domingo, 21 junho 2026

A ATUALIDADE

Reforço na capacitação de profissionais de Saúde em doença falciforme no Hospital Agostinho Neto

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O Hospital Universitário Agostinho Neto acolheu esta terça-feira uma formação em doença falciforme que visa capacitar profissionais de saúde e reforçar a luta contra a doença no país.

Esta formação é ministrada pelo Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) em parceria com a Aliança Lusófona de Especialistas em Doenças Falciformes (ALUA), integrada no projecto Prevalência de Hemoglobina S (PREV-HbS).

Em declarações aos jornalistas, o PCA do Hospital Universitário Agostinho Neto, Evandro Monteiro, explicou que a formação surge como continuidade de um programa já em curso no hospital, que inclui a criação de um laboratório de pesquisa e o fortalecimento das actividades da banca de sangue.

"Estamos a reforçar a formação e capacitação, com um engajamento significativo de profissionais de saúde, seja aqui da nossa instituição ou de outras, no sentido de fortalecer a pesquisa, o diagnóstico atempado e a qualidade do tratamento", afirmou.

O responsável ressaltou ainda que o HUAN oferece, gratuitamente, tratamento e diagnóstico da doença falciforme, "garantindo uma resposta robusta e de qualidade para crianças e adultos".

Evandro Monteiro destacou a implementação de uma consulta semanal específica para a doença falciforme, que visa aprimorar a abordagem clínica, além de reforçar o aconselhamento genético e a sensibilização sobre os riscos da doença nas comunidades.

"Estamos a trabalhar para reforçar não só o aspecto preventivo, mas também o aconselhamento genético para os casais, o que é fundamental para a prevenção e tratamento adequados", disse.

Por seu turno, Celeste Bento, membro fundadora da Associação ALUA, disse que o objectivo é sensibilizar as pessoas para a doença falciforme, que é muito frequente nos países lusófonos, mas ainda muito negligenciada.

A mesma fonte destacou ainda a importância da formação para capacitar os profissionais de saúde e garantir que a doença seja tratada com mais atenção em Cabo Verde.

"Queremos que a doença falciforme seja falada em português da mesma forma que é em inglês e francês", disse.

A responsável afirmou que, além da formação, o projecto visa capacitar as associações de doentes para que possam desempenhar um papel activo na sensibilização e apoio aos pacientes.

"Esperamos que, com esta formação, os profissionais se sintam mais preparados para diagnosticar e tratar a doença falciforme e que comecem a olhar para os doentes de uma maneira diferente", afirmou.

Esta iniciativa conta também com a colaboração de hospitais como o Hospital Santiago Norte e o Hospital Baptista de Sousa.

Doença falciforme ou anemia falciforme é uma das hemoglobinopatias mais comuns e uma das doenças monogénicas graves mais prevalentes no mundo.

 

A Semana com Inforpress

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