sexta-feira, 12 junho 2026

Fogo: Vinho Tinto Chã 2024 conquista medalha de prata no concurso mundial de Bruxelas

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O vinho tinto Chã 2024, produzido pela Adega Cooperativa de Chã das Caldeiras (Agrocoop), conquistou uma medalha de prata no prestigiado Concours Mondial de Bruxelles (CMB), uma das mais importantes e competitivas competições internacionais de vinhos do mundo.

A distinção foi alcançada num universo de cerca de 6.700 vinhos tintos e brancos provenientes de diversos países, reforçando a qualidade e o reconhecimento internacional dos vinhos produzidos na ilha do Fogo.

Produzido exclusivamente a partir da casta Baboso Negro, o Chã 2024 é um vinho orgânico com 14 por cento (%) de teor alcoólico. 

De acordo com a descrição do concurso, apresenta aromas de morango, cereja e cereja preta, destacando-se ainda pelo seu equilíbrio em boca, taninos finos e um final agradavelmente franco.

Fundado em 1994, o Concours Mondial de Bruxelles é considerado uma referência mundial na avaliação de vinhos, reunindo especialistas, enólogos, jornalistas, críticos e compradores internacionais.

A competição distingue-se pelo rigor dos seus critérios de avaliação e pela selecção de vinhos de qualidade irrepreensível, oferecendo aos consumidores uma garantia de excelência.

Rosando Monteiro, da Agrocoop, explicou que a adega participou nesta edição com dois vinhos. 

Enquanto o tinto Chã 2024 foi premiado com a medalha de prata, o vinho rosé ficou muito próximo da distinção, alcançando 86 pontos.

No entanto, a atribuição de medalhas no concurso de Bruxelas exige uma pontuação mínima de 88 pontos.

Para Rosando Monteiro, esta conquista representa “um marco importante” para a vitivinicultura de Chã das Caldeiras. 

O mesmo vinho tinto, colheita de 2024, da Adega Chã, foi distinguido, no ano passado, com medalha de ouro na XXXIII edição Mundial de Vinhos Extremos realizada em Sarre, Itália.

Com esta nova distinção, a Adega Cooperativa passa a somar sete medalhas internacionais, sendo seis conquistadas no concurso mundial do CERVIM, em Itália, e agora uma no Concours Mondial de Bruxelles.

Este responsável sublinhou ainda que a medalha obtida em Bruxelas assume um significado especial devido à “elevada competitividade do concurso”, que reúne milhares de vinhos de diferentes regiões produtoras do mundo.

A nova distinção vem reforçar a reputação dos vinhos de Chã das Caldeiras e constitui mais um reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pelos produtores locais, contribuindo para a promoção internacional dos produtos da ilha do Fogo e de Cabo Verde.

 

A Semana com Inforpress

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