O exibição do documentário “Morada di Sodadi” insere-se no quadro das atividades comemorativas do Dia Nacional da Cultura e das Comunidades, que se celebra a 18 de outubro. A estreia terá lugar no Auditório Nacional, cidade da Praia, nesta quarta-feira, 14 de outubro, pelas 17h40.
De acordo com a nota remetida ao Asemanaonline, através de uma narrativa que valoriza a memória coletiva cabo-verdiana, o documentário explora a história da emigração nacional e destaca os percursos, contribuições e vivências das comunidades da diáspora cabo-verdiana em diversos contextos internacionais.
“Esta sessão constitui uma oportunidade para refletir sobre o legado migratório de Cabo Verde e sobre o contributo das suas comunidades no exterior para o desenvolvimento nacional”, disse a organização, o Ministério das Comunidades, e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), .
O evento contará, segundo a nossa fonte, com a participação de altas autoridades nacionais, parceiros institucionais e representantes da comunicação social, assinalando o lançamento oficial do documentário antes da sua apresentação noutras localidades do país.
O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) inaugura, no dia 15 de Outubro, na Galeria Zero, a exposição intitulada “Sonora”, uma instalação sonora e visual do artista Marcelo Lopes.
De acordo com a Inforpress que cita uma nota do CNAD, através da instalação que conta com curadoria de Sofia Berberan, o artista explora as relações entre memória, identidade, música e território.
“Através de fotografias de arquivo familiar, materiais resgatados de cascos de barcos e paisagens sonoras, a instalação evoca histórias, encontros e influências musicais que atravessam gerações e fazem parte da memória colectiva cabo-verdiana”, destacou.
Conforme a mesma fonte, “Sonora” propõe uma reflexão sobre a casa, a ilha e as memórias que permanecem, mesmo quando os caminhos levam as pessoas para longe.
O presidente da Câmara Municipal da Praia, Fernando Pinto, sublinhou hoje a aproximação do XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa à comunidade, promovida em parceria com a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).
Fernando Pinto, que falava na abertura da 14.ª edição do encontro, que decorre na cidade da Praia, de 08 a 10 de Outubro, sob o tema “A Língua Portuguesa como elemento de adaptação num mundo em mudança”, salientou a diversidade dos participantes e a interculturalidade representada no encontro.
“É uma aproximação à comunidade. Começamos aqui por Timor-Leste, andando para Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde de várias ilhas, de Portugal, enfim, uma interculturalidade fantástica (…). Para mim, é estupendamente celebrar a língua portuguesa, a amizade, a ciência e o conhecimento”, disse.
Por sua vez, a secretária-geral adjunta da UCCLA, Paula Leal da Silva, destacou algumas das novidades da edição de 2026, nomeadamente a maior presença institucional e a participação de representantes de países e territórios que nem sempre estão presentes nestes encontros, como Timor-Leste, Brasil e Macau.
Segundo aquela responsável, a escolha dos temas procura valorizar particularidades culturais de diferentes países lusófonos, numa perspetiva de aprendizagem e partilha, uma vez que, na sua opinião, a língua portuguesa representa um “instrumento vivo e em permanente transformação, capaz de se adaptar a diferentes contextos e de se afirmar também na ciência, tecnologia e inovação”.
“Se a cada encontro aqui trouxermos tradições, costumes e particularidades de alguns de nós, todos beneficiaremos”, afirmou, sublinhando, também, o carácter abrangente do programa, que inclui poesia, música, teatro, feira gastronómica, feira do livro e iniciativas ligadas à sustentabilidade ambiental, considerando que estas actividades pretendem aproximar o encontro do público.
O XIV Encontro de Escritores de Língua Portuguesa reúne escritores, académicos, investigadores e representantes de vários países e comunidades de língua portuguesa, como Timor-Leste, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Portugal.
A cerimónia de abertura do evento foi presidida pelo primeiro-ministro, Francisco Carvalho, e contou com a participação do ministro da Administração Estatal de Timor-Leste, Tomás do Rosário Cabral.
A décima edição da Gala dos Prémios da Lusofonia vai distinguir, sábado, cidadãos dos nove Estados membros da CPLP, incluindo os ex-presidentes são tomense Manuel Pinto da Costa e timorense Francisco Guterres ou a ativista moçambicana Graça Machel.
A categoria de Moda e Estilismo premiou Cristina Martins Grant, da Guiné-Bissau, e na Música do Mundo a escolhida foi a cabo-verdiana Mayra Andrade.
A gala, agendada para a noite de sábado no Casino do Estoril, integra-se nas comemorações dos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo um comunicado enviado à Lusa e citado pela Inforpress.
"A iniciativa, promovida pela Associação Internacional das Comunidades de Língua Portuguesa (CLPI) em parceria com a CPLP e a Câmara Municipal de Cascais, distingue cidadãos e personalidades de toda a comunidade lusófona que se evidenciaram nas respetivas áreas de atividade e percursos profissionais", começou por destacar a organização.
Nesta edição, que assinala os primeiros 10 anos do evento e 30 da CPLP, foi garantido que todas as nações da organização lusófona tinham um cidadão galardoado, assim como a paridade de género, explicou a fonte deste jornal digital.
A lista de galardoados da décima edição inclui o Prémio Carreira atribuído a Manuel Pinto da Costa, ex-Presidente de São Tomé e Príncipe.
Na categoria de Excelência Lusófona, destacam-se a homenagem a Francisco Guterres, ex-Presidente de Timor-Leste, que morreu este ano, a distinção a Ana Dias Lourenço, primeira-dama de Angola, e o prémio na área dos Direitos Humanos concedido a Graça Machel, ativista e ex-primeira-dama de Moçambique e da África do Sul.
Nas áreas artísticas e culturais, o prémio de Literatura distinguiu o escritor angolano Artur Pestana dos Santos, conhecido como Pepetela. No Teatro e Cinema, o galardoado foi Gorsy Edú, da Guiné Equatorial, enquanto no Desporto o reconhecimento foi dado ao jogador de futebol de praia João Saraiva, nascido em Angola, mas emigrado para Portugal com três meses de idade, conhecido por "Madjer". A categoria de Moda e Estilismo premiou Cristina Martins Grant, da Guiné-Bissau, e na Música do Mundo a escolhida foi a cabo-verdiana Mayra Andrade.
De acordo com a mesma fonte, o setor empresarial ficou representado pela AIMMP - Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Portugal.
Na Comunicação Social, o prémio foi atribuído ao jornalista português Nuno Sardinha e o Prémio Diplomacia Lusófona distinguiu o diplomata brasileiro Gonçalo Mello Mourão.
Por fim, a lista integra ainda os Prémios Especiais Lusofonia, distinguindo Vera Duarte Pina (juíza e escritora cabo-verdiana) na área da Cidadania, Ilza Amado Vaz (ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe) e Carolina Cerqueira (ex-ministra da Comunicação Social, da Cultura e para a Área Social de Angola).
"A cerimónia contará com momentos artísticos de relevo, incluindo as atuações do cantor português José Cid (padrinho do evento), do tenor Filipe De Moura e da bailarina de dança oriental Cris Aysel, além de uma surpresa cultural reservada para a noite", indicou a organização.
A CPLP, que este ano assinalou 30 anos, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A cidade da Praia acolhe de 09 a 17 de Outubro a edição 2026 da Grande Feira do Livro de Cabo Verde, iniciativa promovida pela Biblioteca Nacional sob o lema “Herança Literária”.
A abertura oficial do evento está marcada para sexta-feira, 09, no Largo do Memorial Amílcar Cabral, onde, durante nove dias, estarão em destaque livros, autores, leitores e diferentes iniciativas de promoção da leitura.
De acordo com a organização, a feira pretende celebrar “a riqueza da literatura cabo-verdiana” e o seu papel na preservação da memória e da identidade cultural do país, proporcionando igualmente um espaço de aproximação entre leitores e o livro.
A iniciativa é promovida pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, visando dinamizar o mercado livreiro e facilitar o acesso ao livro.
A edição de 2026 da Grande Feira do Livro já passou pelos municípios de Ribeira Grande de Santiago, pela ilha Brava, pelo Sal e por São Nicolau, no âmbito da estratégia de descentralização da iniciativa e de promoção da leitura em diferentes pontos do arquipélago.
A Grande Feira do Livro integra a agenda da Biblioteca Nacional de Cabo Verde para 2026, ano em que a instituição definiu como uma das suas prioridades a democratização do acesso ao livro, procurando fazer chegar obras a diferentes localidades do país.
A iniciativa dá continuidade ao modelo de itinerância retomado em 2024, com o objectivo de aproximar o livro das populações e contribuir para a promoção dos hábitos de leitura em Cabo Verde.
Um disco com 10 temas inéditos de Cesária Évora vai ser lançado a 16 de outubro, assinalando os 15 anos da morte da voz mais célebre de Cabo Verde, disse à Lusa o produtor José 'Djô' da Silva.
O novo disco revela canções que eram sempre gravadas a mais, guardadas para a edição em países que pediam alinhamentos diferentes - "o Japão pedia sempre isso", recorda 'Djô' -, mas que depois acabaram por ficar na gaveta da Lusafrica, agora pertencente à Sony Music.
A data está definida, "16 de outubro, e será um novo disco de Cesária Évora", intitulado "Reina da Morna", que significa rainha da morna, "com temas que estavam guardados há anos", referiu, segundo NM que cita Lusa.
"Vamos dar aos fãs as últimas músicas que temos dela e, ao mesmo tempo, assinalar os 15 anos do desaparecimento de Cesária", contou o arquiteto do sucesso internacional de Cize (como também é conhecida).
Cesária Évora, a voz de Cabo Verde, desapareceu em 2011 e o último álbum de estúdio 'Nha Sentimento', foi editado em 2009.
O novo disco revela canções que eram sempre gravadas a mais, guardadas para a edição em países que pediam alinhamentos diferentes - "o Japão pedia sempre isso", recorda 'Djô' -, mas que depois acabaram por ficar na gaveta da Lusafrica, agora pertencente à Sony Music.
Além disso, alinhar o reportório que compõe um disco requer equilíbrio entre estilos e, "às vezes, havia mais coladeira ou mais morna e decidíamos guardar algum tema para depois".
Esse tempo chegou e é assim que vai ser possível ouvir aquele que é, provavelmente, o único tema escrito por Eugénio Tavares cantado por Cesária, "Força di Cretcheu", refere a fonte deste jornal.
"A Cesária preferia sempre gravar [músicas de] B. Leza", lembra 'Djô'.
"Conseguimos que ela gravasse uma moda de Eugénio Tavares. Só que, no momento de alinhar o disco, ela preferiu pôr o tema de lado para mais tarde", explica.
O disco "Reina da Morna" é "o primeiro lançamento retirado dos arquivos da [discográfica] Lusafrica desde a sua aquisição pela Sony Music França", em 2025, anunciou a editora multinacional.
O livreto do álbum inclui um ensaio do jornalista Francis Dordor, que acompanhou Cesária Évora ao longo da sua carreira.
Num total de dez gravações inéditas, "Sonsente" é o primeiro tema já divulgado.
O alinhamento é constituído por "Amiga d'nh' Amigo", "Sonsente", "E Nos Cabo Verde", "Resposta De Ganha Pouco", "Junior", "Brisa D'bo Sorriso". "Nos Contradança", "Força Di Cretcheu", "Projecto" e "No Po Na Ton".
Conforme a mesma fonte, o produtor 'Djô' da Silva tem entre mãos um calendário com entrevistas a rádios e televisões para preparar o lançamento, em França, onde vive desde a adolescência.
"Reina da Morna" vai estar disponível em vinil, CD e plataformas digitais.
Cesária Évora morreu, aos 70 anos, em 17 de dezembro de 2011, no hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, Cabo Verde, onde se encontrava internada desde o dia anterior.
Aos 16 anos, cantava nos bares da ilha e nos hotéis, começando a ganhar uma legião de fãs que a aclamavam já como "rainha da morna".
Em 1985, aceitou o convite de Bana e sobe ao palco no restaurante e discoteca com música ao vivo de que o músico era proprietário, em Lisboa.
Na altura, deu voz a um disco, produzido por Tito Paris, que passou despercebido à crítica, seguindo para Paris, onde é "descoberta" e daqui, como aconteceu com outros cantores, partiu para os palcos do mundo.
Em 1988, gravou "La diva aux pied nus", álbum aclamado pela crítica e em 2004 recebeu um Grammy para o Melhor Álbum, de 'world music' contemporânea pelo disco "Voz d'Amor".
Em 2009, o Presidente francês Nicolas Sarkozy entregou-lhe a medalha da Legião de Honra, conclui a fonte referida.
Os grupos e artistas Ferro Gaita, Beto Dias, Suzanna Lubrano, Neuza, Dina Medina e Cindy Brito reúnem-se no dia 11, em Boston, Estados Unidos, para a 13.ª edição do Mega Show, evento dedicado à música cabo-verdiana na diáspora, avançou hoje a Inforpress.
O espectáculo está marcado para o Strand Theatre, em Boston, e conta com Ferro Gaita, Beto Dias, Suzanna Lubrano, Neuza, Dina Medina e Cindy Brito no cartaz.
A organização, segundo a mesma fonte, informou que a edição deste ano será também uma homenagem a Bino Branco, já falecido, membro do Ferro Gaita, sem adiantar outros detalhes sobre a homenagem.
O evento está previsto para decorrer das 19:00 às 23:00, com abertura das portas às 18:00.
De acordo com a organização, não haverá lugares reservados.
Os bilhetes estão disponíveis por 60 dólares, enquanto os ingressos adquiridos à porta terão o custo de 90 dólares.
O Mega Show é promovido pela CUSAV Entertainment e realiza-se anualmente, reunindo artistas cabo-verdianos para uma noite dedicada à música e cultura de Cabo Verde.
O artista plástico e poeta Mito Elias quer recuperar a revista “Sopinha de Alfabeto”, publicada em 1986 e 1987, que considera uma experiência marcante na história cultural cabo-verdiana.
Mito Elias recorda, em entrevista à Inforpress, que a “Sopinha de Alfabeto” foi concebida num contexto em que os seus autores procuravam experimentar novas formas de expressão e intervenção cultural.
Ao olhar para mais de quatro décadas de actividade artística, Mito Elias identifica a “Sopinha de Alfabeto” como um dos momentos decisivos do seu percurso, pela experiência de criação e pelas circunstâncias em que o projecto foi desenvolvido.
A revista surgiu em Novembro de 1986, coincidindo com a comemoração dos 50 anos da revista “Claridade”. Seis meses depois foi publicado um segundo número, com colaborações e temáticas mais alargadas.
Apesar de terem sido editados apenas dois números, o projecto deixou, segundo o artista, “marcas profundas”.
Mito Elias recorda, em entrevista à Inforpress, que a “Sopinha de Alfabeto” foi concebida num contexto em que os seus autores procuravam experimentar novas formas de expressão e intervenção cultural.
O projecto contou com a participação de Filinto Elísio e Eurico Barros, que posteriormente partiram para os Estados Unidos, deixando Mito Elias em Cabo Verde com a responsabilidade pela eventual continuidade da publicação. Foi a partir desse momento, segundo relata, que começaram a surgir maiores dificuldades em torno da continuidade do projecto. O artista afirma que chegou a ser detido e interrogado por forças ligadas ao partido único, sob suspeita de que os autores estariam a produzir textos contra o sistema.
Trata-se de uma situação que Mito Elias recorda como parte dos constrangimentos enfrentados na época e que, na sua perspectiva, ajuda a compreender o contexto em que a revista foi produzida.
Apesar disso, afirma que a experiência permanece como uma referência importante no seu percurso.
Mito Elias reconhece que, na altura, encarou o projecto de forma “algo ingénua”, mas considera que a “Sopinha de Alfabeto” merece ser mais conhecida, até porque muitas vezes recebe mensagens de pessoas que estudam a cultura de Cabo Verde perguntando alguns detalhes sobre a revista.
Cada número da revista teve pouco mais de 200 exemplares e, durante cerca de 20 anos, a publicação esteve disponível num site de Mito Elias.
O artista admite que a possibilidade de voltar a publicar os dois números existentes e recuperar parte da memória associada ao projecto, talvez fosse ideal.
A ideia poderá passar também pela concretização de um terceiro número, que chegou a ser pensado na época, mas nunca chegou a ser impresso.
Para Mito Elias, recuperar a “Sopinha de Alfabeto” significa não apenas reeditar uma publicação antiga, mas também devolver ao presente uma experiência cultural que considera relevante para compreender uma determinada geração de criadores cabo-verdianos.
Mais de quatro décadas depois, o artista mantém a ligação à revista e à experiência que esteve na sua origem, entendendo que a sua história merece ser revisitada e integrada na memória cultural do país.
A possibilidade de republicar os dois números existentes e, eventualmente, concretizar o terceiro projecto representa, assim, uma nova etapa para uma publicação que nasceu em 1986, teve apenas duas edições e continua, segundo Mito Elias, a guardar “marcas profundas”.
A oitava edição da Semana da Morna na ilha da Boa Vista culminou no domingo, 27, com “um balanço positivo”, de acordo com a organização, após concerto protagonizado pelo consagrado músico Mirri Lobo, no Largo Santa Isabel.
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