sábado, 31 outubro 2026

Parlamento: Governo acusa PAICV de criar alarmismo e rejeita críticas sobre falta de prestação de contas

Janine Lélis defendeu que os deputados devem agir com responsabilidade na transmissão de informações lembrando que o papel de um representante do povo é mais do que trazer problemas, é mediar e informar com verdade.

Em resposta à declaração política do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) e às intervenções dos deputados durante o período de questões gerais, a governante considerou que a oposição tem vindo a criar um clima de medo junto da população.

“Já se mostra reiterada na comunicação social a ideia de pânico, de colapso e de instituir medo nas pessoas”, afirmou, acrescentando que se trata de “uma narrativa formulada pelo PAICV com o objectivo de alcançar bons resultados eleitorais”.

A ministra criticou ainda intervenções de deputados do maior partido da oposição sobre o abastecimento de gás em Cabo Verde, acusando-os de “distorcer informações e ignorar dados oficiais”.

“Não vale assustar o povo, não vale criar pânico”, declarou, sublinhando que existem garantias públicas de que não há risco de ruptura de stock.

Segundo explicou, entidades responsáveis asseguraram que o sistema logístico está a funcionar normalmente, com abastecimento regular em todas as ilhas, sendo que o aumento da procura é que tem provocado alguma pressão no mercado.

Janine Lélis defendeu que os deputados devem agir com responsabilidade na transmissão de informações lembrando que o papel de um representante do povo é mais do que trazer problemas, é mediar e informar com verdade.

Relativamente às acusações de fuga do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ao debate parlamentar, a governante rejeitou essa leitura, afirmando que o Governo tem estado presente em vários momentos de fiscalização política.

A ministra destacou que, na última sessão, foi o “próprio PAICV que propôs o debate de balanço da governação”, reforçando que a iniciativa partiu da oposição e que o executivo sempre se mostrou disponível para participar.

“O Governo tem respondido em todas as circunstâncias”, afirmou, enumerando debates e interpelações realizados nos últimos meses, incluindo com o primeiro-ministro e vários ministros.

A ministra sustentou que a não realização pontual de determinados debates resulta de prerrogativas regimentais dos grupos parlamentares, e não de falta de disponibilidade do executivo.

“Há uma situação pontual e legítima do grupo parlamentar, e não se pode criar ruído para passar a ideia de que o primeiro-ministro foge às suas responsabilidades”, concluiu, defendendo uma prática política baseada na honestidade e em propostas concretas.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
24 dias atrás

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jcf
25 dias atrás

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