Leny Martins, proprietário da embarcação de pesca da localidade de Ribeira da Barca, desaparecida desde 31 de Janeiro, confirmou hoje que o barco foi encontrado na passada sexta-feira, 22, no Brasil, quase quatro meses após o seu desaparecimento.
“O barco está novo, foi fundeado há cerca de um ano”, afirmou o armador, acrescentando que o investimento rondou os 11 mil contos.
Em declarações à Inforpress, o proprietário da embarcação, Leny Martins, mais conhecido por Keita, explicou que o barco encontrava-se fundeado quando desapareceu e que, até ao momento, desconhece as circunstâncias do sucedido.
O pescador recordou que a embarcação estava na ilha da Boa Vista, onde permaneceu cerca de 20 dias em actividade de pesca, sem grandes capturas.
“Saí da Boa Vista e cheguei à Ribeira da Barca na sexta-feira, 30 de Janeiro, por volta das duas horas da madrugada. Fizemos o desembarque dos tripulantes e o barco ficou fundeado, com o mar tranquilo”, relatou.
Disse igualmente que as pessoas confirmaram que no dia seguinte, sábado à noite, o barco ainda se encontrava no local, e que só no domingo à tarde é que teve conhecimento do desaparecimento da embarcação.
Quanto às últimas informações, Leny disse ter ficado ao corrente através das redes sociais dando conta de que o barco teria sido localizado no Brasil, informação posteriormente confirmada após contacto com as pessoas que encontraram a embarcação.
Conforme a mesma fonte, o pescador afirmou ainda que o cabo da embarcação foi encontrado cortado, mas disse não saber se terá sido cortado por alguém ou se se rompeu acidentalmente devido às condições do mar.
Segundo contou, as pessoas que localizaram o barco garantiram-lhe que a embarcação não apresenta danos significativos.
“O barco está novo, foi fundeado há cerca de um ano”, afirmou o armador, acrescentando que o investimento rondou os 11 mil contos.
A mesma fonte informou ainda que deverá deslocar-se segunda-feira à cidade da Praia para contactos com algumas instituições nacionais, no sentido de solicitar apoio das autoridades para o transporte da embarcação para Cabo Verde.
Explicou que o barco não poderá regressar pelo mar, devendo ser transportado num outro navio.
Questionado sobre o futuro da embarcação, o pescador disse ainda não ter decidido se continuará a trabalhar com o barco ou se optará pela sua venda.
“Primeiro preciso recuperar o barco. Depois vou pensar no que fazer”, concluiu segundo a fonte deste jornal.







A Corda Cortada, o Barco no Brasil e a Consulta Espiritual na Guiné-Bissau
Se o cabo apareceu cortado, então o homem já sabe: antes de ir à Praia tratar dos papéis, devia fazer uma escala espiritual pela Guiné-Bissau e consultar uns feiticeiros de respeito, daqueles que não fazem orçamento nem mandam factura. Porque quem cortou a corda de um barco de 11 mil contos e o mandou passear até ao Brasil não precisa só de polícia; precisa também de sentir aquele tratamento tradicional que, dizem as más-línguas, deixou muito bandido dos patos do Tarrafal a rever a sua relação com a saúde, a sorte e a consciência. Há crimes que a justiça demora a apanhar, mas há certas forças antigas que, quando entram em serviço, não precisam de GPS nem de mandado judicialTerms & Conditions
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