ATUALIDADE
Cabo Verde reforça capacidade de resposta e vigilância contra o vírus ébola nos portos e aeroportos
Cabo Verde está a reforçar a preparação e a capacidade de resposta a eventuais casos de ébola e outras doenças infecciosas de elevado risco nos pontos de entrada, garantiu hoje, a presidente do INSP, Maria da Luz Lima. A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) falava em declarações à imprensa à margem da abertura do Workshop sobre Gestão de Eventos Biológicos de Alto Risco nos Pontos de Entrada, que decorre de hoje até 03 de Julho, na cidade da Praia. Maria da Luz Lima sublinhou ainda que Cabo Verde não regista actualmente qualquer caso suspeito de doença pelo vírus ébola, mas lembrou que o país mantém ligações internacionais, incluindo com países africanos afectados por surtos, o que exige vigilância permanente. Apesar de o arquipélago ser classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um país de baixo risco para a introdução do ébola, as autoridades consideram crucial manter o estado de prontidão face ao actual contexto internacional. A responsável explicou que a epidemia de ébola que afecta a República Democrática do Congo e o Uganda reforça a importância de todos os países se manterem em estado de prontidão. “Os pontos de entrada são onde tudo começa. Embora Cabo Verde não tenha fronteiras terrestres, tem fronteiras aéreas e marítimas, e esses locais podem constituir zonas de entrada de doenças. Há necessidade de estarmos preparados em todos os níveis”, afirmou. Maria da Luz Lima explicou que o plano de preparação multissetorial envolve o aumento da capacidade laboratorial, a prontidão das unidades hospitalares e a formação dos profissionais de saúde, aeroportuários e marítimos para a detecção precoce de casos suspeitos provenientes de zonas endémicas. A formação culminará com um exercício de simulação destinado a testar os mecanismos de resposta em caso de identificação de um caso suspeito, permitindo avaliar procedimentos, fluxos de comunicação e articulação entre as diferentes entidades envolvidas. “O objectivo é que todos tenham a mesma informação, saibam o que fazer, quem accionar e como agir caso surja uma situação real”, explicou. Para a presidente do INSP, investir na preparação constitui uma estratégia essencial para reduzir custos e aumentar a eficácia da resposta a emergências sanitárias. “Quanto mais cedo forem detectados os casos e quanto mais preparados estiverem os profissionais e a população, mais eficiente será a resposta”, concluiu. O workshop reúne representantes dos ministérios da Saúde, Agricultura e Ambiente, autoridades aeroportuárias e marítimas, Protecção Civil, Agência de Aviação Civil e outras instituições ligadas à gestão de emergências, seguindo a abordagem de “Uma Só Saúde”.A Semana com Inforpress
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