domingo, 21 junho 2026

A ATUALIDADE

Ministro da Saúde realça necessidade de países africanos reforçarem financiamento interno no sector

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O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, realçou esta terça-feira a necessidade de os países africanos reforçarem o financiamento interno na saúde pública e de se prepararem para os desafios sanitários após a retirada dos EUA da OMS.

Esta necessidade foi constatada durante a 75.ª sessão do comité regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África, realizada de 25 a 27 de Agosto em Lusaca, Zâmbia e que contou com a participação do Ministro da Saúde enquanto painelista.

Em conferência de imprensa na cidade da Praia para o balanço da participação do País no comité regional, Jorge Figueiredo revelou que um dos pontos centrais do encontro foi a reflexão sobre os mecanismos de sustentabilidade dos sistemas de saúde nos países africanos, especialmente após a saída dos Estados Unidos.

Um cenário, alertou, que demonstra a urgência de reduzir a dependência externa e de reforçar o investimento próprio em saúde.

“Senti uma reacção por parte dos países africanos que reconhecem a necessidade de uma maior participação interna, uma identificação mais pontuada sobre o financiamento interno para responder às demandas em saúde que o continente ainda enfrenta”, destacou Jorge Figueiredo.

Segundo este governante, a participação do País garante que as prioridades nacionais sejam devidamente representadas, reconhecidas e valorizadas, com reflexos ao nível do financiamento e da assistência técnica por parte dos decisores africanos na área da saúde.

No evento, disse que Cabo Verde foi referenciado como exemplo na região, especialmente por ter recebido em 2024 o Certificado de Eliminação do Paludismo, ressaltando outros avanços, como a erradicação do sarampo e da rubéola, e o controlo da transmissão vertical do HIV da mãe para o filho.

Para o ministro, estes últimos constituem “três importantes vitórias” que o País soma a um conjunto de outras conquistas ao longo de 50 anos de história.

O debate, conforme adiantou, abordou temas prioritários como a saúde oral, segurança sanitária, prevenção da propagação de doenças e o combate às doenças não transmissíveis, incluindo diabetes e hipertensão.

Jorge Figueiredo sublinhou a necessidade da preparação dos países africanos para os desafios sanitários, tendo em conta que “hoje o mundo está automaticamente ligado”, sem a presença de uma fronteira efectiva.

Para o ministro, o facto de Cabo Verde ter comunicação directa com os países africanos, reforça a urgência de estratégias integradas para proteger a saúde pública.

 

A Semana com Inforpress

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