Orlando Mascarenhas um homem cuja história se confunde com a de Cabo Verde

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Orlando José Mascarenhas, homem, cuja história se confunde com a de Cabo Verde, diz-se “orgulhoso” da sua “modesta contribuição” para o desenvolvimento do arquipélago, país que passou por grandes dificuldades e, hoje, é de desenvolvimento médio alto.

 

Perguntado sobre o segredo da sua vitalidade, apesar dos seus 90 anos de idade, respondeu, por entre sorrisos: “Não há nenhum segredo. Tenho uma actividade normal. A minha forma de ser e estar dá-me uma certa satisfação. Habituei-me a não beber [o álcool], a não fumar. Mesmo com esta idade continuo as minhas actividades desportivas, fazendo as minhas caminhadas. Tenho a preocupação de fazer a minha vida o mais regular possível para manter esta vivência”.

 

 

 

“Devo dizer que me sinto orgulhoso de todo um percurso de mais de 70 anos, dando a minha modesta contribuição para o desenvolvimento desta minha terra natal, o nosso Cabo Verde”, afirmou Orlando Mascarenhas, em entrevista à Inforpress, no quadro dos 50 anos da independência nacional.

À pergunta se valeu a pena Cabo Verde se tornar independente em relação à antiga potência colonizadora, Portugal, respondeu que sim, lembrando que se recebeu um país “no zero, frágil, com todas as dificuldades…”.

“Iniciou-se, em Cabo Verde, um processo de reconstrução nacional. Portanto, a evolução foi fantástica”, indicou Mascarenhas.

O país que temos hoje, acrescentou, “não se compara ao que se recebeu por ocasião da independência, portanto, em Julho de 75”.

Na sua perspectiva, hoje os cabo-verdianos contam com um “país livre, mais solidário, mais desenvolvido e onde se pode ver naturalmente o desenvolvimento humano e também o desenvolvimento das infraestruturas”.

Cita o exemplo de  vários sectores, começando pela educação e saúde, em que o desenvolvimento, segundo ele, “é fantástico”.

“A formação dos professores, a criação das universidades, a formação das pessoas a todos os níveis, dá hoje a Cabo Verde, digamos, uma qualidade e uma posição, podemos até dizer, cimeira dentro do contexto africano”, apontou Orlando Mascarenhas, que se mostra “bastante orgulhoso”, porque, sublinhou, ao longo dos 50 anos se registaram acontecimentos importantes no domínio da reconstrução nacional, durante a Primeira República.

“Com o advento da democracia, entrou-se num novo processo e, particularmente, a nível da economia e dos mercados também houve uma evolução bastante grande, quer dizer, nós passamos a ter a integração de parceiros internacionais”, enfatizou a fonte da Inforpress, acrescentando que se iniciou um processo de intercâmbio com diversas organizações e parceiros nacionais e internacionais.

A formação dos professores, a criação das universidades, a formação das pessoas a todos os níveis, na sua perspectiva, dá hoje a Cabo Verde “uma qualidade e uma posição, podemos até dizer, cimeira dentro do contexto africano”, apontou Orlando Mascarenhas, que se mostra “bastante orgulhoso”, porque, sublinhou, ao longo dos 50 anos se registaram acontecimentos importantes no domínio da reconstrução nacional, durante a Primeira República.

“Com o advento da democracia, entrou-se num novo processo e, particularmente, a nível da economia e dos mercados também houve uma evolução bastante grande, quer dizer, nós passamos a ter a integração de parceiros internacionais”, enfatizou a fonte da Inforpress, acrescentando que se iniciou um processo de intercâmbio com diversas organizações e parceiros nacionais e internacionais.

Nascido no Platô, na cidade da Praia, Sr. Mascarenhas, como é tratado pelos cabo-verdianos, mormente os praienses, teve de vencer vários constrangimentos, pois é oriundo de uma família humilde do interior de Santiago, revelou que no decorrer do seu percurso de vida presenciou e viveu várias conjunturas de fórum nacional e internacional.

No âmbito do contexto interno, devo dizer que presenciei diversos cenários, como a fome de 1947, o Desastre da Assistência em 1949, a colonização portuguesa, a luta dos povos pela independência das colónias, o 25 de Abril, a independência de Cabo Verde, os trabalhos da reconstrução nacional, o crescimento de Cabo Verde”, indicou o entrevistado da Inforpress, que se congratula pelo facto de ter presenciado também o início da democracia no País.

Hoje, aos 90 anos de idade, comemorados no passado 24 de Agosto, Orlando Mascarenhas acompanhou, a nível externo, a Segunda Grande Guerra Mundial, o holocausto com a Alemanha-Nazi, a Guerra Fria, o fascismo, o conflito israelo-palestiniano, também viu a criação da ONU, a Declaração dos Direitos Humanos, a queda do Muro de Berlim, a desintegração da antiga União Soviética “e, naturalmente, os planos para o desenvolvimento de um mundo com a perspectiva de um conceito amplo de redução das desigualdades e desenvolvimento da igualdade e uma comunidade solidária, mais inclusiva, segura, resiliente e sustentável”.

A invasão da Ucrânia por parte da Rússia e a actual incursão de Israel na Palestina são questões que também o preocupam.

Foi deputado da nação na terceira legislatura, tendo participado na queda do artigo 4.º que institucionalizou o regime democrático. Na quarta legislatura, participou enquanto parlamentar na oposição.

Lamenta que hoje os sujeitos parlamentares não consigam chegar a entendimentos sobre matérias importantes para o país.

“Penso que está faltando um pouco desse entendimento entre os deputados, seja da situação ou da oposição, para verem que, acima de tudo, o que interessa é o país, o seu desenvolvimento e a necessidade de haver consenso para se tirarem, digamos, decisões para as grandes questões”, lamentou.

Perguntado sobre o segredo da sua vitalidade, apesar dos seus 90 anos de idade, respondeu, por entre sorrisos: “Não há nenhum segredo. Tenho uma actividade normal. A minha forma de ser e estar dá-me uma certa satisfação. Habituei-me a não beber [o álcool], a não fumar. Mesmo com esta idade continuo as minhas actividades desportivas, fazendo as minhas caminhadas. Tenho a preocupação de fazer a minha vida o mais regular possível para manter esta vivência”.

Sobre como gastaria de ser lembrado, Orlando Mascarenhas, disse que a contribuição que deu para o país constitui um “dever e obrigação”.

“Penso que todos nós, na medida do possível, devemos dar a nossa colaboração para o desenvolvimento do país. A minha fraca e simbólica contribuição foi dada com muito empenho, entusiasmo e dedicação”, observou, concluindo que, por todas as instituições por onde passou, teve sempre a colaboração dos colegas.

Garante que tem procurado sempre junto das pessoas com quem trabalha o espirito colectivo de que um “trabalho só se desenvolve se todos assumirmos como sendo nosso”.

A Semana com Inforpress

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Colunistas

Opiniões e Feedback

Mario
1 day

Faça-se o monumento! A história vai agradecer!

Terra
1 day 5 hours

A democracia em Cabo Verde nao existe direitos da liberdade so existe para os políticos? Me disculpa dereito de falar.

Filomena
1 day 16 hours

Oxalá se resolva de uma vez por todas o probkema dos transportes para a Brava. Quem é esse. engracado que vaticinou que ...

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