sexta-feira, 30 outubro 2026

Nações Unidas defendem abordagem multilateral para travar chegada de lixo marinho a Santa Luzia

“Já temos intervenções específicas de várias agências e programas das Nações Unidas, nomeadamente na parte científica, para entender a origem deste lixo e como trabalhar com as nações de maneira articulada para prevenir que os resíduos sejam lançados ao mar”, explicou a coordenadora, apelando a um "acordo forte" internacional.

Patrícia Portela de Souza, que integrou, segundo a Inforpress, a comitiva do Presidente da República numa visita à ilha deserta, confessou ter saído da reserva "chocada e impressionada" com a magnitude dos resíduos acumulados.

A diplomata sublinhou que, sendo Cabo Verde um Pequeno Estado Insular em Desenvolvimento (SIDS), está particularmente exposto a esta "preocupação global".

“Já temos intervenções específicas de várias agências e programas das Nações Unidas, nomeadamente na parte científica, para entender a origem deste lixo e como trabalhar com as nações de maneira articulada para prevenir que os resíduos sejam lançados ao mar”, explicou a coordenadora, apelando a um "acordo forte" internacional.

Conforme a mesma fonte, a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde destacou, por outro lado, o trabalho da associação Biosfera que, em articulação com outras entidades, está a ser feito para chamar a atenção, primeiramente, dos indivíduos para a tarefa de cada um dar o primeiro passo no cuidado com o meio ambiente.

“O meio ambiente começa connosco. Ou seja, nós temos que de facto tomar acções e internalizar que, do jeito que estamos, não pode ficar. Então, o cuidado com o manejo do lixo dentro das nossas próprias casas é um passo”, salientou .

O segundo passo, vincou, é apoiar o desenvolvimento de políticas e de quadros legislativos nos países justamente para poderem enfrentar e fazer uma melhor gestão desses resíduos.

“Aqui vemos um trabalho importante de recolha e agregação, mas agora é preciso pensar no tratamento: reciclar o que pode ser reciclado e eliminar de forma sustentável o que precisa ser eliminado”, frisou Portela de Souza.

Segundo ainda  a fonte deste jornal, a coordenadora residente lembrou que as Nações Unidas contam com agências especializadas a actuar em Cabo Verde, como a UNESCO, a FAO, o PNUD e o PNUMA, prontas para apoiar esta resposta.

Concluiu afirmando que é impossível dissociar o desenvolvimento sustentável da protecção ambiental e da adaptação às mudanças climáticas, exigindo uma "resposta articulada" entre todos os actores.

 

 

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Comentários

joão do rosário
23 dias atrás

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jcf
24 dias atrás

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joão do rosário
27 dias atrás

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