O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é comemorado neste domingo, 3 de maio. A efeméride é celebrada no momento em que a liberdade de expressão reduz 10% em todo mundo, ao mesmo tempo em que 186 jornalistas foram mortos entre 2022 e 2025.
Conforme a Fundação Thomson Reuters, o dia da conscientização ocorre em um momento de grande incerteza, evidenciada pelo recente adiamento da RightsCon, refletindo uma tendência global mais ampla de redução do espaço cívico. Serve como prova de que o tema deste ano – “ Moldando um futuro em paz ” – nunca foi tão pertinente, nem esteve tão ameaçado, perante os seguintes fotos:
- A liberdade de expressão diminuiu 10% em todo o mundo desde 2012.
- A autocensura aumentou 63% , à medida que os jornalistas evitam cada vez mais noticiar casos de corrupção, direitos humanos e danos ambientais.
- Entre 2022 e 2025, 186 jornalistas foram mortos enquanto cobriam guerras e zonas de conflito – um aumento de 67% em relação ao período anterior.
- Em 2025 , 75% das mulheres jornalistas sofreram violência online .
Conforme a mesma Fundação, embora os ataques físicos contra jornalistas sejam as violações mais visíveis da liberdade de imprensa, a pressão económica também representa um problema grave e mais insidioso. O indicador econômico do Índice Mundial de Liberdade de Imprensa da RSF (Repórter Sem Fronteiras) encontra-se atualmente em um nível crítico e sem precedentes.
«Essas pressões ameaçam a infraestrutura que permite o funcionamento de sociedades pacíficas. E, em uma era de guerra da informação e interferência estrangeira, o jornalismo é tanto um serviço público quanto uma questão crucial de segurança nacional. Reportagens de alta qualidade podem expor influências nocivas, interromper a manipulação de narrativas e limitar a capacidade de agentes mal-intencionados de moldar a opinião pública» alerta a mesma fonte.
Espernaça para dias melhores
Defende que moldar um futuro em paz significa proteger as condições necessárias para que a democracia prospere: confiança, responsabilidade e o fluxo de informações precisas.
Para a Fundaçao destaca, no entanto, existem, motivos para ter esperança:
- Entre 2020 e 2025, mais 1,5 bilhão de pessoas obtiveram acesso às redes sociais , democratizando o acesso à informação.
- As investigações colaborativas transfronteiriças estão em ascensão.
- Os esforços para regulamentar a transparência digital estão ganhando terreno.
A Fundação Thomson Reuters diz que trabalha para garantir o fluxo contínuo de informações precisas e de interesse público que apoiem sociedades livres e bem informadas. «Como uma organização beneficente independente, apoiamos mais de 20.000 jornalistas e redações em todo o mundo com uma gama de habilidades e recursos para combater os perigos à profissão. Isso inclui assistência jurídica gratuita, apoio a veículos de comunicação exilados, treinamento e mentoria, capacitação em investigação e desenvolvimento de audiência».
Fez questao de realçar que rabalha em parceria com outras entidades, contribuindo com conhecimento especializado, execução de programas e relacionamentos de longo prazo que podem ampliar o impacto.







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