Ataques aéreos conjuntos entre os EUA e Israel mataram, esta segunda-feira, 6 de Abril, o chefe dos serviços de informação da Guarda Revolucionária Islâmica. No 38.º dia da guerra no Médio Oriente, o exército israelita disse ter levado a cabo uma série de ataques sobre Teerão, fazendo dezenas de mortos.
Em comunicado, o porta-voz do comando militar iraniano alertou que se os ataques contra alvos civis continuarem, a próxima fase da operação ofensiva será mais devastadora e os danos causados dez vezes maiores.
Pelo menos 25 pessoas foram mortas nos ataques israelo-americanos durante a madrugada. Os alvos foram a Universidade de Sharif e infra-estruturas energéticas em Teerão, bem como várias cidades iranianas. Os ataques aéreos conjuntos mataram também o chefe dos serviços de informação da Guarda Revolucionária Islâmica.
A ofensiva provocou uma nova vaga de ataques iranianos contra Israel e os aliados no Golfo. O Kuwait e os Emirados Árabes Unidos anunciaram que as defesas aéreas foram activadas em resposta às ameaças em aproximação.
Em comunicado, o porta-voz do comando militar iraniano alertou que se os ataques contra alvos civis continuarem, a próxima fase da operação ofensiva será mais devastadora e os danos causados dez vezes maiores.
Em Haifa,o exército israelita avançou que duas pessoas foram encontradas mortas nos escombros de um edifício destruído por mísseis iranianos. As autoridades afirmam que continuam as buscas por mais duas pessoas, apesar de terem soado as sirenes de ataques aéreos, idicando novos lançamentos por parte do Irão.
No domingo, Israel intensificou a campanha de bombardeamentos nos subúrbios do sul e na capital libanesa, matando quatro pessoas num ataque ao principal hospital público do Líbano e três noutra ofensiva contra um apartamento numa cidade a leste de Beirute, uma zona até então intocada pelos combates.
Esta manhã, um ataque aéreo atingiu os subúrbios do sul de Beirute. As imagens mostrava uma densa coluna de fumo nessa área, considerada um bastião do Hezbollah, que está praticamente desabitada desde 2 de Março.
Entretanto, Washington e Teerão terão recebido projectos de propostas que apelam a um cessar-fogo de 45 dias e à reabertura do crucial Estreito de Ormuz.
A proposta vem de mediadores egípcios, paquistaneses e turcos, que estão a explorar formas de colmatar divergências e pôr fim aos combates.
Uma fonte familiarizada com a proposta disse à AP que os mediadores esperam que o período de 45 dias proporcione tempo suficiente para negociações aprofundadas entre Washington e Teerão, com vista a alcançar um cessar-fogo permanente.
Os dois países ainda não responderam à proposta, que foi enviada ao ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, e ao enviado especial de Trump, Steve Witkoff.
A Semana com RFI







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