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PR timorense defende que próxima presidência da CPLP deve ser brasileira
"Eu defendo que seja o Brasil. O Brasil não preside há muitos anos e deveríamos todos acordar e entregar ao Brasil. Mesmo a nível da CPLP, tem de haver algum respeito pela alternância", disse José Ramos-Horta, quando questionado pela Lusa sobre a próxima presidência da organização lusófona, entre 2027 e 2029. "Os irmãos africanos já receberam, foram anfitriões de várias cimeiras da CPLP, muito bem organizadas, as cimeiras. Houve a cimeira de Luanda, de São Tomé, Guiné-Bissau. É uma norma para alternância geográfica. Timor-Leste fez em 2014. Eu creio que é altura de todos acordarmos e entregar ao Brasil", salientou. O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou em junho, na sede da CPLP, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência atual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau e que foi suspensa da organização após o golpe de Estado de novembro de 2025. José Ramos-Horta justifica a sua posição com o facto de Timor-Leste ir assumir a presidência da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASENA) em 2029. "Já estamos a trabalhar a todo o vapor nas agendas domésticas e na agenda ASEAN 2029. Portanto, não creio que vá sobrar tempo e recursos para assumirmos as responsabilidades da CPLP para além de 2027", salientou o chefe de Estado. Na cimeira de Bissau, em 2025, os chefes de Estado e de Governo não chegaram a consenso sobre a atribuição da próxima presidência da organização lusófona, com uns a apoiarem a Guiné Equatorial e outros o Brasil. "Não chegámos a uma decisão. Houve oposição forte por parte do país anfitrião ao Brasil e a Guiné-Bissau apoiava a Guiné Equatorial. Mas eu creio que a Guiné Equatorial poderia concordar em que é preferível entregarmos ao Brasil e depois do Brasil, podíamos voltar a África e então para a Guiné Equatorial", disse o Presidente timorense. O assunto da próxima presidência da organização lusófona deverá ser abordado no Conselho de Ministros da CPLP, que vai realizar-se em Díli entre 18 e 19 de agosto. Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau. Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A Semana com NM/Lusa
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