sábado, 03 outubro 2026

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Futebol feminino: Tetracampeãs ganham juntas "nove vezes menos que o Neymar sozinho"

A seleção dos Estados Unidos sagrou-se campeã do mundo — pela quarta vez — ao bater a seleção dos Países Baixos por dois golos sem resposta no jogo que encerrou a 8ª Copa do Mundo este domingo, 7, em França. Hora de fazer contas ... e os jornais especializados em economia do desporto descobrem "chocantes diferenças salariais".

A Forbes fez as contas ao que ganham as tetracampeãs. A seleção vencedora do campeonado de futebol feminino de 2019, a mais bem paga de entre todas as seleções femininas no mundo, ganha coletivamente 5,4 milhões de dólares por ano.

A perceção corrente de que o futebol masculino tem o maior rendimento de bilheteira e conexos é contraditado por um estudo da Sporting Intelligence, nos Estados Unidos, que mostra que enquanto, por um lado, o futebol feminino rende mais cinquenta por cento, por outro lado, a diferença entre o que ganha a seleção masculina e a feminina atinge os quatrocentos por cento.

A comparação com os 43,8 milhões de dólares do contrato de Neymar – sem contar os prémios e os contratos de publicidade – revela os números estratosféricos do futebol mundial e a abissal diferença salarial entre jogadoras e jogadores.

Só o salário do brasileiro do Paris Saint-Germain, prestes a transitar para Barcelona ou Madrid, dá e sobra para pagar, além da seleção dos Estados Unidos, a todas as jogadoras da seleção francesa, alemã, inglesa, da Suécia, da Austrália e do México.

Tetracampeãs

As americanas eram as favoritas e confirmaram-no ao eliminar sucessivamente: a Tailândia no jogo inaugural do grupo F, o Chile no segundo jogo por 3-0, a Suécia na terceira partida por 2-0.

Seguiram-se na segunda etapa, as vitórias por 2-1 contra a Espanha (grupo E), a França (grupo A) e a Inglaterra (grupo D). As leoas inglesas eram as únicas tidas como adversárias à altura.

Regista-se, no dia 11, os Estados Unidos a vencerem a Tailândia, por 13–0. É a maior diferença de golos nos 28 anos da história da competição, só secundada pelo 11-0 da Alemanha-Argentina em 2007 ou os 9-0 sofridos pelo Japão ante as seleções norte-americana, em 1999, e italiana, em 1991. Foi em 1991 que se jogou o primeiro Campeonato Mundial de Futebol Feminino.

A seleção dos Estados Unidos é agora tetracampeã do mundo: além da vitória na primeira edição, em 1991, na China, venceu a segunda vez em 2011 frente à Seleção do Japão na Alemanha e a terceira em 2015, de novo frente ao Japão no Canadá.

As norte-americanas, tetracampeãs, distanciam-se das demais seleções. A Noruega foi a vencedora da segunda Copa em 1995. A Alemanha foi campeã em 2007 e em 2003 — ano em que o país organizou a Copa em vez da China atingida pela gripe aviária.

A potência futebolística que é o Brasil só esteve uma vez na final feminina, quedando-se vice-campeã. Foi em 2007, na China, que perdeu para a Alemanha.

Oito cidades para 24 jogos

Os três últimos jogos, da semifinal e final, tiveram lugar no Parc Olympique Lyonnais, em Lyon, no centro-sul, com capacidade para 58 mil espectadores, o maior estádio que acolheu a oitava Copa feminina.

O segundo maior estádio que acolheu a oitava Copa feminina foi o Parc des Princes, em Paris, que acolheu o jogo inaugural, a 7 de junho. As demais partidas aconteceram nas cidades de Rennes (com seis partidas), Reims, Le Havre, Valenciennes, ao norte, Grenoble, Montpellier e Nice, a sul.

Pouco mais de um milhão de pessoas assistiram aos 24 jogos do campeonato, que teve lugar nas referidas cidades do Hexágono, quatro mais a norte, quatro mais a sul.

Com uma assistência média de 25 mil pessoas por jogo, o futebol feminino ainda está longe dos números da Copa do Mundo de 2018, que levou mais de três milhões aos estádios da Rússia.

O futebol feminino — que se estreou no mundial com doze equipas e já vai em vinte e quatro — ainda não leva as massas tanto ao estádio. Mas um dia lá chegará, prognosticam os esperançosos, a começar pela FIFA. Daí os investimentos que a entidade está a fazer em todo o mundo para que as meninas comecem a jogar com a bola no pé, a sério.

Entretanto, as futebolistas vão ter de trabalhar muito para ultrapassarem os pontos fracos que são: o espectáculo pobre, a movimentação fraca, os golos ainda longe da beleza, os frequentes erros de defesa, o recurso demasiado frequente ao VAR-vídeo-árbitro.

Marta, "a Melhor Futebolista do Mundo"

A brasileira Marta consagrou-se "a Melhor Futebolista do Mundo" ao seu décimo-sétimo golo, no confronto Itália-Brasil pela fase de grupos da Copa’19.

É a sua sexta vez, das quais quatro sucessivas — de 2006 a 2010 — e em 2018. A canarinha tem o recorde não apenas entre mulheres — só a alemã Birgit Prinz chegou perto com três distinções, de 2003 a 2005 — mas também em absoluto, no futebol mundial.

Uma proeza da atacante (equivale ao avançado/a em Portugal) ao fim dos sete anos em que o galardão lhe fugiu. Marta perdeu o título para a holandesa Lieke Martens em 2017, para a estado-unidense Carli Lloyd em 2016 e 2015, para a alemã Nadine Kessler em 2014, para a também alemã Nadine Angerer em 2013, para a estado-unidense Mary Abigail "Abby" Wambach em 2012 e para a japonesa Homare Sawa em 2011.

Considerada pela Revista Época entre "os 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009" é desde 2015 a maior artilheira (goleadora) da história da Seleção do Brasil (tanto a Masculina como a Feminina) com 118 golos.


Fontes: France Foot/Televisões especializadas/outras referidas. Foto (Reuters) A bola que está com a americana Samantha Mewis irá para a holandesa Anouk Dekker? A seleção do Reino dos Países Baixos deu luta, mas a vitória foi clara para a seleção dos Estados Unidos: 2-0. E há a questão salarial.

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Comentários

joão do rosário
26 dias atrás 20 horas atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
28 dias atrás 13 horas atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
30 dias atrás 19 horas atrás

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