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Praia: Ministro da Saúde alerta que serviço de Imagiologia do hospital perdeu 80% dos médicos nacionais
O ministro da Saúde alertou esta terça-feira que o serviço de Imagiologia do Hospital Universitário Agostinho Neto perdeu 80% dos médicos nacionais, em declarações à imprensa no dia em que iniciou uma visita oficial às estruturas do seu ministério. Lúcio Fernandes, na ocasião, assumiu a retenção de quadros médicos, a melhoria das condições de trabalho e a aceleração da formação interna de especialistas como “os pilares urgentes” a ser trabalhados para “parar a fuga de profissionais” e “humanizar o atendimento” na maior unidade hospitalar do país. Durante o percurso pelas instalações do Hospital Universitário Agostinho Neto, o ministro, que se confrontou com a realidade da “perda acentuada de recursos humanos qualificados” nos últimos anos, justificou a crise com “a falta de condições estruturais e materiais” para fixar os técnicos no arquipélago. O governante ilustrou o cenário com “um dado estatístico alarmante”, ao afirmar que, em 2014, o serviço de Imagiologia contava com cinco médicos especialistas e hoje existe apenas um nacional. Segundo o titular da pasta da Saúde, este diagnóstico não é um caso isolado, mas sim um “quadro generalizado” que afecta diversas especialidades do Sistema Nacional de Saúde. Questionado sobre as mudanças e o financiamento para alterar o paradigma, ressaltou que o orçamento do sector da Saúde está sob pressão. Embora tenha enaltecido os avanços conquistados, como a introdução local de tratamentos de Diálise e Oncologia, que evitaram transferências médicas para Portugal, o ministro avisou para o impacto financeiro destas valências. Lúcio Fernandes revelou ainda que o cenário obriga a uma gestão minuciosa para controlar patologias crónicas, como a diabetes, a hipertensão e as doenças cardiopatas. Interrogado sobre a integração de jovens médicos, o governante admitiu ter conhecimento de vários licenciados em Cabo Verde que aguardam por uma oportunidade de inserção no mercado laboral, pelo que assegurou que o Governo está a estudar vias legais para o seu enquadramento formal através do próximo Orçamento do Estado. “No caso dos especialistas, a estratégia passa também por acelerar o processo de formação de médicos especialistas dentro do próprio país, permitindo que os residentes prestem serviço ativo enquanto concluem os estudos pós-graduados”, declarou o ministro. Quanto à sobrecarga física do atual edifício e ao planeamento do futuro Hospital Nacional, Lúcio Fernandes garantiu que já solicitou toda a documentação técnica e que agendou uma reunião com a equipa responsável pelo projeto para quarta-feira, 01 de Julho. Contudo, o ministro deixou a garantia aos utentes e profissionais da Praia de que ter um hospital de nível nacional não significa desativar o Hospital Universitário Agostinho Neto, ou deixar de investir nele. “Uma nova construção demora o seu tempo, o plano imediato prevê uma reunião com o conselho de administração do Hospital Universitário Agostinho Neto para desenhar um caderno de encargos prioritário focado na humanização dos serviços e na modernização tecnológica da estrutura”, sublinhou. Durante a sua visita Hospital Universitário Agostinho Neto para conhecer de perto o funcionamento dos principais serviços, contactar com os profissionais e inteirar-se dos desafios, potencialidades e o reforço do compromisso do Governo, o ministro passou pelos serviços de Cirurgia e Ortopedia, bloco operatório, unidade de cuidados intensivos, laboratório de análises clínicas e Radiologia/Imagiologia, entre outros. A Semana com Inforpress
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