sábado, 31 outubro 2026

ONU propõe plano de ajuda a Cuba que inclui fornecimento de combustível

O plano foi apresentado na terça-feira a dezenas de diplomatas e representantes de organizações não-governamentais internacionais. Trata-se de uma extensão da resposta da ONU aos danos causados pelo furacão Melissa, que atingiu Cuba em outubro, e inclui o impacto humanitário da atual crise energética, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto desde janeiro à ilha pelos Estados Unidos.

Francisco Pichon, coordenador da ONU em Cuba, especificou na quarta-feira que o plano de 94,1 milhões de dólares (81,4 milhões de euros) foi proposto para manter em funcionamento os serviços essenciais destinados às pessoas mais vulneráveis do país e “salvar vidas”.

“Se a situação atual se mantiver e as reservas de combustível do país se esgotarem, tememos uma rápida deterioração, com risco de perdas humanas“, declarou Pichon aos jornalistas.

O plano foi apresentado na terça-feira a dezenas de diplomatas e representantes de organizações não-governamentais internacionais. Trata-se de uma extensão da resposta da ONU aos danos causados pelo furacão Melissa, que atingiu Cuba em outubro, e inclui o impacto humanitário da atual crise energética, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto desde janeiro à ilha pelos Estados Unidos.

Segundo Pichon, “a viabilidade e a implementação deste plano de ação dependem, evidentemente, de soluções em matéria de combustível”.

Para tal, a ONU prevê um “modelo de rastreabilidade do combustível” para garantir “que este seja direcionado para os serviços essenciais e críticos prioritários do plano”, explicou.

“Todas as soluções estão a ser analisadas, incluindo a colaboração com o setor não estatal”, acrescentou Pichon.

O pessoal da ONU tem estado, em grande parte, impossibilitado de realizar missões no terreno e as agências da organização têm dificuldade em recolher as cargas de ajuda nos aeroportos de Havana.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou, em fevereiro, que Cuba corria o risco de um colapso humanitário se lhe fosse negado o acesso ao petróleo.

Os cubanos sofrem cortes de energia regulares que podem durar mais de 20 horas, tendo ocorrido duas falhas gerais só na semana passada.

O Presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, impôs várias medidas para economizar combustível, incluindo um racionamento rigoroso.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
24 dias atrás

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jcf
25 dias atrás

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