sexta-feira, 14 junho 2024

Cabo Verde: Uma Nação Descontente

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A democracia é um conceito científico-político edificado em Atenas, na Grécia antiga. É um sistema governativo alternativo à tirania, onde o processo jurídico permite a cada cidadão exercer o seu direito de cidadania pelo voto único, secreto e universal em defesa dos interesses públicos no estado república.
 
Por Péricles Tavares
 
 
Ao longo da História aprendemos a lidar com os diversificados sistemas de governação, como a monarquia, a aristocracia, a ditadura, até ao extremismo dualista. A democracia é a mais chantagista, é, também, aquela que mais falha e a que mais flagela o coletivismo social pela sua incapacidade de resposta aos conflitos internos com consequências gravosas, pois não combate, nem golpeia a corrupção como violência maior, um imperdoável crime cometido, e a cometer, pelo governante sem escrúpulo e transeunte na praça pública de impunidade.
 
Num mundo desigual não haverá meio científico para o tornar igual, e cada vez mais se perde o controlo pelo comportamental humanista, desde os iluministas durante a revolução francesa ao populismo da era trumpista, tudo está a evoluir e a globalizar com o surgimento galvanizante da extrema-direita na Europa e na África.
 
É de observar um quanto se tornou alastrante pelos continentes após a Segunda Guerra Mundial, ou até mesmo a Guerra Fria, uma tendência ascendente à ultradireita, uma sinalização inequívoca de desconforto com o regime tirano, demonstrado através de protestos e da revolta dos cidadãos em alarido e desespero permanente, insatisfeitos com promessas da demagogia política apregoada pela pantomina, uma característica do corrupto político, valendo-se sempre da democracia como instrumento do populismo, uma metodologia perfeita para atingir os fins de lavar e engomar a roupagem da república para os sucessivos festivais em tempo das campanhas eleitorais.
 
O mundo oprimido se libertou pela prontidão idealista dos regimes da extrema-esquerda, à baila com os poderosos, como a China, a Rússia e demais, onde os partidos comunistas do antes e de agora, estão representados no parlamento minoritário, ou maioritário, na governação. Em África e na América Latina, estão organizados em partidos denominados como vendaval de mudança de um comportamento existencial, com o povo a exigir mais.
 
Será para o bem e para a sanidade da mente lusófona lembrar que o 25 de Abril de 1974 só foi possível conquistar pela luta intransigente da estrema esquerda progressista, o Partido Comunista Português (PCP) ou o Partido Socialista (PS), doutrinário marxista de severo combate ao regime totalitário da batuta salazarista suportada pela União Nacional (UN), o primeiro partido da extrema-direita.
 
Daí que, na atual conjuntural administrativa governativa partidária institucional, se deparem com a presença da extrema-direita opositora com uma camuflagem, a Aliança Democrática (AD), a alternar a governação e ofuscando a oportunidade, através de bloqueio ao Centro Democrático Social (CDS), num combate sem trégua contra a ultradireita florescente imparável.
 
Falo do partido CHEGA, de Portugal e dos Portugueses, sob a liderança do carismático André Ventura a dar as cartas. Tudo é acontecimento, tanto mais em vias de acontecer para o despertar das gerações que no momento poderá ser um fenómeno social a curto prazo para ser aceite como fato processual natural. Antevê a Constituição da República em todos os estados lusófonos a livre constituição em partidos na sociedade civil. Das más políticas às degradantes políticas aplicadas contra a manutenção continuada das políticas públicas, tudo isto enfraquece o poder de soberania e desfalca o estado social, com alarmismo e alaridos, o cheiro a chamusco de alta corrupção é inadmissível no aparelho do estado, com o desprezo pelos mais vulneráveis há sempre quem se levanta e chega mais adiante para dizer, fazer ouvir o CHEGA, o BASTA!
 
Os partidos do fiasco democrático levantam-se em comemoração da Revolução de Abril de 1974/2024, todos do foro da cumplicidade extremista. O extremismo surge para melhorar e libertar o sistema de um regime governamental em permanente sufoco, impedindo que a tirania volte a usurpar o povo dos consagrados direitos conquistados, e a conquistar, enquanto os republicanos convictos observam o jogo democrático e apenas votam para desempatar.  
 
A democracia prevalece com a justiça social, com a luta pelos direitos entre todos e para todos, com os direitos fundamentais à liberdade, à dignidade e à igualdade, esta última de merecimento de conquista individual pela oportunidade, também ele um direito.
 
A memória do povo, a história de uma nação, e os crimes seguidos de assassinatos pela extrema-esquerda à extrema-direita em terras lusófonas, continuam à espera do juízo final, e mesmo assim, de mãos manchadas pelo crime, os tidos sem achados democratas comemoram a liberdade, enquanto povos continuam a ser oprimidos pelo regime, por guerras, por matanças pelo poder.
 
Os baixos rendimentos das famílias, que gritam e reclamam por melhores condições de vida além trabalho, apenas se devem ao trabalhado ancião na portugalidade, na cabo-verdianidade, com a juventude em fuga para a emigração, e a terceira idade minguando ainda com a esperança, ou desesperança, aturdida, confuso pela fome sem matar, mas a ser morto, como o grito do professorado que não se ouve, conformado e que vive formatando covardes sociais seguintes.
 
A estrema direita existe porque tem povo que acredita, tem eleitorado que deposita confiança, que elege os combatentes libertadores da pátria contra os lacaios internos, tiranos e corruptos.
 
Lutar contra o extremismo e o populismo, parafraseando Samora Machel, “É o mesmo que travar o vento com as mãos”.
 
Qualquer tentativa em denigrir e condicionar os avanços da ultradireita sem factos direcionados para o comportamento social menos digno, com a sociedade e a humanidade, através de diversas expressões tais como o racismo, a xenofobia, o nacionalismo exacerbado e outras descrenças que não passam de projeto para a sobrevivência política, com prescrição processual criminal da gentalha do colarinho branco.
 
Dos rotulados da esquerda à direita democrática, é de notar os frutos produzidos, os valores que os extremos defendem de longe, em nada convincentes como resultados, a mudar para recuperar a dignidade, onde ninguém padeça em defesa do tacho do imbecil tirano, sentenciado corrupto que mesmo depois da partida, sempre é tempo de julgamento justo.
 
Eu, Péricles Tavares, como republicano, defendo os ideais da república a três dimensões: Liberdade, Dignidade e Igualdade. Uma Democracia Expressiva.
 
Agora é chegado o momento exato para confortar Cabo Verde, onde os políticos de sempre recorrem ao passado de cinco décadas de acontecimentos marcantes, numa guerra sem soldados, sem armas e sem quartel, e onde a proclamação da Independência de território achado, tanto despovoado como povoado a despovoar, aguarda a próxima leva do destino ao desconhecido e à  terra de outros, hoje categorizado república do estado nação de expressão portuguesa no Atlântico Médio.
 
Cabo Verde ascendeu à categoria de estado pela doutrina comunista extremista e, como extremista, o Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGCV) levou a sua doutrina avante, mas em nada tem a ver com a realidade e vivência da gente no arquipélago, cedo confrontados com divórcio a rogo de incompatibilidade entre os dois povos e nações desiguais, com a separação dos interesses instalados de ambas as partes. É na forja desta separação que se cria um novo partido para representar Cabo Verde na arena da política internacional, o Partido Africano pela Independência de Cabo Verde (PAICV), parte da família comunista, e ainda da extrema-esquerda que durará os quinzes longos anos, e que levará à construção do estado, do partido único, através do estadista Pedro Pires.  
 
Pedro Pires, cabo-verdiano, cidadão integro e incorruptível, cedeu à pressão vinda do exterior da diáspora patriota, através do partido do centro progressista, com um centralismo democrático, a estoica União Caboverdiana Independente e Democrática (UCID), que entra em cena com o revogar da Carta Magna, Artº 4º, uma abertura política, uma oportunidade.
 
A extrema-direita, o Movimento pela Democracia (MPD), de 1990, vem a tempo das privatizações, das vendas ao desbarato, de roubos do alheio nacional, através dos terrenos herdados, ou deserdados, com as vendas ao desbarato dos bens comuns públicos urbanos e rústicos, e a notável acumulação de riquezas ilícitas de gente que um dia foi pobre, mas, mais velhaca de sempre, a corrupção descarada de gente que dantes parecia ser de absoluta seriedade e sensatez. Torna-se imperioso o aparecimento de gente ordeira para conduzir os destinos da república, gente que CHEGA e BASTA!
 
Estamos a viver um tempo de mudanças radicais de comportamentos e de transferências de valores à geração do pós-Independência, capacitadas a assumir as responsabilidades legitimas sem atropelos dos esqueletos do antes.
 
Talvez a grande e maior confusão social seja e será ainda por algum tempo, a democracia apregoada e de fachada por gentalha da política, que nada assimilam, nada entendem, nada têm para transmitir de bom como exemplo cívico de cidadão honrado, e onde em lugar da mentira, têm a vingança e a hipocrisia de toda a dimensão da palavra. Esperemos que prevaleça o ensino das virtudes, da moralidade e da decência.
 
À Juventude nacional cabo-verdiana, não vos deixarei órfãos e reféns dos tiranos, submetidos à tirania dos fantoches democratas, contem com o Péricles Tavares, cabo-verdiano MAIOR!
 
Cidadela, Abril de 2024.

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Colunistas

Opiniões e Feedback

Antonio
17 days 11 hours

Que grande reflexão do Água Lusa!!! Bem enquadrado. Até os nascidos na era portuguesa não são valorizados.

Daniel Dias
21 days 15 hours

Coitado do Leão Vulcão. Perdeu o emprego.

liketerra
23 days 8 hours

A criminalidade Murdeira já é de muito tempo e inclui os proprios admnistradores condominio que mandam os guardas agridi

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