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Governo garante reforço de apoios ao setor público da comunicação social
O Governo pretende reforçar o apoio aos órgãos públicos de comunicação social, mobilizando recursos para que o sector ultrapasse os constrangimentos financeiros que limitam o seu desenvolvimento sustentável, considerou o ministro da Comunicação Social Clóvis Silva, que visitou a Radiotelevisão de Cabo Verde (RTC) e a Inforpress, no âmbito de um contacto direto com os órgãos e entidades públicas da comunicação social. Nas declarações à imprensa, considerou que as equipas visitadas demonstraram confiança no trabalho que realizam e têm “uma visão clara” sobre o caminho que pretendem seguir, cabendo ao Governo assumir-se como parceiro nesse processo. “O que nós garantimos é suporte, é apoio, é para que nós possamos fazer diplomacia para garantirmos apoio, parceiros, recursos, meios”, afirmou. Na RTC, Clóvis Silva constatou preocupações relacionadas com a sustentabilidade financeira da empresa, bem como com a necessidade de melhores condições de funcionamento e de uma sede adequada. Referiu ainda que o Governo está a analisar a questão da taxa de distribuição recolhida através da Electra, processo que exigirá diálogo e o envolvimento de outros governantes para encontrar soluções. Na Inforpress, destacou a consciência dos trabalhadores sobre a missão de serviço público que desempenham e considerou importante o contacto com as instituições para identificar de que forma o Governo pode contribuir para a criação de melhores condições de trabalho. O ministro recordou que o poder político já não interfere na administração e gestão dos órgãos públicos de comunicação social, mas tem a responsabilidade de criar o enquadramento legal necessário para garantir o seu funcionamento. Questionado sobre uma eventual reestruturação do setor, afirmou que qualquer mudança deve surgir de dentro das próprias instituições e não ser imposta pelo Governo. Defendeu que a prioridade passa por garantir que as estruturas existentes funcionem melhor, apontando a insuficiência de recursos financeiros como o principal obstáculo. “Não temos que criar novas coisas. Precisamos que aquilo que existe funcione bem”, afirmou, acrescentando que Cabo Verde dispõe de capital humano qualificado e deve procurar oportunidades para além do mercado nacional. Relativamente às questões ligadas aos recursos humanos, nomeadamente à situação de trabalhadores próximos da reforma e à necessidade de renovação dos quadros, Clóvis Silva disse que o Governo pretende ouvir não apenas as administrações, mas também os trabalhadores, antes de avançar com quaisquer medidas. “Só partiremos para essas medidas legais quando ouvirmos todos, quando nos sentarmos todos à mesa”, assegurou. Sobre a Autoridade Reguladora para a Comunicação Social (ARC), cujo mandato está caducado há anos, o ministro defendeu urgência na resolução da situação e manifestou disponibilidade para trabalhar com todas as forças políticas no sentido de alcançar um consenso. “Deixo aqui toda a minha disponibilidade, todo o meu interesse em nós tratarmos disso com urgência, já, tomara que seja no mês de julho (…)”, finalizou. A Semana com Inforpress
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