terça-feira, 16 junho 2026

A ATUALIDADE

TACV garante segurança das aeronaves em regime de ‘wet leasing’ após ocorrências no dia 31 de Agosto

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A TACV - Cabo Verde Airlines garantiu esta quinta-feira a segurança das operações das duas aeronaves que registaram ocorrências no dia 31 de Agosto, destacando que são operadas por empresas internacionais com elevados padrões de manutenção e segurança.

Em comunicado oficial, a companhia aérea nacional explicou que o ATR 72-500 da lituana Jump Air e o Dash 8-300 da sul-africana CemAir foram contratados para assegurar as ligações interilhas em regime de ‘wet leasing’, que inclui tripulação, manutenção e seguro.

“Ambas as companhias são reconhecidas pelo seu compromisso com a segurança operacional (Safety), utilizando práticas de manutenção de primeiro mundo e passando por rigorosos processos de auditoria e certificações regulares”, lê-se na nota.

Segundo a companhia área nacional, a Jump Air, fundada em 2020, cumpre os regulamentos da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) e da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), enquanto a CemAir, criada em 2005, possui Certificados de Operador Aéreo e é uma operadora registada IOSA, o que garante “altos padrões de qualidade e segurança”.

No dia 31 de Agosto, o administrador executivo da TACV, Helder Cruz, já tinha informado sobre duas ocorrências operacionais em voos domésticos: um voo entre São Filipe e Praia e outro de São Vicente para Santiago. Ambas as aeronaves aterraram em segurança, o que levou à aplicação imediata dos planos de contingência da empresa.

A transportadora reiterou que a segurança dos passageiros e colaboradores é a sua "prioridade máxima”.

A Semana com Inforpress

jcf
TACV: Certificados não travam aviões a cair
Esses comunicados da TACV soam sempre a cortina de fumo. Não adianta vir atirar certificados de manutenção para cima da mesa como se fossem talismãs, quando a realidade é que os aviões andam a dar sucessivos sinais vermelhos em pleno voo.

Toda a gente já ouviu os relatos de avarias no ar, de falhas técnicas que obrigam a regressos forçados ou a manobras de emergência. Isso não se varre com “confiança na certificação europeia” ou outros chavões. A segurança não se prova com papelada, prova-se na prática — e a prática tem mostrado que algo não está a ser devidamente garantido.

O passageiro não quer ouvir desculpas: quer confiança real de que ao entrar num avião não vai estar a rezar para que chegue inteiro ao destino. Enquanto a TACV continuar nesta retórica defensiva, sem assumir a gravidade das ocorrências, está a insultar a inteligência dos cabo-verdianos.

A verdade nua e crua: certificação não é sinónimo de segurança. Se os aparelhos estão constantemente a dar problemas em voo, então a gestão e a manutenção estão claramente em falha. E quando houver uma fatalidade, qual será a desculpa? - quem brinca com leão vira refeição

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Terra
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