quinta-feira, 09 julho 2026

Irão regista vítimas e danos nas infraestruturas após ataques dos EUA

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As autoridades iranianas afirmam que pelo menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na sequência de novos ataques dos EUA ao Irão, tendo várias instalações de transporte e marítimas ficado, alegadamente, danificadas. O Comando Central dos EUA afirmou que os ataques foram levados a cabo para enfraquecer a capacidade das forças iranianas de «ameaçar a liberdade de navegação» no Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. "Os Estados Unidos responsabilizam o Irão pela recente agressão injustificada contra a navegação comercial", afirmou o CENTCOM num comunicado. Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) afirmou na quinta-feira que tinha atacado bases militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait. A Guarda Revolucionária afirmou ter atacado «infraestruturas e instalações-chave» nas bases norte-americanas de Arifjan e Ali Al Salem, no Kuwait, e de Juffair e Sheikh Isa, no Bahrein, com mísseis e drones. Advertiu ainda que tomaria novas medidas contra outras bases na região caso os ataques norte-americanos continuassem. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou na quinta-feira que a mais recente onda de ataques norte-americanos constituía «um crime de guerra flagrante», condenando o que designou como «ações agressivas» por parte das forças armadas dos EUA. Esta situação surge num contexto de tensões crescentes em torno da segurança no Golfo e do futuro do frágil memorando de entendimento entre o Irão e os EUA. Irão regista vítimas e danos nas infraestruturas O Ministério da Saúde do Irão afirmou na quinta-feira que os ataques norte-americanos levados a cabo nos últimos dias tiveram como alvo cinco províncias, causando 14 mortos e 78 feridos. O ministério acrescentou que 47 dos feridos continuavam internados no hospital. As autoridades iranianas também comunicaram danos em várias infraestruturas essenciais.   O responsável pela Administração Portuária e Marítima de Shahid Bahonar afirmou que um dos cais flutuantes do porto de Sirik sofreu danos graves durante os ataques ocorridos durante a noite. A autoridade ferroviária iraniana anunciou que os serviços de passageiros na rota Teerão-Mashhad foram suspensos após um troço da linha férrea ter sido atingido. Foram enviadas equipas de reparação para o local, enquanto as autoridades afirmaram que estavam a ser tomadas medidas para transferir os passageiros retidos para Mashhad por via rodoviária. Na província de Golestan, o Corpo Ninoa, afiliado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC), afirmou que um míssil de cruzeiro atingiu a ponte Agh Tappeh Khan, em Aqqala, na madrugada de quinta-feira. O grupo afirmou que não houve vítimas e exortou os residentes a manterem a calma. A Axios também noticiou, citando um responsável norte-americano, que aeronaves americanas tinham atacado duas pontes ferroviárias no Irão na quarta-feira. Porto de Chabahar suscita preocupações na região O diretor da Organização da Zona Franca de Chabahar, Mohammad Saeed Arbabi, afirmou que, na sequência de um ataque dos Estados Unidos a áreas de Chabahar, as autoridades começaram a retirar os veículos armazenados nos armazéns da zona. Segundo Arbabi, cerca de 300 veículos tinham sido removidos até à meia-noite, estando a operação prevista continuar durante a noite para deslocar mais 100 veículos. Arbabi acrescentou ainda que a torre de controlo do tráfego marítimo da Zona Franca de Chabahar foi atingida e sofreu danos durante o ataque. A agência noticiosa estatal iraniana IRNA tinha anteriormente informado que várias zonas de Chabahar registaram cortes de eletricidade durante várias horas na sequência dos ataques. A atenção centra-se também nos possíveis desenvolvimentos em torno do porto de Chabahar, no sudeste do Irão. Localizado fora do Estreito de Ormuz, Chabahar é o único porto iraniano de águas profundas com acesso direto ao Oceano Índico. O porto tem uma importância estratégica para o comércio regional, sobretudo por oferecer uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz. A Índia investiu significativamente no desenvolvimento de Chabahar como parte de um projeto mais amplo de conectividade destinado a ligar a Índia ao Afeganistão e à Ásia Central. Segundo analistas, qualquer perturbação das operações no porto poderá ter consequências para além do Irão, afetando as rotas comerciais da região e um dos principais projetos de infraestruturas da Índia. Tráfego no Estreito de Ormuz diminui drasticamente Os ataques afetaram também a atividade marítima no Golfo. Segundo a Bloomberg, citando dados de rastreamento de navios, o tráfego no Estreito de Ormuz diminuiu acentuadamente após vários dias consecutivos de ataques dos Estados Unidos. Na quarta-feira, cerca de 14 navios de carga atravessaram esta via marítima estratégica em ambos os sentidos, o número mais baixo desde que o Irão e os Estados Unidos alcançaram o memorando provisório, em 16 de junho. Este valor compara com uma média de cerca de 34 navios por dia nas semanas que se seguiram ao acordo. De acordo com a mesma fonte, os navios de maior porte evitaram, em grande medida, a travessia, havendo apenas algumas exceções. O Estreito de Ormuz é uma das mais importantes rotas energéticas do mundo, por onde passa uma parte significativa das exportações mundiais de petróleo e gás natural. Ataques a bases norte-americanas no Golfo As sirenes de alerta aéreo soaram no Bahrein e no Kuwait durante a noite, depois de o Irão ter prometido responder aos renovados ataques dos EUA contra o país. As defesas antiaéreas do Kuwait estavam a intercetar "ataques hostis com mísseis e drones", anunciou na quinta-feira o Exército. "O Estado-Maior do Exército assinala que quaisquer explosões ouvidas resultam dos sistemas de defesa aérea a intercetar ataques hostis", indicaram as forças armadas do Kuwait, numa publicação na rede X, sem especificar a sua origem. Os Guardas da Revolução iranianos (IRGC) confirmaram, esta quinta-feira, ter atingido bases militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait em resposta a novos ataques dos Estados Unidos, segundo um comunicado divulgado pela televisão estatal IRIB. Trump avisa que situação "vai piorar muito" se ataques à navegação se repetirem Trump já tinha avisado que, se o Irão continuasse a atacar navios no estreito de Ormuz, a situação "vai piorar muito", depois de ter ordenado novos ataques contra o país, na sequência de ataques contra três navios na importante via de navegação, no dia anterior. Os meios de comunicação estatais iranianos noticiaram explosões em vários locais ao longo da costa sul do Irão, depois de o Comando Central dos EUA anunciar uma nova vaga de ataques. Ouviram-se aviões de combate sobre a ilha de Kish e explosões abalaram as cidades portuárias de Bandar Abbas, Konarak e Chabahar, parte da qual ficou sem eletricidade, segundo a agência oficial IRNA. Antes de ordenar os ataques mais recentes, Trump declarou que o cessar-fogo com o Irão tinha terminado, o que levou os mediadores Paquistão e Qatar, bem como as Nações Unidas, a apelarem à desescalada. Trump tinha afirmado mais cedo que os mais recentes confrontos não iriam resultar numa ação militar "de longo prazo" e deixou a porta aberta a novas conversações. O CENTCOM afirmou que os ataques foram realizados para reduzir a capacidade das forças iranianas "de ameaçar a liberdade de navegação" no estreito, por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundiais. "Os Estados Unidos responsabilizam o Irão pela recente agressão injustificada contra a navegação comercial", escreveu o CENTCOM no X. O principal negociador do Irão afirmou, esta quinta-feira, que o estreito de Ormuz só será aberto segundo "disposições iranianas". "Os Estados Unidos ainda não aprenderam que intimidar e violar as suas promessas deixou de ficar sem consequências", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf no X. "Deixem-me ser claro: se atacarem, serão atacados."         A Semana com Euronews

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Miranda
17 days 6 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

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19 days 15 hours

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