domingo, 14 junho 2026

A ATUALIDADE

Polícia Judiciária alerta para aumento de burlas em páginas falsas de vendas online nas redes sociais

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A Polícia Judiciária (PJ) alertou esta terça-feira para o aumento de crimes de burla, através da criação de páginas falsas de vendas online nas redes sociais, “um esquema que já fez várias vítimas no país”.

Em comunicado, a instituição informou que a Brigada Central de Investigação e Combate ao Cibercrime e Terrorismo está a investigar diversos casos relacionados com páginas fraudulentas criadas no Facebook, Instagram e outras plataformas digitais.

Conforme a PJ, os “autores do esquema criam páginas falsas de venda online, onde publicam artigos como viaturas, móveis, electrodomésticos, telemóveis, computadores, tablets e outros bens, apresentados a preços extremamente atractivos com o objectivo de captar a atenção dos consumidores”.

De acordo com a mesma fonte, após o primeiro contacto, “os suspeitos fornecem informações detalhadas sobre os produtos, aparentando profissionalismo e credibilidade, criando uma falsa sensação de confiança no cliente”

Numa segunda fase, acrescentou, exigem o pagamento antecipado de 50 por cento (%) do valor do produto como garantia de reserva.

Depois da transferência bancária, os burladores começam a apresentar sucessivos adiamentos e justificações relacionadas com alegados problemas de transporte inter-ilhas, documentação de embarque ou outros constrangimentos logísticos.

A PJ explicou ainda que, numa fase posterior, os suspeitos deixam de responder às vítimas e bloqueiam todos os contactos, ficando os compradores sem o produto e sem o dinheiro transferido.

“É neste momento que, na maioria das vezes, as vítimas se apercebem de que caiaram num esquema de burla através das plataformas digitais. Como consequência, ficam sem o produto adquirido e sem o reembolso do valor transferido, recorrendo de imediato às autoridades para apresentação da queixa-crime”, adiantou.

Conforme a PJ, as investigações permitiram igualmente identificar uma outra vertente do esquema, baseada em falsas ofertas de emprego na área financeira. 

Conforme explicou, os burladores recrutam pessoas através das mesmas páginas fraudulentas e utilizam as suas contas bancárias para receber valores provenientes das burlas.

Essas pessoas, acrescentou a PJ, são instruídas a reenviar o dinheiro através de serviços internacionais como Western Union ou MoneyGram, sem terem conhecimento de que estão a servir de intermediárias do esquema criminoso.

A instituição alertou também para a clonagem de páginas legítimas de vendas online, prática que consiste na reprodução de imagens, nomes e conteúdos semelhantes aos de empresas reais, dificultando a identificação da fraude.

A PJ apelou à prudência da população, recomendando desconfiança em relação a preços demasiado baixos, evitando pagamentos antecipados sem garantias e reforçando a verificação da autenticidade das páginas e vendedores.

Aconselhou ainda os cidadãos a não disponibilizarem contas bancárias a terceiros e a denunciarem imediatamente situações suspeitas através da linha gratuita 134.

A Semana com Inforpress

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