O autarca da Praia, Francisco Carvalho, defendeu hoje que o contexto de Cabo Verde exige um Estado mais próximo das câmaras municipais, afirmando que muitas autarquias não dispõem de capacidade financeira para enfrentar sozinhas situações de crise.
As primeiras informações sobre o incêndio que deflagrou em Ponta Belém no domingo, 31 de Maio, apontam para a destruição de mais de 80 por cento (%) das roupas e mercadorias comercializadas pelas vendedeiras da zona, muitas delas mulheres que dependem exclusivamente desta actividade para sustentar as respectivas famílias.
Francisco Carvalho falava à imprensa à margem de uma audição com o Presidente da República, José Maria Neves, quando questionado sobre as medidas adoptadas pela Câmara Municipal da Praia sobre o incêndio que afectou o mercado de Ponta Belém.
Segundo defendeu, a realidade cabo-verdiana exige uma redefinição do papel do Estado, tendo em conta as limitações financeiras e operacionais das autarquias.
"O contexto de Cabo Verde exige que o Estado esteja ao lado das câmaras municipais, porque elas não têm capacidade financeira para construir determinadas respostas, nomeadamente na área da prevenção de catástrofes e crises", afirmou.
Neste sentido, anunciou que o futuro Governo liderado pelo PAICV pretende trabalhar com os municípios na definição de planos nacionais de prevenção e resposta a riscos.
“Vamos assumir, e juntamente com as câmaras municipais vamos criar planos a nível nacional para que as câmaras municipais não fiquem abandonadas à sua sorte, dependendo do seu orçamento, que todos temos consciência, que é extremamente limitado”, prometeu.
Para combater o incêndio realçou que a Câmara Municipal da Praia mobilizou de imediato os bombeiros municipais e de outros municípios de Santiago, assim como anunciou a compensação de 25 mil escudos por cada bidão, a reabilitação do mercado, o perdão das dívidas dos comerciantes afectados e a isenção de taxas durante as obras de requalificação.
O incêndio, que segundo testemunhas teve início antes das 15:00 de domingo, mobilizou meios dos bombeiros da Praia e contou com reforços provenientes dos municípios de São Domingos, Santa Catarina e Tarrafal e operacionais da empresa de Aeroportos (ASA), numa operação que se prolongou pela noite dentro.
As primeiras informações sobre o incêndio que deflagrou em Ponta Belém no domingo, 31 de Maio, apontam para a destruição de mais de 80 por cento (%) das roupas e mercadorias comercializadas pelas vendedeiras da zona, muitas delas mulheres que dependem exclusivamente desta actividade para sustentar as respectivas famílias.
A Semana com Inforpress







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