O candidato do PAICV a primeiro-ministro defendeu este domingo a redução das despesas do Estado como condição para libertar recursos a serem aplicados na educação, formação e políticas sociais.
“Nos primeiros 100 dias, vamos dialogar com todas as forças vivas da sociedade e tomar medidas concretas. De imediato, vamos garantir acesso gratuito à universidade e à formação técnico-profissional, para que os jovens entrem no mundo da qualificação e tenham mais oportunidades”, afirmou.
Francisco Carvalho falava aos jornalistas no final da tarde de domingo, 3, após uma arruada na região centro-este da capital cabo-verdiana.
Segundo o candidato citado pela Inforpress, o emprego constitui “o maior projeto social de qualquer sociedade”, sendo determinante para travar a emigração e reduzir a insegurança.
No plano económico, garantiu que não pretende aumentar a carga fiscal, optando antes por reduzir o que designa de “gordura” do Estado.
“Não vamos aumentar a carga fiscal. Vamos cortar na gordura do Estado, no excesso de despesas. O povo entende que o Governo está gordo demais, com gastos supérfluos, e nós temos de estar em sintonia com isso para reduzir e libertar recursos para investir na área social”, afirmou.
Francisco Carvalho defendeu ainda a existência de uma perceção generalizada de que o Estado tem uma dimensão e níveis de despesa excessivos, advogando uma estrutura mais reduzida e eficiente.
De acordo com o candidato, os recursos libertados deverão ser canalizados para setores como educação, saúde, habitação e mobilidade, que considera fundamentais para o desenvolvimento do país.
A sua visão, acrescentou segundo a fonte deste jornal, está alinhada com os princípios da Constituição da República e com o ideal de dignidade defendido por Amílcar Cabral.
O candidato destacou igualmente o papel do setor privado como parceiro na criação de emprego, defendendo um modelo de desenvolvimento inclusivo que abranja diferentes estratos sociais.
No que se refere à segurança, Francisco Carvalho propõe uma abordagem centrada na prevenção, considerando que a redução da criminalidade depende da criação de oportunidades para os jovens.
Criticou, nesse contexto, o aumento do número de celas e de efetivos policiais como resposta prioritária do atual primeiro-ministro, defendendo antes políticas de prevenção.
Entre as medidas anunciadas para os primeiros 100 dias de governação, o candidato referiu o diálogo com as “forças vivas da sociedade”, incluindo associações, fundações e organizações não-governamentais, para envolver os jovens em trajetórias de qualificação e inclusão.
“Nos primeiros 100 dias, vamos dialogar com todas as forças vivas da sociedade e tomar medidas concretas. De imediato, vamos garantir acesso gratuito à universidade e à formação técnico-profissional, para que os jovens entrem no mundo da qualificação e tenham mais oportunidades”, afirmou conforme a fonte deste jornal.
Francisco Carvalho prossegue esta segunda-feira a campanha com deslocações a Ribeira Grande de Santiago e São Lourenço dos Órgãos, antes de seguir para a ilha do Maio.
Nas eleições legislativas de 17 de Maio, cinco partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS e PP – disputam os 72 mandatos de deputado, distribuídos por 13 círculos eleitorais, incluindo a diáspora.
Nas eleições legislativas de 18 de Abril de 2021, o MpD venceu com maioria absoluta, elegendo 38 deputados, contra 30 do PAICV e quatro da UCID.







Comentário
Pode-se votar no candidato F.C.Mas que não se diga que irá acabar com a insegurança
Não se consegue pôr na linha os guardas e policias municipais na Praia " ki fari" no país?
Não conseguem a poluição dos bares, botequins , nem disciplinar a ocupação dos passeios no Plateau.
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