segunda-feira, 15 junho 2026

ONU alerta para crise alimentar global já nos próximos seis meses devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz

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A Organização das Nações Unidas alertou esta quarta-feira que o mundo poderá enfrentar uma grave crise alimentar global dentro de seis a 12 meses caso se prolonguem as perturbações causadas pelo encerramento do Estreito de Ormuz. 

 

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, apelou aos governos para começarem imediatamente a reforçar a capacidade de resistência dos países mais vulneráveis. Num podcast divulgado esta quarta-feira, o responsável defendeu que é necessário “pensar seriamente em como aumentar a capacidade de absorção dos países” e reforçar a sua resiliência perante este bloqueio, de forma a minimizar os impactos futuros.

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o impacto do bloqueio já começou a refletir-se nos mercados internacionais e poderá evoluir rapidamente para uma escalada dos preços dos alimentos à escala mundial.

A agência que integra as Nações Unidas considera que o encerramento do corredor marítimo estratégico não representa apenas uma interrupção temporária do comércio internacional, mas sim o início de um “choque sistémico” com potencial para afetar cadeias globais de abastecimento alimentar. 

O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, apelou aos governos para começarem imediatamente a reforçar a capacidade de resistência dos países mais vulneráveis. Num podcast divulgado esta quarta-feira, o responsável defendeu que é necessário “pensar seriamente em como aumentar a capacidade de absorção dos países” e reforçar a sua resiliência perante este bloqueio, de forma a minimizar os impactos futuros.

De acordo com a FAO, as decisões que sejam tomadas agora por governos e agricultores relativamente à utilização de fertilizantes, importações, financiamento agrícola e escolha de culturas serão determinantes para evitar uma escalada dos preços alimentares ainda este ano ou no início de 2027. 

A organização descreve um efeito em cadeia que começa na energia, avança para os fertilizantes, sementes e produção agrícola, culminando numa redução das colheitas, aumento dos preços das matérias-primas e inflação alimentar para os consumidores.

O impacto do bloqueio no estreito de Ormuz depressa se começou a sentir nos mercados internacionais. 

O índice global de preços alimentares da FAO, que acompanha as variações mensais das principais commodities alimentares, aumentou em abril pelo terceiro mês consecutivo. 

A organização atribui essa subida aos custos energéticos elevados e às perturbações relacionadas com o conflito no Médio Oriente. 

Os países mais pobres da Ásia, África e América Latina surgem como os mais expostos ao risco, sobretudo porque dependem tradicionalmente de fertilizantes azotados provenientes do Médio Oriente para sustentar a produção agrícola.

O alerta da FAO surge um dia depois de a Comissão Europeia ter apresentado o seu aguardado plano de ação para os fertilizantes. 

A estratégia europeia aposta sobretudo em medidas de longo prazo, incluindo a reciclagem de estrume e resíduos agrícolas, mas deixa de fora mecanismos considerados mais imediatos para aliviar os custos dos agricultores europeus. 

Entre as medidas não contempladas estão a suspensão de tarifas sobre fertilizantes russos e bielorrussos ou uma pausa na aplicação da taxa carbónica fronteiriça da União Europeia.

A agência da ONU defende agora uma resposta internacional coordenada para limitar os efeitos do bloqueio do Estreito de Ormuz. 

Entre as medidas sugeridas estão a criação de rotas comerciais alternativas para contornar a zona afetada, a não imposição de restrições às exportações agrícolas e a proteção dos fluxos humanitários de alimentos contra eventuais barreiras comerciais. 

A organização teme que, sem ação rápida, o atual conflito no Médio Oriente possa transformar-se numa crise alimentar global com consequências especialmente graves para países já afetados pela insegurança alimentar e pela inflação.

A Semana com Inforpress/Agências

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