sábado, 13 junho 2026

Praia: Presidente da câmara defende reforço dos bombeiros e melhores condições para a corporação

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O presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, reconheceu hoje a necessidade de reforçar os recursos humanos e materiais do Serviço Municipal de Protecção Civil e Bombeiros da capital.

 

Francisco Carvalho observou ainda que grande parte dos equipamentos de combate a incêndios existentes nos municípios resulta de doações internacionais, muitas vezes de segunda ou terceira mão, defendendo uma resposta estatal mais estruturada para garantir a segurança em todo o país.

O autarca falava aos jornalistas após o acto simbólico de entrega de 30 dispositivos portáteis de comunicação e rádios que permitirão aos agentes transmitir dados, fotografias, ocorrências e sugestões em tempo real.

Questionado sobre a insuficiência de efectivos e de equipamentos evidenciada no incêndio que deflagrou no bairro de Ponta Belém, no passado dia 31 de Maio, Francisco Carvalho afirmou que o município tem trabalhado para reforçar o quadro de bombeiros.

Segundo o autarca, a introdução de bombeiros voluntários vai permitir aumentar o número de agentes disponíveis para actuar em situações de emergência, contribuindo para melhorar a resposta operacional da corporação.

Francisco Carvalho, que foi recentemente indigitado primeiro-ministro na sequência das eleições legislativas de 17 de Maio, vencidas pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), explicou ainda que, durante o período em que liderou a autarquia, enfrentou limitações administrativas e institucionais que dificultaram a contratação de novos agentes, referindo que várias propostas apresentadas nesse sentido não obtiveram aprovação.

O edil garantiu, contudo, que existem medidas já planificadas para regularizar a situação da corporação, aguardando apenas os procedimentos finais para a sua implementação, e defendeu melhores condições de trabalho para os operacionais, a quem chamou de “soldados da paz”.

Francisco Carvalho aproveitou para alertar para as limitações existentes a nível nacional no combate aos incêndios, apontando deficiências estruturais graves, nomeadamente a falta de bocas-de-incêndio e pontos de água destinados ao reabastecimento dos veículos de socorro.

Neste sentido, o autarca defendeu uma estratégia nacional de fortalecimento da protecção civil e dos corpos de bombeiros municipais, sustentando que muitos dos investimentos necessários ultrapassam a capacidade financeira das autarquias.

O autarca considerou fundamental uma maior articulação entre o Governo e os municípios, argumentando que os desafios da protecção civil devem ser encarados como uma responsabilidade partilhada.

Francisco Carvalho observou ainda que grande parte dos equipamentos de combate a incêndios existentes nos municípios resulta de doações internacionais, muitas vezes de segunda ou terceira mão, defendendo uma resposta estatal mais estruturada para garantir a segurança em todo o país.

 

A Semana com Inforpress

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