A madrugada deste sábado, 30 de agosto, voltou a ser de terror na Ucrânia. Um ataque em larga escala, com mísseis e drones russos, atingiu várias cidades do país,fazendfo pelo menos um morto e 24 feridos, três deles crianças. Zaporizhzhia, Dnipro, Chernihiv, Lutsk ou Cherkasy acordaram sob o som das explosões, numa noite em que quase todo o território esteve sob alerta aéreo.
De acordo com a CNNP Portugal que cita a Força Aérea ucraniana, Moscovo lançou 537 drones Shahed, oito mísseis balísticos Iskander-M ou de fabrico norte-coreano KN-23, e 37 mísseis de cruzeiro. Um número muito elevado, que confirma a intensidade da ofensiva. A defesa aérea conseguiu intercetar 510 drones, seis mísseis balísticos e 32 de cruzeiro. Mas cinco mísseis e 24 drones conseguiram atravessar as defesas, atingindo sete localidades. Houve ainda registo de destroços a cair em 21 pontos diferentes.
Em Zaporizhzhia, o governador regional, Ivan Fedorov, contabilizou 40 casas danificadas, 14 prédios de habitação atingidos e estragos em instalações industriais.
O ataque surge apenas dois dias depois de um outro bombardeamento massivo contra várias cidades, incluindo Kiev, onde morreram 25 civis e outros 63 ficaram feridos.
Na reação ao ataque desta madrugada, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi taxativo: “Moscovo usou o tempo destinado a preparar uma cimeira de líderes para organizar novos ataques em massa. A única forma de reabrir uma janela de oportunidade diplomática é através de medidas duras contra todos os que financiam o exército russo, e de sanções eficazes contra Moscovo, bancárias e energéticas".
O encontro entre Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin parece cada vez mais distante e calendário da guerra continua, assim, a atropelar qualquer hipótese de negociações de paz, refere a CNN Portugal.







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