domingo, 14 junho 2026

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CASOS DE CAMPANHA: PAICV denuncia retenção de materiais de campanha nas alfândegas e condena violência entre militantes

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O PAICV acusou hoje instituições do Estado de “criarem dificuldades deliberadas” no desalfandegamento de materiais de campanha eleitoral, “retidos há cerca de 20 dias nas alfândegas”, e condenou a violência entre militantes durante acções no terreno.

Em conferência de imprensa, a candidata a deputada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) Carla Lima reiterou (referindo-se a Casos de Campanha) que materiais de campanha do partido permanecem retidos nas alfândegas há cerca de 20 dias, alegadamente devido a sucessivas exigências burocráticas.

“Sempre que uma exigência é cumprida, surge imediatamente outra”, declarou, considerando tratar-se de um “bloqueio burocrático” para prejudicar diretamente a campanha eleitoral do maior partido da oposição.

Segundo a dirigente, o PAICV já apresentou toda a documentação exigida pelas autoridades, mas os materiais de campanha continuam retidos, situação que, afirmou, compromete as ações no terreno, sobretudo por se tratar de materiais produzidos no exterior, devido à inexistência de condições de fabrico no país.

A responsável considerou grave a alegada instrumentalização das instituições públicas durante o período eleitoral, defendendo que “nenhuma democracia saudável pode aceitar que instituições do Estado sejam utilizadas contra adversários políticos”.

Questionado sobre o confronto entre militantes do Movimento para a Democracia (MpD) e o seu partido, registados numa acção de campanha em São Martinho, a candidata a deputada apelou à contenção e à responsabilidade dos dirigentes partidários.

“O ambiente eleitoral nesta última semana de campanha já é sensível e os responsáveis políticos devem fazer pedagogia para evitar actos de violência verbal ou física”, declarou, lamentando que o incidente provocou ferimento a dois apoiantes do seu partido, que tiveram que ser encaminhados ao hospital.

Segundo Carla Lima o PAICV já apresentou uma queixa-crime junto da Procuradoria relativamente aos incidentes, esperando agora pela atuação das autoridades competentes.

O confronto teria acontecido, conforme explicou, quando uma caravana do MpD, liderado por um dirigente, no caso concreto, Abrãao Vicente, parou em frente à sede do PAICV em São Martinho em situação que classificou de provocatória.

Na ocasião, a candidata acusou igualmente o MpD de recorrer à manipulação de imagens e conteúdos audiovisuais durante a campanha eleitoral, alegando que o partido no poder “utilizou imagens distorcidas” do líder do PAICV num tempo de antena.

Denunciou ainda alegadas campanhas de desinformação nas redes sociais, bem como o uso indevido da imagem de jornalistas em conteúdos partidários, práticas que, segundo afirmou, “fragilizam a democracia cabo-verdiana”.

No entanto, o PAICV garantiu que continuará a conduzir a campanha “com respeito pelas instituições e pelo povo cabo-verdiano”, apelando à tolerância e ao respeito mútuo entre militantes durante o restante período eleitoral.

A Semana com Inforpress

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