domingo, 05 julho 2026

Sessão solene 5 de jullho: PR destaca «padrão Tubarões Azuis» como nova fonte de inspiração

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 
Na sessão solene alusiva ao 5 de  Julho na Assembleia Nacional, o Presidente da República alerta, hoje, que estamos fadados a superar adversidades e a surpreender. «Hoje temos novas fontes de inspiração, temos um gabarito – o ‘padrão Tubarões Azuis’ – e estamos todos mobilizados, com clareza quanto aos objetivos futuros. Se agirmos com inteligencia e sabedoria, se inspirarmos a união, agirmos como um time, com lideranças visionárias e estrategas, os próximos cinquenta anos serão de transformação e de ganhos que continuarão a surpreender os céticos de turno», defende José  Maria  Neves. «Se conquistámos o mundo, foi com o nosso Soft Power, não pela coerção, nem pela força das armas. Foi pela diplomacia dos Tubarões Azuis, pelo prestígio do país e pelo charme da morabeza do povo das ilhas. É esta a nossa marca, é este o nosso poder: conquistar corações e mentes pela simpatia, pela hospitalidade, pela cultura, pela música, pela alegria de viver, pelo amor profundo a Cabo Verde. Mais ainda: pela amizade, pelo respeito ao outro, pelo diálogo, pela paz, pelo humanismo», acrescentou. «Aproveitemos este momento de genuíno entusiasmo popular para relançar o espírito do 5 de julho, para voltar a comemorar com a mesma alegria e orgulho de outrora, com o povo nas ruas, com a bandeira nas mãos e o hino no peito,  com manifestações populares, com a mesma emoção contagiante com que estamos a viver nestes dias de glória proporcionados pelos Tubarões Azuis», realçou o PR.   Para o  chefe  dee Estado de Cabo  Verde , o  desafio é estudar a fórmula que tornou possível este sucesso, para que possa ser replicada em outros domínios, com igual êxito. Para as nossas prospeções, teremos, segundo ele, de recorrer ao universo potencial de todos os cabo-verdianos, nas ilhas e na diáspora, e recrutar com base no mérito e na excelência, se a nossa ambição é estar entre os melhores. «É fácil imaginar o resultado da aplicação do “padrão Tubarões Azuis” na  cultura, na ciência e na tecnologia, na inovação, no empreendedorismo, na economia azul, na educação e na saúde, no turismo e na administração pública». Entende o PR que Cabo Verde possui um capital humano com sentido de pertença, identidade, garra, talento, personalidade, ambição e confiança. «Há que garantir a circulação de cérebros – esse ir e vir de quadros -, porque a lição do futebol de alta competição – equipa, tática, disciplina, capacidade emocional, mérito – deve valer também para a governança, a economia, a Res Publica.  Ou seja, ninguém ganha sozinho: só juntos desbravamos o caminho do futuro duradouro para este Cabo Verde global que não cabe nas ilhas».  Conforme JMN, o momento é de exltação. «Hoje, o momento é de exaltação, porque depois de sempre torcermos por outras equipas, finalmente temos “a nossa seleção”, com os “nossos ídolos” – nossos amigos, nossos vizinhos, nossos familiares, com quem podemos encontrar, abraçar, conversar - na Copa do Mundo. E graças a um desempenho que tem causado admiração e respeito, Cabo Verde ganhou uma visibilidade inesperada. Este empurrão poderoso não pode ser desperdiçado. É uma oportunidade de ouro para potenciar a imagem do país, para consolidar a nossa presença e utilidade no mundo, para transformar a exposição global em capital de prestígio e de influência».   No seu discuro, PR fez questão de realçar que o falarmos dos Tubarões Azuis, estamos a fazer uma radiografia completa do Cabo Verde de 2026: um país que ousa, que se afirma, que surpreende, que se projeta para além das suas fronteiras. «E daqui tiramos ilações preciosas para o futuro, que nos obrigam a mudar de paradigmas. A fasquia ficou mais alta, e teremos de usar novas réguas para medir o nosso desempenho, porque o legado que temos em mãos é exigente. Não nos permite retroceder», conclui. Referindo-se ao contexto internacional, o chefe de Estado analisa que vivemos tempos gasosos, marcados pela imediaticidade, que não deixa pensar, e pelo curto prazismo, que não deixa sonhar. «A verdade é que há uma mudança substancial da espera pública. De um lado, a hiperpolitização, onde tudo é política! De outro, a fragmentação. Já não há paciência para escutar, já não há sabedoria para discernir, já não há sentido do bem comum para respeitar o outro e com ele nos relacionarmos. Porções de partes são transformadas no todo, emprobecendo a discussão e limitando o alcance das decisões. É contra isso que uma democracia como a cabo-verdiana não pode ser anódina». Para JMN,  a divergência é o sal da democracia. «Os entendimentos e os consensos, o tempero. Que o pluralismo e a possibilidade de dissenso não sejam fonte de fragmentação, mas caminho de renovação democrática, de construção de pontes, de formação de políticas públicas, que tenham a dignidade da pessoa humana como horizonte»,apela às  novas autoridades do país  saidas das eleições de 17 de Maio deste ano.  

2500 Characters left


Colunistas

Opiniões e Feedback

Miranda
13 days 8 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
15 days 18 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
19 days 22 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

Pub-reportagem

publireport

Rua Vila do Maio, Palmarejo Praia
Email: asemana.cv@gmail.com
asemanacv.comercial@gmail.com
Telefones: +238 3533944 / 9727634/ 993 28 23
Contacte - nos