Os preços do petróleo ultrapassaram os 114 dólares (cerca de 98 euros) por barril pela primeira vez desde 2022, na segunda-feira, com a intensificação da guerra no Irão, que ameaça a produção e o transporte marítimo no Médio Oriente.
Os aumentos seguiram-se a uma subida de 36% do preço do crude nos EUA e de 28% do crude Brent na semana passada. Os preços do petróleo subiram à medida que a guerra, agora na sua segunda semana, envolveu países e locais que são críticos para a produção e movimentação de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
O preço do barril de petróleo Brent, o padrão internacional, ultrapassou 114 dólares após o reinício das negociações na Bolsa Mercantil de Chicago. Este valor subiu 23% em relação ao preço de fecho de sexta-feira de 92,69 dólares, revela a Euroneews (EN).
O West Texas Intermediate, o petróleo bruto leve produzido nos Estados Unidos, também estava a ser vendido por cerca de 114 dólares por barril. Este valor é 25% superior ao preço de fecho de sexta-feira, 90,90 dólares.
Segundo a a mesma fonte, o impacto da guerra em alvos civis aumentou na segunda-feira, quando o Bahrein acusou o Irão de atacar uma fábrica de destino vital para o abastecimento de água potável, e os depósitos de petróleo em Teerão arderam na sequência de ataques israelitas durante a noite.
Os aumentos seguiram-se a uma subida de 36% do preço do crude nos EUA e de 28% do crude Brent na semana passada. Os preços do petróleo subiram à medida que a guerra, agora na sua segunda semana, envolveu países e locais que são críticos para a produção e movimentação de petróleo e gás do Golfo Pérsico.
Cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto - cerca de 20% do petróleo mundial - são normalmente transportados todos os dias através do Estreito de Ormuz, de acordo com a empresa de investigação independente Rystad Energy. A ameaça de ataques de mísseis e drones iranianos tem impedido os petroleiros de atravessar o estreito, que faz fronteira a norte com o Irão, transportando petróleo e gás da Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Qatar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Irão, refere a EN.







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