domingo, 14 junho 2026

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Educação em crise: Sindicatos dos professores insatisfeitos com atraso na apresentação de dados estatísticos do ano lectivo 2023/2024

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Os sindicatos dos professores Sindep e Sindprof mostraram-se hoje “insatisfeitos” com o atraso na apresentação dos dados estatísticos do ano lectivo 2023/2024 e avaliam negativamente o mesmo.

 

O ano lectivo 2023/2024 foi um ano bastante negativo por causa das turbulências que ainda persistem, porque os resultados não são aquilo que desejamos, ou seja, que toda a sociedade esperava da Educação em Cabo Verde, porque temos um MED sem rumo, sem direcção, daí que a educação não poderia ser, nem poderá ser das melhores", afirmou o  líder do Sindep.

Os sindicatos mostraram esta insatisfação à Inforpress, depois do ano lectivo 2023/2024 já ter terminado e com o aproximar de mais um novo ano lectivo, o Ministério da Educação (MED) não apresentou nenhum dado estatístico sobre o ano lectivo findo.

O ano lectivo terminou há muito tempo, ainda o Ministério de Educação não está em condições de fazer o pronunciamento porque, de facto, o Ministério não está, ou seja, as pessoas que estão à frente da Educação não têm condições de lá estar. Por isso fazemos um balanço extremamente negativo”, disse o presidente do Sindep, Jorge Cardoso.

O sindicalista frisou que quem faz a educação são os docentes e para que haja uma Educação efectiva os docentes têm de estar motivados ao invés de estarem "deprimidos, insatisfeitos e sem motivação".

O ano lectivo 2023/2024 foi um ano bastante negativo por causa das turbulências que ainda persistem, porque os resultados não são aquilo que desejamos, ou seja, que toda a sociedade esperava da Educação em Cabo Verde, porque temos um MED sem rumo, sem direcção, daí que a educação não poderia ser, nem poderá ser das melhores", afirmou.

Quanto ao ano lectivo que se avizinha afirmou que caso o Governo não tenha a sua posição relativamente às reivindicações da classe docente, que vai iniciar com sobressaltos.

Por seu lado, a presidente do Sindprof, Lígia Herbert, avaliou também "negativamente" o ano lectivo, afirmando que qualquer sistema educativo tem de ter professores e aos mesmos foram negados todos os seus direitos.

O ano lectivo foi caótico e face ao ano lectivo que se aproxima, também com grandes sobressaltos, porque a partir do momento que não se respeita a vontade da classe forçando um PCFR que não vai ao encontro da vontade da classe", sublinhou.

Conforme  a Inforpress, avançou também que o ano lectivo próximo vai ter "grandes sobressaltos", porque foi com o processo disciplinar que conseguiram fechar o ano lectivo, porque segundo explicou não é através de ameaças de processo disciplinar que se fecha o ano lectivo, mas sim se fecha o ano lectivo com negociações.

A Inforpress tentou saber por parte da Direcção Nacional da Educação os dados estatísticos do ano lectivo 2023/2024, mas avançaram que ainda não tem dados para informar.

 

 

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