domingo, 04 outubro 2026

EUA apoiam construção do primeiro parque eólico em Moçambique

Segundo informação da International Development Finance Corporation (DFC), do Governo norte-americano, a que a Lusa teve hoje acesso, o apoio aprovado esta semana envolve um empréstimo de até 99 milhões de dólares (91,1 milhões de euros), juntamente com 80 milhões de dólares (73,6 milhões de euros) em seguro de risco político para a Globeleq Africa Limited, responsável pelo projeto.

O apoio permitirá o desenvolvimento, construção e operação de uma central eólica de 120 MW em Namaacha, província de Maputo, sul de Moçambique, acrescenta

“O primeiro projeto de energia eólica no país aumentará o fornecimento de eletricidade limpa de baixo custo para a rede nacional e para os mercados regionais, a fim de apoiar um maior acesso a energia fiável”, lê-se na informação da DFC.

Desde 2002, a Globeleq, principal energética em África, tem construído um portfólio diversificado de centrais independentes, gerando mais de 1.500 MW em 15 localizações de sete países, incluindo Moçambique, com mais de 741 MW em construção e mais de 2.000 MW em projetos de energia em desenvolvimento.

Moçambique prevê investimentos de 80 mil milhões de dólares (73 mil milhões de euros) na Estratégia de Transição Energética (ETS) até 2050, roteiro apresentado em novembro pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na cimeira do clima, no Dubai.

“Moçambique tem um grande potencial para ser um líder global no desenvolvimento alinhado com o clima. Isto deve-se aos seus consideráveis recursos de energia renovável e às substanciais reservas de gás natural. O ambicioso ETS estabelece um caminho claro para aproveitar estes ativos e permitir o crescimento sustentável a nível nacional, apoiando simultaneamente a redução de emissões a nível local e mundial”, lê-se numa informação anterior do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

De acordo com a mesma informação, a que a Lusa teve acesso, o documento com as prioridades de Moçambique foi aprovado em reunião do Conselho de Ministros em 21 de novembro, a partir do compromisso assumido pelo Presidente Filipe Nyusi na conferência climática COP27 de 2022, no Egito.

A “expansão significativa da capacidade de energia renovável”, a “promoção da industrialização verde”, fomentar o “acesso universal” à energia e descarbonizar os transportes através de biocombustíveis, veículos elétricos e transporte ferroviário são os quatro pilares estratégicos principais que enquadram o ETS.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
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29 dias atrás 11 horas atrás

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